5/31/2006
CONTINUA A EMOCIONANTE FOTONOVELA SOBRE O DESCALABRO NO SISTEMA EDUCATIVO
"AFINAL, DE QUEM É A CULPA?"
JURO QUE É VERDADE
Hoje comemora-se o "Dia do Yogurte" com, no caso de Aveiro, grandes festividades na Praça Marquês de Pombal.
Bom, na verdade não sei bem qual vai ser o programa por isso fiz o cartaz um bocado ao calhas, não liguem muito.

Até pode nem ser nada disto.
Bom, na verdade não sei bem qual vai ser o programa por isso fiz o cartaz um bocado ao calhas, não liguem muito.

Até pode nem ser nada disto.
5/30/2006
OK, ERA SÓ A BRINCAR
Portugal não vai ser campeão.
Nem que os fabricantes de móveis de Paços de Ferreira tenham que lá ir marcar pelos outros gajos.
Mas não vai ser preciso...
Nem que os fabricantes de móveis de Paços de Ferreira tenham que lá ir marcar pelos outros gajos.
Mas não vai ser preciso...
5/29/2006
Hoje pudemos assistir à beatificação da Madre Rita Amada de Jesus, como é habitual no meio de grande algazarra do beatério excitado. Digamos que só pelo nome, o acontecimento já merecia destaque aqui na padaria. Alguém chamar-se “Rita Amada de Jesus” é obra. Mas na verdade o que nos chamou a atenção foram outros pormenores da história, tão importantes quanto insólitos.
Primeiro:
Ouvimos o bispo dizer que era com grande alegria que a Madre Rita ganhava finalmente o direito de ser chamada de “Beata”. Isto, confesso, baralhou-me um bocado, até porque nem sabia que agora, beata já era elogio. Pelo menos aqui na minha freguesia, só se chama isso às gajas que não têm ponta por onde se lhes peque e que, à falta de melhor, se dedicam a fazer crochet para a igreja e a cortar na casaca do resto da malta. Mas adiante.
Segundo:
Vimos pelo menos duas (sim, DUAS!) velhas a testemunhar que tinham sido beneficiárias dum milagre da Beata, e nos dois casos tratava-se de problemas intestinais que supostamente a Madre Rita curou por intervenção divina. Ora, com a selecção sub21 a precisar tanto dum milagre para ganhar à Alemanha (e, sim, vimos lá um puto a rezar no intervalo), porque é que a Madre dá prioridade aos chamados “Milagres de Merda”?
Será por não conseguir realizar dos outros, daqueles que exigem mesmo grande potência mística?
E porque é que se faz tanta festa por duas velhas se terem curado da prisão de ventre?
Enfim queridos clientes, como se costuma dizer, os desígnios divinos são insondáveis, vá lá a gente entender.
E só mais uma questão, que não tem nada a ver com isto mas talvez alguém me saiba responder: Aquele vídeo que anda agora a ser promovido na televisão, "Eram Três Pastorinhos", por acaso já alguém comprou? Se sim, do que é que trata? É um filme porno sobre uma pastorinha que encontra 3 pastores matulões numa serra isolada? É só uma curiosidade minha.
Tenham uma boa (?) semana de trabalho e fiquem com um grande xoxo da vossa
Rosarinho
Primeiro:
Ouvimos o bispo dizer que era com grande alegria que a Madre Rita ganhava finalmente o direito de ser chamada de “Beata”. Isto, confesso, baralhou-me um bocado, até porque nem sabia que agora, beata já era elogio. Pelo menos aqui na minha freguesia, só se chama isso às gajas que não têm ponta por onde se lhes peque e que, à falta de melhor, se dedicam a fazer crochet para a igreja e a cortar na casaca do resto da malta. Mas adiante.
Segundo:
Vimos pelo menos duas (sim, DUAS!) velhas a testemunhar que tinham sido beneficiárias dum milagre da Beata, e nos dois casos tratava-se de problemas intestinais que supostamente a Madre Rita curou por intervenção divina. Ora, com a selecção sub21 a precisar tanto dum milagre para ganhar à Alemanha (e, sim, vimos lá um puto a rezar no intervalo), porque é que a Madre dá prioridade aos chamados “Milagres de Merda”?
Será por não conseguir realizar dos outros, daqueles que exigem mesmo grande potência mística?
E porque é que se faz tanta festa por duas velhas se terem curado da prisão de ventre?
Enfim queridos clientes, como se costuma dizer, os desígnios divinos são insondáveis, vá lá a gente entender.
E só mais uma questão, que não tem nada a ver com isto mas talvez alguém me saiba responder: Aquele vídeo que anda agora a ser promovido na televisão, "Eram Três Pastorinhos", por acaso já alguém comprou? Se sim, do que é que trata? É um filme porno sobre uma pastorinha que encontra 3 pastores matulões numa serra isolada? É só uma curiosidade minha.
Tenham uma boa (?) semana de trabalho e fiquem com um grande xoxo da vossa
Rosarinho
5/25/2006
Pela primeira vez, Portugal tem legislação que permite a reprodução medicamente assistida.
A Associação Pro-Vida é contra.
Nós ainda não sabemos bem.
Mas realmente... será boa ideia?
Eu, pessoalmente, já não conto voltar a reproduzir... mas se voltasse não sei se queria um(a) médico(a) ou um(a) enfermeiro(a) ao alto a assistir.
A Associação Pro-Vida é contra.
Nós ainda não sabemos bem.
Mas realmente... será boa ideia?
Eu, pessoalmente, já não conto voltar a reproduzir... mas se voltasse não sei se queria um(a) médico(a) ou um(a) enfermeiro(a) ao alto a assistir.
5/24/2006
MENSAGENS SUBLIMINARES NA PUBLICIDADE
5/21/2006
A TRILOGIA EM OOOOO...
Queridos clientes, inspirada pela fantoch... quer dizer, pelo acontecimento nacional que são os Globos de Ouro, resolvi fazer esta semana uma cerimónia paralela e entregar 3 prémios, todos começados por "O".
Cá estão eles:
PRÉMIO "ORGULHO NACIONAL" - Para a banda Non Stop, que com a sua mais que baça actuação nos impediu a todos de passar por uma gigantesca humilhação, como aconteceu por exemplo aos pobres dos Finlandeses. Não fosse isso, a europa inteira tinha reparado que as pitas são mais saloias que as concorrentes dos concursos do Fernando Mendes. Muito Bem!
PRÉMIO "OH QUE MARAVILHA!" - Para as participantes da mais bela bandeira do mundo, que ele há gajas que não podem levar um elogio, derretem-se logo todas! E como lhes disseram que com a participação delas aquilo ia ser uma "Bela" bandeira, aí vêm as bacanas de todo o lado em peregrinação, como se fossem para um concerto do Tony Carreira, para os saldos do Corte Inglês ou para a Senhora de Fátima. Na verdade, vistas ao perto, conclui-se que o marido duma vizinha minha que é GNR, barrigudo e bigodaças; com uma mini-saia, uns collants e uma maquilhagem à maneira, tinha feito melhor figura. Enxerguem-se! Nós aqui na padaria, tal como já comunicou a patroa, é que não caímos nessa!
PRÉMIO "OLHA O BALÃO" - Que como todos sabem é uma coisa que se costuma dizer ao patego. E este prémio vai para a SIC e toda a produção dos Globos de Ouro que, ao tentarem imitar a palhaçada Hollywoodesca dos Óscares, com o tapete vermelho por onde passaram as estrelas que ninguém sabe quem são e para quem toda a gente se está a cagar, e sem esquecer as tentativas de piadas espirituosas (valha-nos Deus!) durante os diálogos de apresentação, me fez lembrar quando eu era canuquita e ia para a frente do espelho com um frasco de champô na mão cantar, fazer poses, e fingir que era famosa. Só que isso, claro, não custava dinheiro nenhum, além do que, numa criança, desculpa-se...
E pronto, fiquem com uma beijoca na testa da sempre vossa Rosarinho, especialmente os clientes Bífido e RPS que ficaram chateados comigo na semana passada por pensarem que eu estava a tentar ter piada. Meus queridos, eu só falo de coisas sérias!
Queridos clientes, inspirada pela fantoch... quer dizer, pelo acontecimento nacional que são os Globos de Ouro, resolvi fazer esta semana uma cerimónia paralela e entregar 3 prémios, todos começados por "O".
Cá estão eles:
PRÉMIO "ORGULHO NACIONAL" - Para a banda Non Stop, que com a sua mais que baça actuação nos impediu a todos de passar por uma gigantesca humilhação, como aconteceu por exemplo aos pobres dos Finlandeses. Não fosse isso, a europa inteira tinha reparado que as pitas são mais saloias que as concorrentes dos concursos do Fernando Mendes. Muito Bem!
PRÉMIO "OH QUE MARAVILHA!" - Para as participantes da mais bela bandeira do mundo, que ele há gajas que não podem levar um elogio, derretem-se logo todas! E como lhes disseram que com a participação delas aquilo ia ser uma "Bela" bandeira, aí vêm as bacanas de todo o lado em peregrinação, como se fossem para um concerto do Tony Carreira, para os saldos do Corte Inglês ou para a Senhora de Fátima. Na verdade, vistas ao perto, conclui-se que o marido duma vizinha minha que é GNR, barrigudo e bigodaças; com uma mini-saia, uns collants e uma maquilhagem à maneira, tinha feito melhor figura. Enxerguem-se! Nós aqui na padaria, tal como já comunicou a patroa, é que não caímos nessa!
PRÉMIO "OLHA O BALÃO" - Que como todos sabem é uma coisa que se costuma dizer ao patego. E este prémio vai para a SIC e toda a produção dos Globos de Ouro que, ao tentarem imitar a palhaçada Hollywoodesca dos Óscares, com o tapete vermelho por onde passaram as estrelas que ninguém sabe quem são e para quem toda a gente se está a cagar, e sem esquecer as tentativas de piadas espirituosas (valha-nos Deus!) durante os diálogos de apresentação, me fez lembrar quando eu era canuquita e ia para a frente do espelho com um frasco de champô na mão cantar, fazer poses, e fingir que era famosa. Só que isso, claro, não custava dinheiro nenhum, além do que, numa criança, desculpa-se...
E pronto, fiquem com uma beijoca na testa da sempre vossa Rosarinho, especialmente os clientes Bífido e RPS que ficaram chateados comigo na semana passada por pensarem que eu estava a tentar ter piada. Meus queridos, eu só falo de coisas sérias!
5/19/2006
AS APARÊNCIAS...

É que o homem era tal e qual, a cara chapada do Urbano Tavares Rodrigues!
Olhei por acaso à sua entrada e pensei - "Bem! Pelo menos hoje atendo alguém famoso!" - e carreguei na chamada.
Mas ele desenganou-me logo quando se sentou à minha frente:
- Olhe sáchabôri, é aqui que se resista os libretes das motas?
Ora bolas!...
5/18/2006
MAIS UMA BRILHANTE CONQUISTA DA CIÊNCIA
Ontem foi apresentado na comunicação social um novo produto. Trata-se de um aparelho que permite concluir, através da análise da saliva, se a mulher se encontra ou não num período fértil. O processamento demora cerca de 10 a 20 minutos.
Apesar de ter sido apresentado como algo concebido para ajudar os casais inférteis, num breve inquérito de rua pudemos ver várias pessoas a lembrar que também pode ser útil para as adolescentes que não querem engravidar.
Vamos então ver se a gente consegue explicar isto na prática. Com os casalinhos teenagers, funcionará mais ou menos assim:

Agora vamos ver a utilidade do aparelho para os casais à procura de cria:

Muito bem... muito bem...
Apesar de ter sido apresentado como algo concebido para ajudar os casais inférteis, num breve inquérito de rua pudemos ver várias pessoas a lembrar que também pode ser útil para as adolescentes que não querem engravidar.
Vamos então ver se a gente consegue explicar isto na prática. Com os casalinhos teenagers, funcionará mais ou menos assim:

Agora vamos ver a utilidade do aparelho para os casais à procura de cria:

Muito bem... muito bem...
5/17/2006
DO LABIRÍNTICO CÉREBRO MASCULINO
À velocidade que as coisas acontecem isto já foi praticamente na pré-história, mas a mim o que me espanta é mesmo a propriedade e a abundância com que se fala no assunto, como aqui , por exemplo!
E não é porque se trate de um assunto particularmente vazio, não! Estou completamente isenta de quaisquer preconceitos sobre o mesmo e confesso que até o vivo um bocadinho, quando toca à selecção nacional e ao beira!
A angústia que me vai na alma é mais isto:
1. Como é que alguém, seja quem for, consegue saber sequer os nomes de 23 (leram bem, vinte e três) jogadores de futebol e reconhecer cada um deles?
2. Porque é que eu, rapariga que até fui à escola (aliás, a várias escolas), que consigo ler Saramago, que li Os Lusíadas em versão integral, que sei resolver o cubo mágico de Rubik, que consigo entender o Professor Marcelo, que consigo decifrar a intrincada linguagem simbólica da poesia (com excepção para a do Quim Barreiros), que estudei filosofia, álgebra e línguas estrangeiras várias... também não consigo perceber... o que é um fora de jogo???
E não é porque se trate de um assunto particularmente vazio, não! Estou completamente isenta de quaisquer preconceitos sobre o mesmo e confesso que até o vivo um bocadinho, quando toca à selecção nacional e ao beira!
A angústia que me vai na alma é mais isto:
1. Como é que alguém, seja quem for, consegue saber sequer os nomes de 23 (leram bem, vinte e três) jogadores de futebol e reconhecer cada um deles?
2. Porque é que eu, rapariga que até fui à escola (aliás, a várias escolas), que consigo ler Saramago, que li Os Lusíadas em versão integral, que sei resolver o cubo mágico de Rubik, que consigo entender o Professor Marcelo, que consigo decifrar a intrincada linguagem simbólica da poesia (com excepção para a do Quim Barreiros), que estudei filosofia, álgebra e línguas estrangeiras várias... também não consigo perceber... o que é um fora de jogo???
5/16/2006
NATIONAL GEOGRAPHIC – EPISODE SIX – O LUSITANUS
Trata-se de uma espécie que se desenvolve no extremo sudoeste do continente europeu, numa faixa de terreno com aproximadamente 91.985 km², estimando-se neste momento uma existência de cerca de 10 milhões de exemplares.
O Lusitanus distingue-se por características que lhe são extremamente peculiares, algumas delas físicas, embora as mais importantes sejam as de cariz comportamental.
Começaremos por enunciar as características físicas:
NOS MACHOS: Pequeno tufo de pêlos abaixo do nariz, que serve habitualmente para armazenar comida. Estatura baixa, especialmente nos exemplares mais idosos, alimentados a torresmos e sardinha assada. Ventre proeminente, para o qual não se conhece qualquer utilidade prática, habitualmente recolhido na época balnear graças a uma extrema capacidade de suster a respiração.
NAS FÊMEAS: Estatura baixa, especialmente nos exemplares mais velhos. Ancas e traseiro de largura considerável. Glândulas mamárias bastante desenvolvidas em grande parte dos casos. Vários pneus à volta da cintura, quer nos exemplares mais velhos alimentados a torresmo quer nos mais novos, alimentados a chipitos.
Passaremos agora às características comportamentais:
O Lusitanus passa grande parte do seu tempo em lamentações várias, a mais frequente das quais é o atraso do seu país. Apesar disso, nada faz para alterar a situação, uma vez que isso implicaria a falta de pretexto para lamentar-se, sendo esta uma das suas actividades preferidas. O Lusitanus exprime as suas lamentações de formas várias, a mais conhecida das quais é acompanhá-las à guitarra e à viola, mas também é bastante comum compor poemas (mesmo que mal saiba ler e escrever), nos quais inclui, no início de cada verso, a interjeição “Oh!”, como se estivesse permanentemente a chamar por alguém que não lhe dá a mínima. Estima-se que não haja um único Lusitanus que nunca tenha escrito um poema pelo menos. Aliás, a autora deste artigo científico confessa que já escreveu alguns.
O Lusitanus, provavelmente porque sempre fomentou muito mau ambiente com os vizinhos Castelhanus, raça muito aproximada em características, tem medo de se aventurar no seu território, pois acha sempre que lhe vão servir café de merda, sandes com pêlos do peito do empregado e que lhe vão falar aos gritos numa linguagem estranha. Por isso, e como do lado oposto se encontra o Oceano Atlântico, o Lusitanus sente-se preso numa espécie de jaula imaginária e, quando se refere aos outros territórios, usa a expressão “lá fora”, como se ele próprio estivesse dentro de qualquer coisa.
O Lusitanus vive na ilusão de que já foi grande, o que tem a ver com o facto de, algures no tempo, como não podia entrar no território do Castelhanus, ter tido que construir umas barcaças e ir para o lado oposto, o que lhe valeu encontrar, por mero acaso, alguns outros territórios, os quais, como não sabia fazer melhor, explorou durante algum tempo à fartazana até aparecerem outros que lhe passaram facilmente a perna.
O Lusitanus acha que só é levado a sério pelos restantes exemplares se for muito sério e triste, e esforça-se até ao limite por convencer todos os demais que não faz absolutamente nada na vida que lhe proporcione algum prazer. Por isso, se perguntarem a um Lusitanus se teve boas férias ele responderá imediatamente que se fartou de trabalhar, que esteve muito mau tempo, ou que esteve doente. Se lhe perguntarem se está bem de saúde, o Lusitanus tratará imediatamente de convencer o interlocutor que tem as doenças mais graves e que todos os médicos já lho confirmaram. Para tornar o relato mais realista, o Lusitanus chega mesmo a utilizar o discurso directo, como por exemplo: “E eu perguntei, senhor doutor, o que é que eu tenho? E ele respondeu-me, minha senhora, a senhora tem as hemorróidas mais graves que eu já vi em toda a minha carreira médica!”
O Lusitanus tem a convicção profunda de que não pode fazer absolutamente nada na vida sem utilizar o método do desenrascanço. Por esse motivo, é-lhe essencial saber que “conhece alguém”. Conhecer alguém significa que sabe o nome de baptismo de um outro exemplar, e que provavelmente o irá chatear cada vez que precisar de alguma coisa, por mais simples que seja. O Lusitanus é incapaz de ingressar no mundo do trabalho, por exemplo, se não for através do método do “conhecer alguém”, o que implica que haja inúmeros Lusitanus Atrasadus a exercer funções que não faz a mínima ideia de como se exercem.
Por todos os factores acima expostos, há quem jure a pés juntos que, dentro do território ocupado pelo Lusitanos, jamais nascerá um Mozart, um Dali ou um Lumiére, embora provavelmente também nunca chegue a nascer um Hitler, um Dracula ou um Bórgia, o que faz com que tudo se mantenha, ao longo dos séculos, na chamada “paz de Deus”.
O Lusitanus distingue-se por características que lhe são extremamente peculiares, algumas delas físicas, embora as mais importantes sejam as de cariz comportamental.
Começaremos por enunciar as características físicas:
NOS MACHOS: Pequeno tufo de pêlos abaixo do nariz, que serve habitualmente para armazenar comida. Estatura baixa, especialmente nos exemplares mais idosos, alimentados a torresmos e sardinha assada. Ventre proeminente, para o qual não se conhece qualquer utilidade prática, habitualmente recolhido na época balnear graças a uma extrema capacidade de suster a respiração.
NAS FÊMEAS: Estatura baixa, especialmente nos exemplares mais velhos. Ancas e traseiro de largura considerável. Glândulas mamárias bastante desenvolvidas em grande parte dos casos. Vários pneus à volta da cintura, quer nos exemplares mais velhos alimentados a torresmo quer nos mais novos, alimentados a chipitos.
Passaremos agora às características comportamentais:
O Lusitanus passa grande parte do seu tempo em lamentações várias, a mais frequente das quais é o atraso do seu país. Apesar disso, nada faz para alterar a situação, uma vez que isso implicaria a falta de pretexto para lamentar-se, sendo esta uma das suas actividades preferidas. O Lusitanus exprime as suas lamentações de formas várias, a mais conhecida das quais é acompanhá-las à guitarra e à viola, mas também é bastante comum compor poemas (mesmo que mal saiba ler e escrever), nos quais inclui, no início de cada verso, a interjeição “Oh!”, como se estivesse permanentemente a chamar por alguém que não lhe dá a mínima. Estima-se que não haja um único Lusitanus que nunca tenha escrito um poema pelo menos. Aliás, a autora deste artigo científico confessa que já escreveu alguns.
O Lusitanus, provavelmente porque sempre fomentou muito mau ambiente com os vizinhos Castelhanus, raça muito aproximada em características, tem medo de se aventurar no seu território, pois acha sempre que lhe vão servir café de merda, sandes com pêlos do peito do empregado e que lhe vão falar aos gritos numa linguagem estranha. Por isso, e como do lado oposto se encontra o Oceano Atlântico, o Lusitanus sente-se preso numa espécie de jaula imaginária e, quando se refere aos outros territórios, usa a expressão “lá fora”, como se ele próprio estivesse dentro de qualquer coisa.
O Lusitanus vive na ilusão de que já foi grande, o que tem a ver com o facto de, algures no tempo, como não podia entrar no território do Castelhanus, ter tido que construir umas barcaças e ir para o lado oposto, o que lhe valeu encontrar, por mero acaso, alguns outros territórios, os quais, como não sabia fazer melhor, explorou durante algum tempo à fartazana até aparecerem outros que lhe passaram facilmente a perna.
O Lusitanus acha que só é levado a sério pelos restantes exemplares se for muito sério e triste, e esforça-se até ao limite por convencer todos os demais que não faz absolutamente nada na vida que lhe proporcione algum prazer. Por isso, se perguntarem a um Lusitanus se teve boas férias ele responderá imediatamente que se fartou de trabalhar, que esteve muito mau tempo, ou que esteve doente. Se lhe perguntarem se está bem de saúde, o Lusitanus tratará imediatamente de convencer o interlocutor que tem as doenças mais graves e que todos os médicos já lho confirmaram. Para tornar o relato mais realista, o Lusitanus chega mesmo a utilizar o discurso directo, como por exemplo: “E eu perguntei, senhor doutor, o que é que eu tenho? E ele respondeu-me, minha senhora, a senhora tem as hemorróidas mais graves que eu já vi em toda a minha carreira médica!”
O Lusitanus tem a convicção profunda de que não pode fazer absolutamente nada na vida sem utilizar o método do desenrascanço. Por esse motivo, é-lhe essencial saber que “conhece alguém”. Conhecer alguém significa que sabe o nome de baptismo de um outro exemplar, e que provavelmente o irá chatear cada vez que precisar de alguma coisa, por mais simples que seja. O Lusitanus é incapaz de ingressar no mundo do trabalho, por exemplo, se não for através do método do “conhecer alguém”, o que implica que haja inúmeros Lusitanus Atrasadus a exercer funções que não faz a mínima ideia de como se exercem.
Por todos os factores acima expostos, há quem jure a pés juntos que, dentro do território ocupado pelo Lusitanos, jamais nascerá um Mozart, um Dali ou um Lumiére, embora provavelmente também nunca chegue a nascer um Hitler, um Dracula ou um Bórgia, o que faz com que tudo se mantenha, ao longo dos séculos, na chamada “paz de Deus”.
5/15/2006
A MINHA TIA DORES, O MARIDO, A VIZINHA E O TONY CARREIRA
Olá queridos e queridas.
Hoje vou contar-vos uma aventura que a minha Tia Dores teve com o marido este fim-de-semana e a grande banhada que levou. É sempre bom passar palavra destas coisas pois não há nada como estarmos avisados para não cairmos nas mesmas esparrelas dos outros, não é?
Então passa-se que a Tia Dores e o marido resolveram ir este fim-de-semana a um concerto que havia no Pavilhão Atlântico e que era do Tony Carreira. Vai daí a tia comentou com uma vizinha e ela disse-lhe qualquer coisa como que de Tony carreira não sabia nada mas também estava para ir a um, que tal como o outro também era lá para o sul e que também se esperava uma enchente de fãs, por isso devia ser a mesma coisa.
A Tia Dores nem tem mais nada, dois concertos com bués da gente no mesmo fim-de-semana e os dois para sul, só podia ser a mesma coisa. E toca de alinhar. E é que a mulher nem desconfiou quando a vizinha lhe disse que tinham que ir a pé e que quem estivesse doente podia ir lá pedir para ser curado e jurava a pés juntos que dava resultado. “Ena, Ena!” – pensou a tia – “Um dois em um! Ainda melhor!” – só aquela cena de ir a pé é que a estava a chatear um bocado porque tem um bocadinho de peso a mais e queria apresentar-se toda janota no concerto e assim era bem capaz de lá chegar desalinhada. Mas paciência...
Assim foi, e lá partiram uma semana antes do concerto para conseguirem chegar a tempo e ainda arranjarem lugares nas filas da frente. A Tia Dores levava uns sapatinhos novos de verniz que comprou de propósito na Loja 995 para a ocasião, por isso quando chegaram a S. Bernardo já ela levava os pés todos lixados e ainda a procissão ia no adro. Teve que os tirar e fazer o resto do caminho com os chinelos que lhe emprestou a vizinha. Ela ainda perguntou porque raio tinham que fazer aquilo a pé com tanta camionete da carreira por aí, mas a outra desenganou-a logo. Que se não fosse assim, a parte da cura não resultava. Isso ainda fez estranhar mais a Tia Dores pois um tratamento daqueles a quem já sai de casa doente não deve fazer nada bem, mas se eles dizem, lá devem saber... Além disso, o mal de que ela secretamente se ia queixar era da impotência do marido, que desde que começou os Morangos com Açúcar não consegue dar uma, o que já faz mesmo muito tempo. E a esse mal, se uma caminhada não faz bem, também não deve fazer mal.
Então lá continuaram.
Quando chegaram iam mal tratados como o caraças, cheiravam a cão por não terem tomado o banho semanal que o tio nunca dispensa e ainda por cima estavam atrasados como tudo. Quando entraram no recinto, já aquilo estava cheio até às bordas. Não tinham vista nenhuma de jeito para o palco (que aliás nem sabiam onde estava) e Tony Carreira nem vê-lo. A Tia estava mais que podre porque tinha levado um poster para ele autografar e não estava a ver maneira. Mas lá que o público estava entusiasmado estava, todos de velinha no ar como se fosse isqueiros. E disse o tia – “Eh pá! A banda da primeira parte também deve ser boa!” – e lá começaram a ouvir música. Só que era sempre a mesma, com um refrão muita lento, “Avéééé! Avéééé! Avé Mariaaaaa!!!”, está claro que o tio começou logo a acaralhar, tipo trouxeste-me para aqui, estou com o c*ralho dos pés todos f*didos e isto é que é o concerto?, só que estavam umas senhoras à volta que começaram a olhar com ar ameaçador e ele teve que se calar.
Depois, no dia seguinte, foram para tratar daquela cena das doenças e aí é que a Tia descobriu que depois daquele sacrifício todo não lhe ia valer de nada, porque a p*ta da vizinha não a tinha avisado mas era preciso levar (ou comprar lá) uma figura em cera que representasse a parte doente. E a vizinha, toda gaiteira, toca de tirar umas pernas do saco (por causa das varizes) e amandar para a fogueira. A tia é que ficou como o tolo no meio da ponte, porque aquilo que ela precisava em cera não havia lá nenhuma loja que vendesse, e se ela tem sabido ia daqui prevenida porque tinha passado naquela loja que há no centro Oita.
E foi assim.
Por isso, meus queridos, se quiserem ir a um concerto, não vão em cantigas de ninguém. Vejam bem a programação e tratem de tudo por vossa conta!
Beijos grandes da vossa
Rosarinho
Olá queridos e queridas.
Hoje vou contar-vos uma aventura que a minha Tia Dores teve com o marido este fim-de-semana e a grande banhada que levou. É sempre bom passar palavra destas coisas pois não há nada como estarmos avisados para não cairmos nas mesmas esparrelas dos outros, não é?
Então passa-se que a Tia Dores e o marido resolveram ir este fim-de-semana a um concerto que havia no Pavilhão Atlântico e que era do Tony Carreira. Vai daí a tia comentou com uma vizinha e ela disse-lhe qualquer coisa como que de Tony carreira não sabia nada mas também estava para ir a um, que tal como o outro também era lá para o sul e que também se esperava uma enchente de fãs, por isso devia ser a mesma coisa.
A Tia Dores nem tem mais nada, dois concertos com bués da gente no mesmo fim-de-semana e os dois para sul, só podia ser a mesma coisa. E toca de alinhar. E é que a mulher nem desconfiou quando a vizinha lhe disse que tinham que ir a pé e que quem estivesse doente podia ir lá pedir para ser curado e jurava a pés juntos que dava resultado. “Ena, Ena!” – pensou a tia – “Um dois em um! Ainda melhor!” – só aquela cena de ir a pé é que a estava a chatear um bocado porque tem um bocadinho de peso a mais e queria apresentar-se toda janota no concerto e assim era bem capaz de lá chegar desalinhada. Mas paciência...
Assim foi, e lá partiram uma semana antes do concerto para conseguirem chegar a tempo e ainda arranjarem lugares nas filas da frente. A Tia Dores levava uns sapatinhos novos de verniz que comprou de propósito na Loja 995 para a ocasião, por isso quando chegaram a S. Bernardo já ela levava os pés todos lixados e ainda a procissão ia no adro. Teve que os tirar e fazer o resto do caminho com os chinelos que lhe emprestou a vizinha. Ela ainda perguntou porque raio tinham que fazer aquilo a pé com tanta camionete da carreira por aí, mas a outra desenganou-a logo. Que se não fosse assim, a parte da cura não resultava. Isso ainda fez estranhar mais a Tia Dores pois um tratamento daqueles a quem já sai de casa doente não deve fazer nada bem, mas se eles dizem, lá devem saber... Além disso, o mal de que ela secretamente se ia queixar era da impotência do marido, que desde que começou os Morangos com Açúcar não consegue dar uma, o que já faz mesmo muito tempo. E a esse mal, se uma caminhada não faz bem, também não deve fazer mal.
Então lá continuaram.
Quando chegaram iam mal tratados como o caraças, cheiravam a cão por não terem tomado o banho semanal que o tio nunca dispensa e ainda por cima estavam atrasados como tudo. Quando entraram no recinto, já aquilo estava cheio até às bordas. Não tinham vista nenhuma de jeito para o palco (que aliás nem sabiam onde estava) e Tony Carreira nem vê-lo. A Tia estava mais que podre porque tinha levado um poster para ele autografar e não estava a ver maneira. Mas lá que o público estava entusiasmado estava, todos de velinha no ar como se fosse isqueiros. E disse o tia – “Eh pá! A banda da primeira parte também deve ser boa!” – e lá começaram a ouvir música. Só que era sempre a mesma, com um refrão muita lento, “Avéééé! Avéééé! Avé Mariaaaaa!!!”, está claro que o tio começou logo a acaralhar, tipo trouxeste-me para aqui, estou com o c*ralho dos pés todos f*didos e isto é que é o concerto?, só que estavam umas senhoras à volta que começaram a olhar com ar ameaçador e ele teve que se calar.
Depois, no dia seguinte, foram para tratar daquela cena das doenças e aí é que a Tia descobriu que depois daquele sacrifício todo não lhe ia valer de nada, porque a p*ta da vizinha não a tinha avisado mas era preciso levar (ou comprar lá) uma figura em cera que representasse a parte doente. E a vizinha, toda gaiteira, toca de tirar umas pernas do saco (por causa das varizes) e amandar para a fogueira. A tia é que ficou como o tolo no meio da ponte, porque aquilo que ela precisava em cera não havia lá nenhuma loja que vendesse, e se ela tem sabido ia daqui prevenida porque tinha passado naquela loja que há no centro Oita.
E foi assim.
Por isso, meus queridos, se quiserem ir a um concerto, não vão em cantigas de ninguém. Vejam bem a programação e tratem de tudo por vossa conta!
Beijos grandes da vossa
Rosarinho
5/13/2006
ABRIMOS INSCRIÇÕES II
E o Sales Product Manager da Caganita de Pássaro já aderiu à nossa campanha de apoio à selecção nacional.

Queremos também aproveitar a oportunidade para saudar a iniciativa "A mais bela bandeira", que como todos já devem estar ao corrente, consta de fazer uma bandeira nacional só com mulheres. Nós aqui na padaria, infelizmente, não vamos participar porque não temos assim tanta vocação para dar bandeira, mas basicamente porque temos mais que fazer e queremos que os mentores destas ideias brilhantes se f*dam.
No entanto, não queremos deixar de participar com uma ideia ainda mais à frente: Uma bandeira nacional só constituída por dirigentes de clubes de futebol e claques arruaceiras (que não vamos aqui nomear porque não queremos que nos entrem pela padaria dentro a partir os balcões e as montras). Para o local, sugerimos as Berlengas e como particularidade original sugerimos que se tratasse de uma bandeira permanente, ou seja, que durasse para sempre. Que tal?

Queremos também aproveitar a oportunidade para saudar a iniciativa "A mais bela bandeira", que como todos já devem estar ao corrente, consta de fazer uma bandeira nacional só com mulheres. Nós aqui na padaria, infelizmente, não vamos participar porque não temos assim tanta vocação para dar bandeira, mas basicamente porque temos mais que fazer e queremos que os mentores destas ideias brilhantes se f*dam.
No entanto, não queremos deixar de participar com uma ideia ainda mais à frente: Uma bandeira nacional só constituída por dirigentes de clubes de futebol e claques arruaceiras (que não vamos aqui nomear porque não queremos que nos entrem pela padaria dentro a partir os balcões e as montras). Para o local, sugerimos as Berlengas e como particularidade original sugerimos que se tratasse de uma bandeira permanente, ou seja, que durasse para sempre. Que tal?
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