2/29/2008

E PARA COMEMORAR A ENTRADA DO FIM-DE-SEMANA, MAIS UMAS SUGESTÕES PARVAS

1. Brincar aos filmes.
Entram aqui.
Registam-se.
Procuram um filme baril no YouTube ou noutro sítio qualquer.
Inventam umas legendas para lá pôr.
No final ficam com qualquer coisa como isto, que não serve para nada a não ser esquecer por um bocado a taxa de desemprego, o aquecimento global ou os resultados do vosso clube (no meu caso esta última justifica-se).


2.Brincar às séries.
Esta tenho que partilhar convosco porque é um acontecimento. Já não me viciava numa série de televisão desde o tempo em que era preciso sair do sofá e carregar num botão para mudar de canal.
Dá à quarta-feira à noite no canal 2 e é sobre uma espécie de Robin Hood em versão serial killer.

2/28/2008

O EFEITO DO TEMPO NA MEMÓRIA

O tempo resolve tudo. Qualquer moradia de mau gosto que tenha sido construída por um pato bravo cheio de pastel, digamos, no virar do século XIX/XX, ou um antigo mamarracho implantado pelo poder absoluto da santa madre igreja onde muito bem lhe apeteceu, já adquiriu o estatuto de património. Não há volta a dar.

Um actor medíocre, que tenha passado a vida a fazer papéis sem brilho em fantochadas várias, se já tem rugas, é um actor consagrado.

Uma palhaçada que tenha passado na televisão no tempo em que se usava permanentes e saias de lycra, a que ninguém ligava a não ser que lhe tivessem cortado as pernas e fosse obrigado a permanecer no sofá, já é uma obra-prima.

Os exemplos são inúmeros.

Lembro-me disto, não sei porquê, quando vejo anunciar aquela coisa que é o remake da "Vila Faia".

2/26/2008

E PARA QUANDO NÃO TIVEREM MAIS QUE FAZER

Aqui está uma brincadeira totalmente inútil mas que pode ser um pequeno delírio para o ponto G de qualquer gaja que é gaja (falamos, claro, do ponto G da palavra shopping).
Passo a explicar:
Entram aqui.
Registam-se.
Criam o vosso clone.
E depois, podem experimentar toda a roupa que vos apetecer, sem terem que se espremer dentro dum provador com cheiro a chulé e uma cortina que abre dum lado quando se fecha do outro.
Aqui estou eu com um pijaminha que jamais usaria na vida real:

2/25/2008

DE COMO A PADEIRA SOFREU UM REVÉS NA SUA CARREIRA CINEMATOGRÁFICA

Ontem realizou-se, aqui na parvónia, a procissão dos Passos. É uma procissão porreira que eu sempre curti à brava, com beatas descalças todas cobertas de preto. Um bocado doentio, eu sei. Mas isto é só uma espécie de preliminares para explicar porque é que me muni da máquina e à hora marcada lá estava eu toda porreira para fazer um filme do acontecimento e pôr no Youtube.
Só que o santo, seja lá ele quem for, trocou-me as voltas. Não é que eu me enganei nos botões e, quando pensava que estava a gravar não estava e quando pensava que não estava a gravar, estava? Quando cheguei a casa e fui ver o resultado, tinha vários filmes onde apareciam pernas, sapatos e pedras de calçada, tudo ao som do Miserere.

Azarito.

Olá queridos clientes!
Como devem saber (pelo menos os mais assíduos), aqui na padaria andámos todas ao mesmo tempo com dismenorreia, e ainda por cima longa. É uma doença chata causada por redes informáticas mal configuradas. Mas felizmente já passou e acabou tudo em bem.
Vamos então aos acontecimentos que marcaram a semana que passou:

FANTASPORTO: Mário Dorminsky, o director, deu uma entrevista ao JN onde revela que “Lisboa tenta sempre dinamitar o que sai do Norte”. Promete. Até porque, como se trata dum festival de cinema fantástico, uma dose razoável de paranóia obsessiva confere-lhe aquela aura de mistério que dá uma boa publicidade. É fixe! Mas atenção, se for demasiado, aquela merda acaba por parecer um ajuntamento de tolinhos. Eu, por exemplo, tinha uma prima que pensava que era a Joana d’Arc e que toda a gente lhe queria pegar fogo. Ouvia vozes e tudo. Agora está internada.

TERRORISMO: E por falar em dinamitar, o ISCIA – Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração de Aveiro, anunciou novos cursos, onde se inclui “Terrorismo Transnacional”. Aqui está um saudável exemplo de adaptar o ensino ao mercado de trabalho. Não devem faltar saídas profissionais para o médio oriente e países árabes. É preciso é que os alunos sejam bem preparados… e que não façam estragos aqui durante as aulas práticas.

CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA: E por falar em estragos, o Tribunal de Contas chumbou o empréstimo de mais 360 milhões de calote à banca, pretendido pelo município da capital. Há montes de pessoal por aí a dizer que não compreende, que não sei quê… É assim, não é preciso ser nenhum especialista em economia, digo eu… aquilo chama-se “Tribunal de Contas”. Então?... Fizeram as contas!...

DESTA NÃO PERCEBI NADINHA: E finalmente, por falar em contas, não percebi nadinha da notícia que saiu no JN, segundo a qual a GNR terá descoberto a prática de prostituição numa casa perto da Ponte de Cacia. Já tinha ouvido falar da lentidão dos serviços públicos, mas caramba, aquilo é conhecido desde mil novecentos e carqueja e, qualquer puto que nasça por estas bandas, antes de saber andar já sabe onde é que fica a casa da Ramalha. Aliás, a Ti Maria Ramalha (que Deus a tenha) até já foi desta para melhor há um bom par de anos. Outra parte da notícia que eu não percebi foi esta: “Foram apreendidos 185 euros e diverso material relacionado com a prostituição, entre os quais preservativos e vibradores”. Deixo essa à interpretação dos clientes…


E pronto meus queridos, por hoje não vos maço mais.
Fiquem com a beijoca de sempre da vossa

Rosarinho

2/21/2008

TRÊS RAPIDINHAS E UMA ADIVINHA


RAPIDINHA UM:
Eu: Mas isto foi exactamente o que o senhor pediu.
Ele: Não foi não!
Eu: Está aqui escrito por si. Vê?
Ele: Eu vou-lhe explicar, a sua colega disse-me: - “Ah! Não sei quê, não sei quê, não sei quê!” – e vai eu p'ra ela: - “Porque não sei quê, não sei quê, não sei quê! E pronto, foi assim."

RAPIDINHA DOIS:
Ele, com ar ameaçador: Quando cá voltar, trago a televisão comigo!
Eu: Para quê? Vai-lhe dar cabo da coluna!
(E depois apenas mentalmente): Vai-te mas é f****!

RAPIDINHA TRÊS:
Eu: O senhor vai-me preencher este impresso está bem?
Ele (emigrante nos EUA): Ih! É em português! Que chatice! Se fosse em inglês, era já em três tempos! Agora em português...
Eu vi logo que não valia a pena bater no ceguinho, pedi-lhe os documentos e comecei a preencher. Ele, de vez em quando, tirava o telemóvel do bolso, fingia que estava a atender uma chamada e dizia: - "Hello! Hello!" - depois virava-se para mim e justificava-se - "Foi abaixo!..."

ADIVINHA:
Esta agora é absolutamente verdadeira, foi escrita num requerimento e vale um brioche e um diploma da padaria para o primeiro que adivinhar o que significa:
"DERROVE DÓCALIPETOS"
O Japinho não pode concorrer, porque já come os brioches que lhe apetece cá na padaria e porque eu já lhe disse a resposta.

2/20/2008

ESTA PADARIA ESTÁ, OFICIALMENTE, REABERTA

Pois é. Depois de alguns stresses com a internet sem diagnóstico à vista, parece-me que finalmente conseguimos resolver o problema. Pelo menos enquanto a cabovisão não nos voltar a lixar, os fornos estão de volta a produzir. Foi difícil. Mas não baixamos os braços à luta! Posso afirmar-vos que, nos últimos tempos, chegámos ao ponto de ver televisão, ir para a cama cedo e sair de casa para dar umas voltas, com todas as consequências nefastas que isso pode acarretar para a nossa saúde mental e física. Mas vencemos! A todos os clientes, apresentamos as nossas desculpas pelos dias a fio a pão-de-forma ensacado.

2/13/2008

POR MOTIVOS ALHEIOS À NOSSA VONTADE, CONTINUAMOS INDISPOSTAS


A produção será retomada logo que possível.
Pelo facto apresentamos aos nossos clientes, amigos e menos amigos, as nossas desculpas.

2/09/2008

DE COMO A VIDA É CHEIA DE SURPRESAS E AINDA BEM SENÃO ERA UMA CHATICE DO CARAÇAS

Até há uns dias eu era capaz de jurar a pés juntos que ninguém que eu conhecesse seria capaz de ver o "Dança Comigo" e muito menos votar naquilo. Há coisas que é assim, a gente sabe que existem mas pensa sempre que estão longe, como os atentados terroristas ou as casas decoradas nos Móveisdetodomundo.
Então, qual não foi a minha surpresa (gosto desta expressão, "qual não foi a minha surpresa", faz lembrar os meus livros de leitura da primária), quando ouvi uma pessoa com quem estou quase todos os dias, praticamente toda molhadinha, a dizer o quanto tinha adorado ver não sei quem dançar uma não sei o quê no dança comigo. Depois, com a continuação da conversa, descobri que sabia de cor os nomes de todos os participantes até ali e tinha uma opinião formada sobre a performance de cada um!

Caramba, estive quase quase para lhe pedir um autógrafo. Não pedi porque tive vergonha, palavra de honra!