1/14/2004

Dia de merda

Tendo em conta tudo o que me aconteceu hoje, no emprego e não só (até o meu processo de promoção desapareceu, deve estar junto com os papéis desaparecidos do caso do aborto), sinto-me assim uma espécie de Joli. Devia ter dado ouvidos à Conchita e sempre tinha ao menos chocolates em casa.
Que mais me irá acontecer?
Referendo

A propósito do julgamento que está a decorrer em Aveiro por causa duns abortos clandestinos, veio-me à memória o exemplo da senhora simples, de uma aldeia da qual já não sei o nome, crente na igreja, no Sr Presidente da Junta e no Sr. Prior lá da terra, que, ao ser questionada sobre o sentido do seu voto no último referendo terá esclarecido:
- Eu voto contra! Abortar é matar!
- Então e se acontecer uma gravidez indesejada como é que a senhora acha que se deve resolver? - Insiste o jornalista.
- Ah! Isso faz-se um desmanchozito!
É sempre bom saber que alguns milhões de votantes assim iluminados e devidamente formatados por quem sabe, decidem o nosso futuro...

1/13/2004

Hoje é assim que eu me sinto.
Amanhã vamos ver.
Stress

Há dias em que mais vale nem sair de casa. Já é o terceiro sistema de comentários que instalo hoje. Além de perder todos os comentários que já tive de cada vez que o faço, está-me a começar a parecer que isto é obra de uma associação de crime organizado.
Para cúmulo os meus links foram parar ao cu de judas, que é como quem diz ao do Blog.
Acho que hoje vou escrever muitos posts para aliviar o stress.
Agora vou fazer um chá.
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Só me faltava esta!
Depois do Blogspeak ter deixado de funcionar (paz à sua alma e p... que o p...), os meus links fugiram todos lá para baixo.
Porra só me falta agora ir lá a baixo tomar café e dar de caras com o chefe desta choldra!

1/12/2004

Dúvida

Uma amiga minha contou-me que foi a uma sex-shop e quando estava a ver os vibradores a dona aproximou-se e o diálogo foi qualquer coisa como isto:
- Posso ajudá-la?
- Não obrigada, estou só a ver.
- Se precisar de alguma coisa esteja à vontade.
- Bem... procuro um presente para uma despedida de solteira...
- Ah... então estes vibradores aqui são muito bons! É preciso é ter cuidado e nunca deixar as pilhas lá dentro. Eu por exemplo tiro-as sempre e o meu está impecável! Já a minha filha tinha o hábito de as deixar lá dentro e já teve que levar um novo...

A minha amiga ficou de queixo no chão... e eu também quando ouvi a história.
Por isso peço a todos (especialmente os mais jovens) que me esclareçam. Sou eu que estou cota ou isto é mesmo surrealista?
Outra vez insónias

Estou acordada desde as 6:00 e já desisti de voltar a dormir antes de começar a trabalhar hoje.
Liguei a televisão... ops, não liguei esteve ligada toda a noite, e já vi várias coisas dignas de registo.
Uma menina (que eu não digo quem é para não a comprometer e principalmente porque não sei o nome dela, mas que apresenta este programa ) fez uma profundíssima crítica a este filme (que suponho que ela já tenha ido ver), nestes termos: "Não é tão mau como eu esperava porque não tem assim aquela violência tás a ver, é como se fosse uma história passada em Bervelly (assim mesmo) Hills, só que não é passado em Bervelly Hills." Esta cachopa tem seguramente futuro e, se souber arranjar as companhias certas, daqui a uns anitos estará a apresentar programas culturais com subsídios do estado. Força!
A seguir uma piada seca (e com esta é que perdi mesmo o sono). Qual é a laca que a Madonna usa? Laca Virgin. Parti-me toda.
Para terminar uma pergunta no ar (e esta é minha). Será que a Britney Spears vai ter o momento alto da sua carreira no próximo Rock in Rio? Tenho cá um palpite que sim...

1/09/2004

...

Quando eu era criança só havia um canal de televisão a preto e branco que começava às sete da tarde.
Quando eu era criança esperava pacientemente que o telejornal em tons de cinza parasse de mostrar inaugurações de chafarizes para ver o Bugs Bunny e o Duffy Duck a preto e branco.
Quando eu era criança o homem que mandava inaugurar os chafarizes caiu duma cadeira e toda a gente falou nisso.
Quando eu era criança houve uma reunião na aldeia para decidir se era verdade que uns americanos tinham chegado à lua e se ela nos iria cair sobre as cabeças por causa disso.
Quando eu era criança andava numa escola que ficava num sítio chamado Carocho.
Quando eu era criança andava 2 km por caminhos de lama para chegar ao Carocho.
Quando eu era criança apanhava girinos no caminho para a escola e atirava-os para dentro do tanque onde as mulheres lavavam a roupa, no Carocho.
Quando eu era criança a professora batia-nos quando não sabíamos calcular o preço de 1 kg de batatas se uma arroba custava 5$00 e isso era normal.
Quando eu era criança Portugal não era um país mas sim um império.
Quando eu era criança ofereceram-me um jogo de loto em que o menino africano se chamava “O Escarumbita”.
Quando eu era criança a minha mãe não pôde ir a Vigo comprar caramelos porque era preciso autorização do marido para passar a fronteira e o meu pai não estava cá.
Quando eu era criança o meu pai estava em África a defender o império porque era o trabalho dele.
Quando eu era criança o meu pai chegou de África e já não era o mesmo, mas eu não percebi porquê.
Quando eu era criança a Coca-Cola era um mito mais misterioso que o Pai Natal.
Quando eu era criança bebia-se laranjada e gasosa Camor aos domingos, quando se fazia frango assado.
Quando eu era criança a minha mãe mandava-me à mercearia da D. Madalena com 1$00 e dava para comprar o jantar todo.
Quando eu era criança 1 tostão dava para comprar 4 rebuçados que traziam cromos com animais para colar numa caderneta. Vinham todos pegajosos e tínhamos que os lamber e pô-los a secar primeiro.
Quando eu era criança quem conseguisse encher quatro cadernetas de cromos ganhava uma bicicleta mas ninguém conseguia arranjar o “bacalhau” por isso ninguém tinha bicicleta.
Quando eu era criança a costureira fez-me um vestido azul com folhos para ir ao exame da quarta.
Quando eu era criança sabia os nomes de todos os reis, de todas as montanhas, de todos os rios e de todas as linhas de caminho de ferro para poder passar com distinção no exame da quarta.
Quando eu era criança a minha mãe comprou uma máquina de lavar roupa e todos os vizinhos vieram ver.
Quando eu era criança aprendi a tocar acordeon.
Quando eu era criança tocava no acordeon uma música cuja letra era “Até o mar é casado, até o mar tem mulher, é casado com a areia, bate nela quando quer.”
Quando eu era criança as costureiras riam-se muito quando se dizia que qualquer dia haveria lojas a vender roupa já feita.
Quando eu era criança tive um vestido de princesa para vestir no carnaval e fui feliz.
Quando eu era criança via todos os episódios da Pippi das Meias Altas e queria ser como ela.
Quando eu era criança pensava que os bebés eram comprados em lojas secretas onde as crianças não podiam entrar. Essas lojas ficavam nas traseiras dos hospitais.
Quando eu era criança o meu irmão teve um carro telecomandado com fio. Era um Anglia creme. Eu tive uma boneca com um fio no pescoço que se puxava para ela dizer “Te quiero mucho!”. Todas as crianças da aldeia vieram ver.
Quando eu era criança andava um senhor nos autocarros com uma maleta ao ombro a vender os bilhetes. Ir à cidade mais próxima custava 7 tostões.
Quando eu era criança só havia roupa desconfortável que picava.
Quando eu era criança aprendi a escrever em cadernos de duas linhas.
Quando eu era criança os cadernos de duas linhas traziam na capa a Mocidade Portuguesa ou o Luís de Camões a nadar só com um braço.
Quando eu era criança ensinaram-me que o Luís de Camões perdeu um olho a defender a bandeira portuguesa.
Quando eu era criança morava numa casa com árvores de fruto no quintal.
Quando eu era criança trepava às árvores do quintal para ficar a ver o meu avô a semear e a colher.
Quando eu era criança o meu avô ainda era vivo mas eu não achava isso importante.
Quando eu era criança morreu a minha bisavó e foi a primeira pessoa que eu conhecia e morreu mesmo.
Quando eu era criança a minha bisavó pensava que os locutores da televisão falavam para ela e respondia “boa tarde”, “até amanhã se Deus quiser” e “obrigada”.
Quando eu era criança eu ria-me muito quando via a minha bisavó a falar com a televisão.
Quando eu era criança havia um detergente que se chamava Tide e patrocinava folhetins radiofónicos.
Quando eu era criança havia uma farinha que se chamava Amparo e trazia brindes.
Agora já não sou criança mas deu-me um terrível ataque de nostalgia. Deve ser da 6ª feira. Aturem-me!
Manhã

A diversidade linguística é muito gira!
Hoje quando vinha para o emprego assisti a uma conversa entre três estudantes que, ao que tudo indica, são da "Imbicta" e estudam cá. Foi mais ou menos assim:

- Oh meue! Quántas cadêiras é cum gaijo puode deixar por fazier???
- Tuodas!
- Tuódas non que assim repruóbas!
- Repruóbas mas num bais prieso!
- Oh pá! Este caralho inda nem fiez os exámes e já está a pensar em reprubar!

Se eles fossem de Évora e não do Porto, a conversa seria qualquer coisa assim:
- Oh moço! Quantas cadêras é que podemos dêxar por fazêri?
- Todas!
- Todas nã senhor senã reprovas!
- Reprovas mas nã vais preso!
- Oh pá! Nã é queste cabrão inda nem fez os exames e já está pensando em reprovári?

Ah! E isto não tem nada a ver mas reparei que fecharam um banco para abrir uma loja de chinês. Há uns anos fecharam os cafés todos para abrir os bancos... Estou a sentir aqui umas más vibrações...

1/08/2004

Coisas que Aconteceram Ontem

Houve ontem dois acontecimentos que me marcaram profundamente. A saber:
1. Pelas 17:15, uma senhora num Corsa preto fez a rotunda da Rua de Viseu, em Aveiro, em sentido contrário. Na boa, de braços no ar e a modos que a dizer qualquer coisa como "Oh anormais, como é? Saiam da minha frente que quero passar!" Juro por tudo que não foi aqui que lhe calhou a carta de condução, deve ter sido no Skip.
2. Estava eu já a dormir quando dei conta que não tinha desligado a televisão. Quando olhei para a dita ainda pensei que era do sono mas não. Era mesmo verdade. Estava a dar um documentário norte-americano na Sic Radical, sobre motins, daqueles assim ao estilo "vamos mostrar porrada ou mamas ou rabos ou qualquer coisa que nos faça subir as audiências, não importa!" Nesse momento via-se uma cena em que para aí umas 500 pessoas com pedras e paus na mão corriam de um lado para o outro num campo de futebol no Rio de Janeiro e davam com esses artefactos na cabeça umas das outras à força toda. Foi aí que o apresentador do programa afirmou, muito sério e com aquele sotaque de cowboy, "these... ARE NOT soccer players!" Que os americanos ainda percebem menos de futebol do que eu já se sabe porque football para eles é uma cena em que se atira um melão de uns para os outros, que eles pensem que futebol é aquilo já é outra coisa. Deve ser a gordura que lhes está a subir ao cérebro...

1/07/2004

Moral e Bons Costumes

Nos velhos e saudosos tempos em que imperava a moral e os bons costumes, em que as senhoras, em vez de perderem tempo a fazer destas poucas vergonhas, estavam em casa a pregar botões e a arrancá-los para os pregar de novo (até havia cursos para isto!), em que estas coisas só se faziam de luz acesa e sem escafandro quando os chefes de família iam às putas, por respeito à esposa que tinha mais que fazer a pregar e despregar botões, o Dr. José de Almeida Correia deu à  estampa, em 1938, o Compêndio de Educação Moral e Cívica para os I, II e III anos dos liceus, livro esse de que um exemplar me veio afortunadamente parar à  mão, ou seja, dei 5 euros por ele na feira do livro.
Se não fossem agora uma cambada de velhinhos depravados e badalhocos, muito teriam os felizes alunos que tiveram a oportunidade de estudar por esta maravilhosa obra a ensinar-nos sobre a moral. Mas já que assim é aqui estou eu para os substituir, qual bastião da velha guarda, e transmitir-vos alguns dos singelos mas profundíssimos preceitos expostos no compêndio de que vos falo.
Sobre a Mocidade Portuguesa, na página 167 explica-se que uma das suas funções é combater e rejeitar o comunismo. Estão no bom caminho então estes rapazes, desde que não comecem para aí a defender a legalização do aborto. Senão qualquer dia ainda os apanhamos a fumar! Mau!
Nas páginas 159 e seguintes somos esclarecidos de que as distracções são necessárias para restabelecer o equilíbrio. Porém "há distracções que em vez de recrearem o espírito, o tornam agitado e inquieto", como é o caso do "jogo, teatro, cinema, bailes, chás-dançantes, ceias à americana (???) e festas de caridade". E perguntam então vocês, se até a merda das festas de caridade com as tias vesgas são demasiado excitantes, que raio pode a malta fazer para se distrair? Muita coisa. O autor nada refere sobre orgias loucas, consumo de Álcool e drogas, lutas na lama ou sessões de sado maso. Como vêem o leque continua enorme, só não vão ao teatro e outras secas do género! Fácil!
Embora este livrinho seja perene de bons e edificantes exemplos e lições, não me alongarei, referindo apenas para finalizar os perigos do desporto. Entre outros, o nosso amigo Zé Almeida refere a tendência do desportismo a transformar-se numa indústria que certas pessoas exploram em seu proveito. E neste tempo ainda nem se via disto! Esperto!
Enfim! Resumindo e concluindo, este Zé era um radical e devia ser uma queca e tanto! Até fico com afrontamentos só de pensar, meu deus!

1/06/2004

Declaração

Para todos os efeitos se declara que isto é uma tentativa de achincalhar o nosso respeitável blog e um complot organizado que só tem como objectivo arruinar a excelente reputação, a nível mundial, do farinha amparo. Pedimos a todos os leitores que não se deixem levar por estes actos de propaganda e que, se forem contactados por estas pessoas, exijam identificação. Todos os instrutores do farinha estão devidamente credenciados.

1/05/2004

Catedrais

Quando ouço o pessoal que tem esta mania estranha de chamar catedrais aos estádios de futebol, vem-me sempre à cabeça esta anedota de brasileiros. E não é que eu tenha nada em particular contra os brasileiros a não ser estar lá um tempinho do caraças agora e eu aqui a gramar 4 graus de temperatura... enfim.

"Um grupo de brasileiros veio de visita à Europa. Quando se encontravam a visitar uma catedral gótica o guia turístico, para dar ideia da verdadeira dimensão do monumento, explicou:
-Esta catedral é tão grande que nem o Zidane, nem o Figo, nem o Ronaldinho, conseguiram alguma vez chutar uma bola de forma a que ela pudesse ir de um lado ao outro do edifício.
Depois de alguns momentos de silêncio, um dos brasileiros perguntou, olhando para os magníficos vitrais:
-Pôxa! E deixaram essis cara jôgá futchibóu áqui dentro?!"

1/04/2004

Etiqueta

Que a D. Paula Bobó, ops... Bobone, escreve utilí­ssimos livros cheios de conselhos para que os saloios como nós se saibam comportar condignamente, já sabíamos. Agora porém, descobri que essa senhora (cujo nome sugere ser especialista em alfinetes de peito) é apenas uma amadora, pelo menos se a compararmos com a não menos Dona, Maria João Saraiva de Menezes (que é da famí­lia dos Menezes, gente finíssima que só faz os ditos alfinetes de peito às vezes, como bem reza o dito popular). Pois tive a grande felicidade de deparar com um livrinho da autoria desta última, intitulado O Pequeno Livro da Etiqueta e do Bom Senso, que (apesar de este blog não ser dedicado à  crí­tica literária), recomendo vivamente a todos. Trata-se de uma edição das publicações D. Quixote de 2001.
Para aguçar o vosso interesse por esta bela obra, vou apenas deixar aqui alguns exemplos da grande inspiração e sabedoria nela contidas e que, como verão, dispensam comentários da minha parte.
No capítulo "Como ser Civilizado":
- Não cuspa para o chão, nem para o ar.
No capí­tulo "Boa Apresentação":
- Não mastigue palitos.
- Não use meias brancas.
- Não gagueje, faça terapia da fala.
- Use desodorizante.
No capí­tulo "À Conversa":
- Nunca diga que vai à  retrete, quando muito à  toilette. Mas o melhor mesmo é dizer que vai ali e já vem.
- Nunca torne públicas as suas maleitas, especialmente as intestinais.
No capí­tulo "Dar e Receber Presentes":
- Se quiser reciclar um presente, oferecendo-o de novo, não se engane e não o dê à mesma pessoa.
No capí­tulo "Conselhos à  Mulher", em relação ao respectivo cara-metade:
- Prive-o da visão dos seus pensos e tampões usados.
- Não use a roupa dele. Gostava que ele andasse com os seus vestidos?
- Não seja feminista. Está fora de moda.
No capí­tulo "O Divórcio":
- Evite (...) atirar as malas do futuro ex pela janela.
Ok, acabo por aqui, se quiserem ver as restantes pérolas comprem o livro, que até nem deve ser caro porque esta obra-prima pode considerar-se uma ilustração da célebre frase, "O tamanho não é importante", porque é tão pequenino que cabe em qualquer bolso, mas tão cheio de conteúdo!...

1/02/2004

No fundo só mudam as moscas

Hoje quando estava a ler o mais recente post deste blog lembrei-me do tempo em que era preciso fazer manifestações para que, por exemplo, fossem criadas leis que regulamentassem direitos tão básicos e tão simples como "Trabalho igual salário igual" e sorri, pensando como isso vai longe!
Depois fui tomar café e peguei numa revista feminina dessas que se publicam por aí agora aos montões e se calhar nem tudo mudou assim tanto. Se há 30 ou 40 anos era normal ler na Crónica Feminina ou noutra qualquer, uma frase do género "Aprenda a fazer uma boa tarte de maçã para prender o seu marido em casa", quando abrimos a Cosmopolitan ou outra qualquer, actualmente, é normal aparecer qualquer coisa do género de "Aprenda a fazer sexo oral em condições para prender o seu marido em casa". A frase pode não aparecer exactamente assim mas a ideia base está sempre lá. Os defensores da nova vaga podem argumentar que, ok, pelo menos é mais giro fazer sexo do que tarte de maçã!... Mas a verdade é que, dependendo do dia e da disposição, uma fatia de tarte pode cair bem melhor.
Fazer coisas por obrigação (nem que seja pela obrigação de ser super modernaça e bué à frente) é que é sempre uma merda não é?