9/20/2004

AVEIRO, DESTINO TURÍSTICO



Aqui na região já trabalhamos afincadamente para nos tornarmos o maior destino turístico do país.
Cá está um pormenor quase sempre descuidado mas tão importante: As placas informativas. Para que todos saibam com o que contam.
Duas iniciativas de louvar, a de cima na Praia de S. Jacinto (mais conhecida aqui por San Jacint au bord de la mer) e a de baixo na praia da Barra.
Até já arranjei um slogan da minha modesta autoria, inspirada num outro muito famoso sobre as gentes de Trás-os-Montes: Para cá do IP5, Anda tudo num brinco!

9/17/2004

E PRONTO

Já consegui reconstruir o tasco. E desta vez guardei uma cópia para não ser apanhada de calças na mão.
Peço a colaboração dos clientes no sentido de verificarem se os vossos links estão bem feitinhos e a funcionar... ou se me esqueci de alguém, o que seria grave.
Já me sinto de novo em casa!
Bom Fim de Semana a todos!

9/15/2004

ACIDENTE

Como podem verificar houve um acidente aqui no farinha. Forças anti-palhaçada entraram pela padaria dentro e destruiram o estabelecimento.
Iremos proceder à reconstrução, o que de qualquer modo levará algum tempo.
Entretanto, se desejarem fazer alguma encomenda de cacetes, carcaças, baguettes ou brioches, podem contactar aqui a padeira através do mail didinhas@softhome.net
A padaria ressurgirá brevemente com nova decoração.

PIMBA

Ficaram os dois de castigo.

As declarações do peixeiral no mercado de Matosinhos, hoje nas notícias do almoço, é que prometem!
Imaginem uma senhora brandindo um facalhão de amanhar tubarões e pesando uns 200 kilos a afirmar ao jornalista: "Eles que não benham pra cá com gaijos de fuora! Há muito socialista em Matosinhos!2

Ah carago!

9/13/2004

BREVE TRATADO SOBRE PRAGAS

São sazonais, tipo praga de gafanhotos, mas para pior e sempre nas mesmas alturas do ano. Agora entrámos na época, eu é que me tinha esquecido. Por isso fui calmamente para o forum na hora de almoço dar a minha voltinha sem me lembrar que ia dar de caras com eles.
Estou a falar nas manadas de mongos que aparecem sempre que saem os resultados das candidaturas ao ensino superior.
Ninguém sabe de onde surgem nem onde se escondem no resto do ano, só se sabe que nesta altura aparecem, com aquele ar arrogante de quem tem mais sapatos-vela no armário do que neurónios no cérebro, para a época de reprodução.
É no entanto uma espécie curiosa que se reproduz sem acasalar, coisa de que se desconfia serem totalmente incapazes, motivo pelo qual utilizam o método de se apropriar de outros seres mais novos que transformam progressivamente em clones seus através do método de repetição, negação de qualquer acto criativo e total esvaziamento do cérebro.
Para exemplificar este método posso relatar-vos um dos casos a que tive oportunidade de assistir hoje: Um dos espécimes mais novos (no caso vertente, fêmea), era obrigado a correr à volta do centro comercial com o rosto toscamente pintado de vermelho (esta espécie também não revela grande destreza de mãos), gritando para todos que queria um indivíduo de etnia africana com um orgão genital de medidas avantajadas. Este indivíduo do sexo feminino que referi, enquanto executava a grotesca tarefa, mostrava evidentes sinais de satisfação, sinal de que a sua transformação será fácil e rápida, quiçá não necessitando sequer de se submeter ao processo de esvaziar o cérebro.
Resta apenas referir que são muitas das vezes, senão na maioria, seres desta espécie, depois de completado o seu processo de crescimento atrofiado, que conseguem atingir com mais facilidade determinados cargos, como deputados, directores gerais, presidentes e gestores. Excluem-se desta lista os presidentes de junta que se desenvolvem a partir do gene "nasci para executar grandes feitos" e revelam grande tendência para aparecer com ar de quem se eleva acima do comum mortal para verificar o andamento das obras nos lancis dos passeios. Mas desta espécie nos ocuparemos mais tarde.

AM I MISSING SOMETHING?

Segundo uma definição de Museu Etnográfico que encontrei na net, trata-se de um espaço "onde é possível observar em conjunto toda a panóplia de cultura material típica de uma região e de uma época" "para que os vindouros possam sempre no futuro conhecer como foi o instrumental de um grupo humano numa região e numa época determinadas e, dessa forma, possam aquilatar da vida que esse grupo humano levava."
Portanto, meus amigos, como podemos aquilatar através desta cena do Museu Etnográfico de Ovar, era bem animada a vida nesse lugar, nos velhos tempos, possivelmente graças ao instrumental humano.
Aqui tão perto e nunca lá fui, grande falha na minha cultura que pretendo rapidamente colmatar.
Logo que possa agendo uma visita. E vocês?

9/10/2004

PATETICE SÓ PARA DIZER BOM FIM DE SEMANA A TODOS

O Vizinho descobriu uma brincadeira bem curtida: fazer o nosso modelo em 3D. Aqui estou eu (ok, eu sei que preciso de perder uns kilitos!) e o meu cara-metade.
Não ficámos lindinhos?

9/09/2004

FRUTA E MARMELADA

De repente lembrei-me que não podia abandonar o tema "Festa do Avante " sem prestar a devida homenagem aos dois tascos, para mim, mais significativos que lá encontrei.
..................................
Primeiro: Fruta da Função Pública. Assim mesmo, com este extraordinário nome, onde os meus camaradas vendiam afanosamente impressos que valiam saladas de fruta, sumos e fruta à peça. De notar que, nem os impressos tinham que ser carimbados noutra secção antes de nos darem a fruta, nem havia só bananas, ao contrário do que seria de esperar.

Segundo: Marmelada de Odivelas. Deste nem me aproximei, só o vi de passagem. Mas valeu pelo sentimento de nostalgia que me provocou ao fazer-me lembrar os tempos de liceu em que, putos patetas, entoávamos uma canção sobre as meninas nativas da localidade com o mesmo nome.

ANIVERSÁRIO!

O famoso David faz este ano 500 anos, mas como podem ver continua muito bem conservado para a idade.
Em Florença, vai ter direito a 9 meses (leram bem, 9 meses) de festividades pela ocasião e até já tomou um banho que custou nada menos que 165000 euros.
O Farinha Amparo, no entanto, como serviço público que já é, quer relembrar aqui a recente polémica em torno de um abaixo assinado onde 20000 cidadãos preocupados com a moral e os bons costumes exigiam que a estátua fosse... vestida.
Concordamos totalmente. Aquilo não é pila que se mostre.
Assim, resolvemos dar a nossa contribuição, pondo à consideração dos leitores as várias hipóteses de encobrimento das vergonhas do rapaz.
O que vos parece?

9/08/2004

E POR FALAR EM EXCLUSÃO...



O que vem a ser isso de paraolímpicos (paralímpicos para alguns)?
Um gheto moderno onde se aliviam consciências depois de apagada a chama dos jogos principais?
Sempre achei esta invenção no mínimo deprimente. Já que tanto se fala de uma sociedade para todos, de inclusão, de aceitação da diferença, porquê isto? Alguém me explica por que motivo as competições das pessoas com deficiência não têm lugar nos jogos olímpicos? Eu não consigo entender porque o argumento da diferença nos tempos obtidos e nos resultados não cabe em nenhum sentido de lógica. Também há competições distintas para homens e para mulheres, porque as características físicas das mulheres não lhes permitem ter os mesmos resultados que os homens. E não há drama nenhum com isto pois não?
Porque é que se atira com os deficientes para estes pseudo-jogos em forma de paternalismo beato?
Tivessem as competições dos deficientes lugar nos verdadeiros jogos olímpicos, com as medalhas deles a valer os mesmos pontos que as dos outros, e veríamos finalmente o poder político a investir a sério na inclusão social.
Não sei porquê, dá-me a sensação que sou a única pessoa no mundo a ter esta opinião. Haverá algum motivo de peso que me escapa?

9/07/2004

ALGUÉM SABE ONDE SE ARRANJAM AQUELAS PULSEIRINHAS DA SORTE?

1. Choveu no fim de semana.
2. Ontem fiquei doente.
3. Hoje quando cheguei vi que me tinham lixado o meu carro novinho em folha. Pronto, novinho novinho não está que eu já lhe lixei os tampões a estacionar, mas é novo.
4. Caiu serviço em cima da minha secretária como já não caía há meses e mesmo sem cabeça nenhuma para isso, vou ter que o fazer.
5. Estou à espera dum telefonema tenebroso dos gajos da Citroen a dar o orçamento do arranjo.
6. Nem digo.

Estou a fazer figas para que não me aconteça mais nada deste género ou pior.

Felizmente os alarmes não tocaram na festa do avante, estavam entupidos pelo fumo dos charros. Quanto a pedofilia, também não assisti ao devorar de nenhuma criancinha e ainda bem porque é uma cena que não curto.

Pontos positivos:
1. Apesar de tudo a festa foi bonita. Há qu'anos não via tanto pessoal com T-shirts do camarada Che. Ai a nostalgia...
2. Melhor ainda. Acabei de receber um telefonema do meu mais que tudo a dizer que me ama.

9/03/2004

VAI SER A MINHA PRIMEIRA VEZ

Este ano vou estar lá.



Só estou um pouco apreensiva em relação a um pormenor. Reaça como eu sou, será que à minha aproximação os alarmes vão começar todos a tocar?

9/02/2004

E VOLTAMOS AOS PENSOS HIGIÉNICOS

Quando eu era uma chavalita de 13 ou 14 anos, os pensos higiénicos tinham que ser comprados nas farmácias.
Lembro-me que isso, para nós, era motivo de grandes embaraços, especialmente se do outro lado do balcão aparecia um marmanjo em vez duma senhora.
Quando era para comprar tampões, isso então era uma aflição. Decorávamos o texto em casa com antecedência e treinávamos ao espelho para termos a certeza que estávamos a conseguir pôr um ar seguro e despreocupado como nos anúncios aos ditos.
Depois quando lá chegávamos e nos víamos no meio de mais 14 ou 27 clientes a ter que pedir em voz alta "Tampões Tampax, se faz favor... tamanho mini..." enrolávamos a língua toda e tropeçávamos nas sílabas, o que nos obrigava a repetir a cena várias vezes, cada uma mais penosa do que a anterior.
Só que na altura em que eu tinha essa ingrata idade as revistas femininas começaram a encharcar-nos a cabeça com publicidade que afirmava categoricamente "Se não usas tampões, és antiquada!", e qual a miúda que em pleno ambiente revolucionário queria arriscar ser catalogada de antiquada, mesmo que para isso tivesse que passar por dolorosas insersões tamponais que, ainda que fossem de tamanho mini, era um Deus nos Acuda para conseguir aplicar?
Era neste tempo que nós achávamos uma injustiça não existir um código farmacêutico como existia para os preservativos, equivalente àquele tossir e piscar o olho acompanhado de um "Queria uma aspirina! Com lubrificante!"
No nosso caso podia ser qualquer coisa como "Cof cof cof... queria uma caixa de supositórios... cof cof cof... daqueles grandes em algodão... cof... e em forma de foguete..."

9/01/2004

E ENQUANTO NÃO ENCONTRO OS ASSALTANTES...

Ou seja, enquanto não consigo descobrir quem me andou a assaltar a loja e a partir-me os balcões nem como conseguiu cá entrar, vou-vos contar uma das muitas brilhantes histórias duma estagiária nova que caiu aqui no serviço de pára-quedas. Quero no entanto frisar que as bujardadas desta menina (por coincidência loira) são tantas, mas tantas, que tive dificuldade em escolher a história que vos vou contar, pelo que tive que proceder a um sorteio.

Pois bem. Ontem pela manhã quando cá chegou trazia na mão, muito enroladinho, um calendário de cartão para afixar no placard ao pé da secretária dela. Como achou que devia afixar o calendário bem lá em cima, pegou em dois pionaises e subiu para cima da secretária. Afixou o de cima primeiro, após o que desenrolou o calendário para afixar o de baixo. Acontece que como o cartão é muito forte, quando ia para espetar o de baixo, o de cima soltou-se e saiu disparado. Ela, pensando que tinha começado pelo lado errado, desceu calmamente da secretária, foi buscar o pionais voador e repetiu a operação, desta vez a começar por baixo. Claro que aconteceu exactamente o que tinha acontecido antes só que desta vez o pionais voador foi o de baixo.
Posso dizer-vos que a mocinha deve ter estado seguramente uma meia hora a tentar afixar o calendário, sem nunca parar para pensar e mudar de táctica, apenas alternando o lado pelo qual iniciava a afixação.
O calendário está lá agora, apenas preso por cima e todo enroladinho.

Ainda hesitei em pôr aqui esta história, mas acabei por optar pelo sim.
Em primeiro lugar porque mesmo que ela a leia, como não está aqui escarrapachado o nome nem a fotografia dela, nunca irá descobrir de quem se está a falar, quando muito dirá qualquer coisa como: "Que giroooo!!! Também me aconteceu uma coisa assim!!!"
Em segundo lugar porque se eu descobrir que uma menina destas é cliente da minha padaria, eu juro que mudo de vida, torno-me eremita e fico o resto dos meus dias dentro duma gruta a pensar o que terei feito de errado.