Hoje de manhã quando ia para o emprego parei nos semáforos do costume e, quando olhei para o lado, pensei que estava na Moita ou em Vila Franca de Xira. Fogo! Até fiquei baralhada! Ainda ontem tinha adormecido em Aveiro!
Então mas isto admite-se?


3.A maior demonstração do espírito invejoso deste povo, vimo-la na exposição que foi dada às rendas de casa miseráveis que a Câmara Municipal de Lisboa cobra aos seus amigos artistas e outros, pelos vistos em locais que custam ao comum mortal uma pipa de massa. Não podem ver nada, são uns invejosos! Porque eu, pessoalmente, só tenho pena da minha Câmara Municipal não fazer o mesmo! Ia já aprender a fazer malabarismo com bolas ou a fazer o pino e bater palmas ao mesmo tempo e ia já mostrar as minhas habilidades ao senhor presidente para ele ver que já sou artista! É que era já! A ver se ele me arranjava um apartamento porreirinho por meia dúzia de euros ao mês, que até sou gaja para merecer! Mas não queria uma espelunca dessas de Santiago nem no Caião! Nem pensar! Para mim era Bairro da Gulbenkian, Alboi, ou Baixa de Santo António! Quando muito, vá lá, podia aceitar um nas Barrocas mas com vista para a ria! Alguém sabe se a Câmara tem casas nesses sítios?

Assisti a esta cena no Porto, numa esplanada duma tasca na zona de Campanhã. Era um casal jovem com um filho de uns cinco anos, que brincava por ali. Quando ela se levantou para irem embora, o homem aproximou-se por trás e pôs-lhe as mãos na cintura, num gesto perfeitamente normal. Ela, dirigindo-se à criança, como que a pedir protecção em tom de brincadeira, disse, textualmente: