12/31/2007

VAMOS LÁ ENTÃO...


As padeiras desejam a todos os clientes habituais e ocasionais, e também a si próprias que bem estão a precisar


UM BOM 2008

12/29/2007

E A PADARIA ENVEREDA MAIS UMA VEZ PELA CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA, REVELANDO-SE UM VERDADEIRO SERVIÇO PÚBLICO

Este filme, que estreou há uma semana mas só ontem chegou cá à parvónia, é um importante passo em frente no cinema português, palavra de padeira. Já o "Corrupção" tinha dado um contributo importante com as cenas de putedo dos senhores árbitros, ainda que fraquinhas e pouco convincentes, mas este (segundo o que dizem porque nós ainda não vimos) é que chega lá. Com os níveis de iliteracia que se sabe, finalmente o povo pode concentrar-se em pleno nos cus e mamas sem ter que estar a fazer o esforço acrescido de ir juntando as letras para conseguir apanhar, se não a totalidade do enredo, pelo menos um cheirinho da história. Agora sim, estão todos em igualdade de circunstâncias e à vontade para dar largas ao proverbial talento português para a crítica cinematográfica, que inclui pérolas tão conhecidas como "Tira a mão do osso!", ou "Comia-te toda!!!".

PS: Esta crítica não pretende retirar qualquer mérito ao António Pedro Vasconcelos, que é um querido e mais: Faz filmes sem nos ir ao bolso (que é como quem diz aos subsídios), pelo que adquire o direito de realizar o que muito bem lhe apetecer.

12/25/2007

TRÊS COISINHAS A PROPÓSITO DO NATAL, OU NÃO.

Uma embalagem com 6 (seis!) bolachas. Uma paletezinha de plástico, uma película transparente a envolver e uma caixa de papel. Para embrulhar seis bolachas e conferir-lhes o estatuto de "coisa bué de requintada para ter em casa e abrir à frente dos amigos". Que se lixe o ambiente, e que se lixem os desgraçados do outro lado do mundo cuja comida cai de aviões em sacos. A realidade é muito longe.



Vinho Santiago Ruiz, seja lá o que isso for. O rótulo é um mapa desenhado pela filha para incluir nos convites de casamento. Quando olhamos para aquilo, pensamos uma de duas coisas: ou a chavala casou com 6 anos ou (mais provável) é uma pita mimalha e sem jeitinho nenhum para nada que, se não fosse filha dum gajo cheio de guito do negócio do vinho, nunca um desenho seu apareceria em lado nenhum porque era uma vergonha.


O drama pós-natalício: a necessidade de fazer dieta e a casa cheia de chocolates e afins. Porra.

AS CRIANÇAS DIVERTEM-SE

Estou a brincar com a prenda de Natal que acabei de receber: uma mesa gráfica com uma caneta digital. Devo confessar que, para quem nunca tinha tido uma coisa destas na mão, é um atrofio do caraças. No entanto, quero partilhar convosco a minha primeiríssima obra-prima: o meu auto-retrato. Com uma qualidade estonteante destas logo à primeira, daqui a um mês estou a ombrear com qualquer puto de quatro anos! Esperem para ver!


12/23/2007

Hoje não venho comentar coisa nenhuma. Venho apenas numa missão.

A PADARIA
DESEJA
A TODOS OS CLIENTES E AMIGOS
UM BOM NATAL!!!

12/21/2007

ÚLTIMA HORA

Centenas de palhaços levaram a cabo uma peregrinação ao santuário da Virgem de Guadalupe.
Pois, já sei o que é que estão a pensar.

Mas estes eram mesmo palhaços!

12/19/2007

É OU NÃO É ASSIM?


Háo-de reparar nisto, quando estiverem numa formação, num congresso, sei lá... em qualquer um desses eventos em que há sempre alguém que adora ouvir-se e se excita imenso com a sua própria sabedoria.

Porque chega sempre um ponto em que o orador, para explicar um determinado conceito, se aproxima do quadro e começa a desenhar qualquer coisa que não tem nada a ver. Ok. Não me estou a explicar muito bem, aí vai um exemplo:


- Portanto nós temos esta teoria!

(Aproxima-se do quadro e desenha uma circunferência)

- Esta teoria... defende... que!!!...

(Reforça a circunferência com várias voltas vigorosas)

- Um indivíduo!!!...

(Desenha uma seta a apontar para a circunferência)

- Que se encontre numa determinada situacão!!!...

(Reforça a seta que desenhou antes)

- Tem tendência!!!... A!!!:::

(Desenha uma circunferência maior ainda à volta do que já desenhou antes e reforça)


E por aí adiante, até o quadro estar cheio de rabiscos incompreensíveis, o orador completamente deslumbrado com a sua própria oratória e o público a pensar - "Não posso adormecer, não posso adormecer".


Adoro congressos!

12/18/2007

DA ARTE DE ESCREVINHAR LEIS EM PORTUGAL


Legislar é uma actividade que movimenta um mundo de gente. De cada vez que sai um novo diploma legal é preciso um batalhão de juristas a debater entre si o que raio quer o gajo dizer no artigo tal, porque diabo os artigos X e Y se contradizem entre si e qual a superior intenção que subjaz a essa contradição aparentemente imbecil, porque é que se misturam no mesmo saco conceitos que não têm nada a ver e o que fazer com as determinações para as quais não há qualquer contra-ordenação prevista no caso de não-cumprimento. A seguir escrevem-se uns livros sobre a matéria com títulos a variar entre "Lei n.º ---/-- anotada" e "Decreto-Lei n.º ---/-- anotado", que vendem razoavelmente bem .Depois, organizam-se umas quantas acções de formação financiadas para explicar aos tristes que vão ter de aplicar a lei que, façam o que fizerem, vai estar sempre mal.

No dia em que os legisladores aprenderem a escrever e a exprimir-se clara e correctamente, todo este folclore acaba. Vai ser uma pena.

12/17/2007

POST EXTREMAMENTE SNOB E CAGÃO E A PROVA ACABADA DE QUE A PADEIRA É UMA GAJA INSUPORTÁVEL CHEIA DE MANIA


Antigamente era fácil distinguir um parolo. Não havia Zaras nem Salsas para usar como camuflado e bastava olhar. Usavam o traje habitual do parolo, a que hoje se chama regional.
Agora é mais difícil, mas mesmo assim basta olhar durante alguns minutos. Com um bocado de sorte, desmancham-se em segundos:

- No restaurante, quando falam, não resistem a acompanhar a conversa com uma batata frita na mão, que seguram só pela pontinha e abanam, abanam… sempre em sintonia com o ritmo da ideia brilhante que devem estar a expor.
- Compram gêpêésses sem precisarem deles para nada. E quando chegam ao Media Markt sobem o tom e dizem – “Quero o melhor!”
- Têm coisas penduradas no espelho retrovisor do jeep.
- Comem coisas no supermercado: uvas, nozes, ameixas, e abrem pacotes de bolachas para as crianças.

Há mais mas isto é suficiente para a operação de despistagem. Claro que não estamos a falar daqueles que mal aparecem são logo detectados pela camisa aberta a mostar o crucifixo ou pelas botinhas Rute Marlene, mas sim dos que andam ali no limbo, digamos a meio termo.

12/15/2007

DESCOBRI UM NOVO PASSATEMPO


Fazer desenhos sem lápis, nem rato, nem nada.

Qualquer dia faço um concurso disto aqui na padaria.

12/13/2007

NUNCA MAIS APRENDEM

Tivessem-me os gajos passado uma procuração e eu tinha assinado aquilo tudo num instante e sem ondas. Era só porem lá umas cruzinhas para eu saber onde é que tinha que botar o nome.

Vantagens:
.Poupava-se um dinheirão em viagens.
.Ainda tinha ido a tempo de trabalhar um bocado de tarde, dar entrada duns papéis e pôr uns carimbos.
.O inglês escusava de ter chegado atrasado, aliás, nem tinha saído da ilha. Um inglês atrasado é uma catástrofe, f*da-se, a única coisa que eles sabem fazer bem é chegar a horas a tudo!
.O pessoal da esquerda poupava-se a fazer aquela figura de vir mais uma vez defender o referendo quando toda a gente (incluindo eles) sabe que a malta se está bem a cagar para referendos e então neste... dava-lhes 15... não por cento claro! Quinze pessoas a votar!
.O Sócrates não tinha chorado... a sério... aquela cena ficou-lhe mal... porra... terá perdido o guarda-chuva preferido no caminho para lá? Ninguém percebeu.
.Ainda dispensava a Dulce Pontes, tadinha, que nem estava nada com bom ar, deve ter comido qualquer coisinha que lhe caiu mal, tinha sido uma caridade.

A única vantagem: Ficou provado que, se for preciso, a malta tem tomates para organizar um festival da canção à maneira! Ah valente!

12/12/2007

MÃOS


"Tens mãos de quem nunca fez nada."

Às vezes dizem-me coisas assim. E eu agradeço. Mas passa subtil a ideia de que uma mulher deve ter as mãos estragadas pelo trabalho doméstico, o que não deixa de ter a sua piada. Há muitos anos e num contexto muito mais rural, isto dizia-se sem vergonha, uma mulher honesta e "trabalhadeira" exibia nas mãos as suas virtudes como se fosse um atestado, sob pena de levantar suspeitas de levar algum tipo de vida fácil.

Hoje, ainda assim, não é invulgar ouvir dizer com algum orgulho disfarçado de "que maçada!", frases do género "Estive a arear as panelas, estraguei as mãos todas.", "Estive todo o fim-de-semana a fazer limpezas, olha para estas mãos!" ou "Usar unhas compridas? Isso é para quem não faz nada!"