3/16/2008

E NA VOSSA OPINIÃO

O que é que merece o pessoal que vai para o cinema ruminar pipocas e aspirar baldes de coca-cola?

3/14/2008

A MALTA É POBRE MAS RI-SE MUITO

Nunca tinha pensado nisto. Até me terem contado dum alemão que perguntou por que razão nós, portugueses, temos a palavra "sex" em todas as sextas-feiras, no calendário.



A resposta pode ser:
"Então, cada um é para o que nasce! Vocês produzem muito e pagam para equilibrar o orçamento da UE, para que nós possamos viver a vida descontraidamente, sem fazer um caraças!"

3/13/2008

NEM TODOS SOMOS EINSTEINS MAS UNS SÃO MENOS QUE OUTROS


No 7.º e 8.º ano de escolaridade tive uma professora de Matemática que todos odiávamos. Não me lembro do nome dela nem sei se ainda estará viva. Era irrascível e ensinava-nos matemática. Mesmo. Quer eu quisesse quer não (e na verdade não queria), tudo o que ela me ensinou, eu aprendi.

No 9.º ano veio o puto porreiro. Um gajo quase da nossa idade cheio de ideias de p... lírico, que nos deixava afastar as mesas e jogar à bola. Talvez um dos primeiros exemplares do produto gerado pela revolução e consequente massificação do ensino. Não consegui captar nadinha do que, nas poucas vezes em que rabiscava qualquer coisa no quadro, nos tentou ensinar. A matemática acabou para mim nesse mesmo ano.

Hoje considero-me, portanto, uma quase-analfabeta no domínio dos números. Apesar disso sei fazer contas, calcular proporções, equações simples, reduções... aquelas coisas de que nos servimos no dia-a-dia. Mas preocupada fico quando vejo (e já tenho visto muitas vezes) garotada que frequenta cursos superiores de gestão, administração e coisas afins a não conseguir saber o suficiente para, por exemplo, ler uma receita. Não sabem quanto é um quinto de litro nem conseguem calcular a área dum quadrado para saber quanto vão gastar em soalho.

O que é que se passa?

E ISTO É MESMO VERDADE


Nos últimos dias vi:


-Um carro duma escola de condução, em serviço, a fazer uma rotunda toda pela faixa da direita.

-Outro carro, doutra escola de condução, em serviço, a fazer uma rotunda toda pela faixa da direita.

-Um carro da PSP a fazer a mesma rotunda toda pela faixa da direita.


As rotundas tornaram-se um perigo ou eu é que estou enganada?

3/11/2008

CONFIRMA-SE


Aqui, já é considerado Norte.

AGORA IMAGINEM ESTA

Vocês andam no vosso carrito e um belo dia começam a ouvir uns barulhos estranhos, como se fosse qualquer coisa a bater. Isso acontece sempre que fazem ladeiras (a subir ou a descer) e quando fazem curvas. Vocês deduzem que têm uma traquitana a cair, daquelas que vêm agarradas aos carros tipo panela e isso. Então, fazem um grande drama em casa ao vosso cara-metade, para ele sentir como vocês estão preocupadas perante a ameaça de vos cair um cano qualquer no meio duma viagem. Até que ele pega no carro e, logo ao primeiro som, descobre que se trata dum tal de macaco, que está à solta no porta-bagagens e vai batendo em todo o lado graças à gravidade e à força centrífuga. Vocês não têm a mínima recordação de terem mexido naquilo e o ter posto assim à solta. Melhor ainda, nem sabiam que o vosso carro trazia uma peça solta chamada macaco. Sentem-se como se tivessem sido tele-transportadas naquele momento duma vida passada ou qualquer coisa do género.
É por isso que eu acho que a grande diferença entre homens e mulheres, é que nós temos uma relação espiritual com as máquinas. As avarias são psicológicas e o funcionamento é pela força da mente. Não só os carros, mas todas as máquinas. A relação deles é mais física. Adoram mexer naquelas coisas todas e conversar uns com os outros sobre as ditas. Aliás, um dia destes descobri esta coisa fantástica que é haver foruns na internet onde se trocam ideias sobre peças de automóveis (sim, peças de automóveis!). Não perguntem nada, também não imagino como possa ser um forum desses.

3/09/2008

Olá amores! Ora então cá estou eu para vos ajudar a perceber a semana que passou.

1. Eu já tinha pensado em laquear as trompas quando a Floribella foi aprender a escrever o nome e desatou a dar sessões de autógrafos rodeada de fedelhos. Agora, é certinho! Ter filhos e ficar sujeita a que eles sejam educados (que é como quem diz), por um bando de inúteis, já mulherzinhas e homenzinhos crescidos, que se dá ao trabalho de alugar uma camioneta de excursão e ir para as ruas de Lisboa dizer "Piu piu piu, a ministra já caiu", juro-vos, não é coisa para mim. Mais uma beca estão no carnaval da madeira a fazer companhia ao Alberto João! O problema, digo eu, é não lhes darem que fazer, e se não acreditam no que vos digo vejam a estatística ali ao ladinho.

2. Mas passemos a temas mais eruditos. Através dum panfleto da Remax, fiquei a saber o que é arquitectura de design moderna: É uma casa mais ou menos como aquelas de papel que se vendiam nas papelarias e quiosques quando eu era chavala, mas em tijolo-burro. Mas não há nada como ir ver "in loco". O exemplar fica em Frossos, a partir de agora elevada a capital do modernismo. Tragam é o GPS porque aquilo fica no cu do mundo, e pelo menos assim, perdem-se com estilo.


3. Ontem comemorou-se mais uma vez aquela coisa que dá pelo nome de Dia da Mulher e que basicamente é mais uma oportunidade para as floristas e restaurantes facturarem uns guitos. Nada contra, mas não contem comigo. Olha se eles se lembravam de criar o Dia do Homem! Isso é que ia ser um estrilho!





4. Ainda numa temática parecida mas noutra onda, esta notícia segundo a qual "os homens que partilham a vida doméstica melhoram a vida sexual". Só tenho inveja de não ter sido eu a inventar esta, até porque era de caras. Pois se eles andam há gerações a difundir estudos falsos com conclusões que passam por o esperma fazer bem à pele, já era tempo de se dar abertura ao contraditório, que está tanto na moda.





5. Para terminar, uma bacana que tem imenso em comum comigo e, aposto tudo, com a maior parte dos mortais. Chama-se Rita Pereira e está à espera de um convite para se estrear no cinema. Eu, por exemplo, estou à espera dum convite para gerir uma multinacional... ou para ser para deputada na AR. Enfim... não sou esquisita. E para já vou aguentando este emprego onde só trabalho um dia por semana. Há quem esteja pior. Curiosamente, ninguém me entrevista para eu dizer isso e atirar o isco a ver se alguém morde.







Fiquem então com a beijoca do costume da vossa Rosarinho, ajudem a cara-metade a lavar a loiça e tenham uma boa semana.
Fontes: O Expresso e o JN

PORQUE É QUE O DIA DA MULHER COM FLORES À PORTA DO SUPERMERCADO É UMA COISA FÚTIL E ESTÚPIDA





3/07/2008

CONDOR OU A TENDINITE

Estou neste momento sentada numa cadeira, muito direita, sem me poder encostar num sofá ou numa cama apesar de praticamente não ter dormido e a tomar relaxantes musculares de seis em seis horas.
Enquanto eu curto a dor, fiquem pelo menos com este video que eu descobri, de um cantor espanhol com um nome supercatita.

Beijinhos

3/06/2008

A REVOLTA NO AVIÁRIO

Eu já achava o dia da mulher uma coisa estúpida.
Mas este ano, em Lisboa, ele vai ultrapassar todos os limites da estupidez.
E nós a ver.

3/05/2008

UMA QUESTÃO PURAMENTE MATEMÁTICA

As figuras que eu vi fazer há bocado a alguns adeptos do Porto, no restaurante onde estive a jantar, suscitaram-me uma questão mais ou menos do tipo dos problemas de aritmética da minha instrução primária:


Quantas vezes caberá o ordenado deste gajo...




...no deste gajo?




3/04/2008

LUGARES-COMUNS E TAL

Os nossos clientes são sensíveis aos seguintes lugares-comuns:

Emiele: Cá vai uma, também muito em voga em entrevistas, concursos e quejandos: «Então, bem-disposto(a)?» resposta idiota, «Sempre!»Sempre?... Aquelas criaturas andam SEMPRE bem dispostas?! É a parvoíce mais irritante para os meus ouvidos que conheço.
Calma! Provavelmente quem responde assim, quer apenas dizer: - "Porra! Deixa de me perguntar se estou bem-disposto! Estou sempre ok?"


Miguel: Choque tecnológico:
Este nem sei se vale, porque para ser um verdadeiro lugar-comum tem que chegar às repartições, aos cabeleireiros... pronto, mais baixo que isso também não. E a verdade é que ainda não se vê, no autocarro, duas pessoas a dizer uma à outra - "Eu sou toda pelo choque tecnológico!"

Kuka: Sou muito amigo do meu amigo.
Também curto este. Quer dizer qualquer coisa como: "Sou mesmo uma pessoa bestial! Mesmo!"

Jamudei: correr atrás do prejuízo.
Este juro que nunca tinha ouvido, tenho que me actualizar. E até vou esquecer que o Beira-Mar foi dado como exemplo! ;)

Lino Centelha: O Lino propõe que se numerem os lugares-comuns para poupar nas palavras. Gostei! E até proponho o mesmo para outras áreas. Por exemplo, anedotas. Alguém entra e diz: - "Doze!" - e o pessoal - "Eheheh! Essa é boa!"


E para terminar, a melhor busca que veio parar à padaria nos últimos tempos:
compro cuecas de mulher em Portugal
Assim.
Olha... eu também.

3/03/2008

HÁ LUGARES-COMUNS E LUGARES-COMUNS!

Há lugares-comuns tão extraordinários que quase que deixam de ser lugares-comuns para serem verdadeiros enigmas. Um deles, amplamente divulgado nos recentes concursos tipo Big Brother e sucedâneos, mas já muito mais antigo, é "ser eu mesmo/a".


Deliro com ele. É o lugar-comum mais esquizóide de todos os lugares-comuns.


Aplica-se geralmente em frases pseudo-poéticas, "Eu quero ser eu mesma/o!", "Deixem-me ser eu mesma/o!" ou "Gosto mais de ti quando estás a ser tu mesma/o!".


O que raio quer uma pessoa dizer quando afirma que que alguém está, ou não está, a ser ela mesma? Que pode acontecer uma situação do tipo - "Ai a minha cabeça! Estava aqui a ser a menina Lúcia das fotocópias, mas não! Eu sou a D. Maria do bar! Desculpem lá!"

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Mas já outros são simplesmente imbecis. Como quando apanhei um taxista em Lisboa, que entre a Gare do Oriente e o SEF disse umas catorze vezes "Eu, gosto de ser uma pessoa humana!" - e depois fazia uns segundos de silêncio à espera das reacções do público extasiado.


E vocês, quais são os lugares-comuns que mais vos tocam?

Olá queridos clientes. Hoje lá começa mais uma porra duma semana!... Para vocês, claro, porque eu só trabalho um dia por semana. Mas estou solidária convosco, pronto.
Mas vamos então ver os acontecimentos desta semana:

1. Afinal sempre posso chegar a ministra!
Na Focus desta semana vem esta notícia/insinuação espectacular: O ministro da cultura foi convidado por engano. A intenção era convidar outro gajo (esse sim, ligado à cultura) com um nome quase igual, mas como quando deram pelo gato (ou seja, quando o convidado apareceu e toda a gente pensou "quem é este gajo?"), o convite já tinha sido aceite, nada a fazer, ficou mesmo ele. Isto, na verdade, custa um bocado a engolir, não fosse a Focus da mesma editora da revista Maria e outras e eu nem acreditava. Não estou mesmo a ver o Sócrates a dizer à secretária - "Oh filha! Vai aí às páginas amarelas e tira-me o número do Pinto Ribeiro!" - e ela a pintar a unhaca - "É pra já chefe!". De qualquer maneira, e pelo sim pelo não, fico a torcer para que haja aí uma dondoca qualquer, candidata a um bom tacho, e que tenha um nome igual ao meu. Quem sabe...

2. Mas também há outros empregos porreiros!
Se por acaso não aparecer o meu convite por engano para assumir a cultura, as finanças ou a ciência, quero saber onde é que se tira este curso: Observador de Árbitros. Também não deve ser nada mau. Há uma porrada de tempo que eu vejo este senhor a escrever umas coisas no Diário de Aveiro e fico cheia de raiva. Isto sim, é que era emprego para mim! Desde que não me obrigassem a observar os árbitros durante os jogos (que isso é muito chato), nem quando fossem à casa de banho (que sou uma apariga de estômago sensível), tudo na boa!

3. De qualquer forma há sempre pior!
Há sempre quem consiga fazer pior do que ir às páginas amarelas buscar o número do gajo que se quer convidar para ministro. Por exemplo, no Gana, os tipos da organização da Taça Africana das Nações 2008, foram à internet fazer uma busca de imagens do google para arranjar as bandeiras dos países e pespegaram com a bandeira do apartheid a representar a África do Sul, totalmente por engano. Acreditem que eu, só queria ser mosca!!!... Aquilo é que deve ter sido!
(Notícia na Courrier Internacional)

4. Por cá, nada de excitante...
A não ser a reedição da Procissão dos Paços, desta vez na Lourenço Peixinho, mais concorrida, com mais beatério, mas a mesma chatice da outra. Não fui ver, não valia a pena sair de casa para isto. Ainda se metesse uns carros alegóricos, como no falecido Carnaval da Glória...





E pronto, queridos clientes, por hoje é tudo e já estou exausta.
Fiquem com uma grande beijoca da sempre vossa
Rosarinho

3/01/2008

DE COMO ÀS VEZES PRECISAMOS URGENTEMENTE DE VER ALGUMA COISA NORMAL PARA CONTINUARMOS A ACREDITAR NA HUMANIDADE

Era uma mãe e a respectiva cria (um corpulento e balofo rapaz a aparentar os trinta anos). Ele sentou-se, ela ficou de pé a dar as instruções (a ele) e as justificações (a mim), as quais ia intercalando. Acariciava a cabeça do filho como se faz a um bulldog de estimação.

- Sabe, os novos têm que aprender a tratar destas coisas sozinhos!

- Vá lá! Tens que preencher isso! É complicado mas a senhora explica!

- Sabe, ele coitadinho, não está habituado. O pai é que tratava de tudo para ele. Mas agora já é um homenzinho!

- Não é M********?

(O M******** fez um esgar de contentamento, como que a dizer "A minha mãe é muito boazinha para mim!", e continuou de cabeça enfiada no impresso, língua de fora (com o esforço), e gestos grosseiros, com a letra a subir e a descer em relação às linhas, ora mais leve, ora quase a rasgar)

- M********! Tens que pôr o "ésse" a seguir ao número! Senão as cartas não vão lá ter!

O M******** falou pela primeira vez:

- É com "ésse" de cão?

- Sim! É "ésse" de cão! - e a mãe sorriu, com ar desvelado. Depois dirigiu-se a mim novamente:

-Se o visse a escrever no computador! Aquilo é sempre seguido seguido seguido! Agora assim com caneta não está habituado, coitadinho!

Eu, durante o tempo todo, contive-me para não dizer o que me estava quase a sair pela boca fora sem eu querer:

- Oh minha senhora! Se eu tivesse um filho assim cobria a minha cara de m*rda!