3/16/2011

Ainda bem que o homem voltou a ganhar as eleições

Hoje mesmo, o Sr Aníbal afinfou-se com esta: Disse aos jovens que se "empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar".
Fiquei confusa. Por um lado achei que ele estava a reinar, tipo a dizer à malta que continue mas é nas imperiais e se cague para missões e outras m*rdas tidas como importantes, até porque todos sabemos (e até ele deve saber) que há cinquenta anos, os jovens mobilizados para a guerra ficavam tão entusiasmados como se tivessem sido convidados para se atirarem a um poço amarrados de pés e mãos. Depois pensei melhor. Na! Um gajo destes, que a piada mais gira que consegue mandar voluntariamente é que tem um jipe cheio de decretos para ler, devia estar a falar a sério! E estava mesmo. Agora a pergunta é: O que seria de nós sem este cromo?

3/13/2011

O Passos é coleccionador!


Tive uma ideia!

Tive uma ideia e acho que ela é a salvação da pátria. Por isso, antes de patentear, venho aqui partilhar com os clientes. Vamos acabar com as eleições à borla. Só dão prejuízo e não têm popularidade nenhuma porque já se viu que a malta prefere ir à volta dos tristes ou ficar no sofá a arrotar o almoço de que ir votar. Está visto, nós não valorizamos o que nos dão à borla, tem que ser a pagar. A partir de agora vamos para o voto por chamada telefónica como no festival da canção, com a opinião do público a valer 50% e a dos deputados outros 50%. Além de muito mais justo e permitir uma verdadeira democracia participativa, passa a ser muito mais emocionante pois pode haver grandes reviravoltas nos minutos finais. Vejamos por exemplo a moção de censura do bloco: Os deputados decidiram que nim. Pronto. Agora imaginem aquilo em directo na televisão e uma apresentadora gira a anunciar que "a partir de agora os senhores telespectadores podem votar! 760100301 se concorda com a moção, 760100302 se não concorda com a moção." e depois outra também gira (isto para os gajos, claro, que são sempre mais preguiçosos) lá dentro na green room a entrevistar os candidatos: "Olá Engenheiro Sócrates! Diga-me lá, está nervoso?" - e ele - "Claro, claro, estes momentos são sempre de nervoso miudinho mas o júri distrital já nos deu a vitória e estamos confiantes!" - E entretanto vinha outra vez a apresentadora anunciar que já tinha acabado o tempo para telefonar e chamava um gajo ao palco daqueles que ganharam o concurso no tempo dos fenícios, tipo o Ramalho Eanes (é sempre giro), para abrir o envelope e revelar o resultado.
Digam lá, era ou não era muito mais baril?

3/11/2011

E mais uma vez com o patrocínio do nosso cliente Fernando Neves!... eu continuo sem trabalhar.

Decorria o Ano de 1994. Vicente Jorge Silva, então director do Público, escreveu um editorial no qual apelidava os jovens de Geração Rasca.

Sem o saber, Vicente Jorge Silva estava a fazer história, uma história de cordel e manjerona (um misto de literatura de cordel com as Guerras do Alecrim e Manjerona) e tal como no livro de António José da Silva, o desfile carnavalesco, tantos anos depois, está ainda longe do seu fim.

Embora não pareça eu também já fui jovem, revoltei-me contra o sistema e escrevi nas paredes! (entre outras coisas)


Posto isso, passemos ao que interessa.

No próximo Sábado, vai realizar-se em Lisboa um cortejo, que tem o nome pomposo de Manifestação da geração “À Rasca”. Tendo em conta que o acto de nos podermos manifestar em Portugal é um dos muitos direitos que foram conquistados com o 25 de Abril de 1974 (coisa que muitos jovens não fazem a mínima ideia do que é, e o que significa), nunca liguei muito a este acontecimento, não ligava…até à última Segunda-feira, altura em que me foi dado a ver numa televisão qualquer, uma entrevista efectuada a uma jovem licenciada em comunicação social e que fazia parte do grupo de jovens que, abusivamente interrompeu uma realização partidária na Cidade de Viseu.

Descrever as palavras da jovem “desempregada” seria um exercício de puro masoquismo e atentado aos nobres desígnios do próprio 25 de Abril e como tal, vou-me abster de as comentar, mas tão inocentes palavras fizeram-me ler mais sobre o assunto e quiçá, ponderar sobre o acto de resistir, manifestar e reivindicar (isto, associado ao facto do Sporting ter 6 (!!!) candidatos à presidência)



Vamos por partes.

Hoje em dia, é “bem” dizer-se mal do Governo, dos políticos, dos “ricos e poderosos” deste País. Hoje em dia o pensamento dominante, aquele que é vinculado por quase toda a comunicação social, é o de que “isto” está por um fio.

Num dia diz-se (e jura-se a pés juntos) que Sócrates vai à Alemanha rastejar aos pés de Angela Merkel e esta vai anunciar-lhe do alto daquele seu ar seráfico, que Sócrates vai mesmo ter que ir para a Portela receber os Srs.

do FMI. Para Manuel Maria Carrilho e Pedro Santana Lopes só faltou dizer a que horas chegava o avião, mas Marcelo Rebelo de Sousa, que deve ter acesso directo à Chanceler Alemã, quase que descreveu “tim-tim por ti-tim” o teor das conversas. Bem, não só foi mentira, como Sócrates acabou por proferir uma das frases mais marcantes dos últimos tempos, “"O meu país tem oito séculos de história, o meu país não é subserviente com ninguém, só é subserviente com o seu povo e com aquilo que o povo tem a dizer", disse Sócrates, em resposta a uma pergunta de um jornalista português, na capital alemã.”

Ouviram alguém falar sobre esta tomada de posição do primeiro-ministro português? Claro que não!

Tanto quanto sei, Miguel Sousa Tavares não é apoiante deste Governo ou do partido que o suporta. As suas posições públicas têm-no demonstrado. Recentemente, MST emitiu a sua posição sobre o tão falado movimento “À Rasca”, a qual não é coincidente com a do pensamento dominante e…aqui d’El Rey que o homem é analfabeto, é estúpido e está “feito” com o sistema!

E o que dizer de Luís Figo, que em menos de um remate à baliza passou de bestial a besta?!?!?!?! Aliás como se sabe, aquele que muito justamente foi considerado como um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos (por acaso não foi nomeado melhor jogador do Mundo??? Tenho ideia que sim!) com uma carreira brilhante a todos os níveis não só em Portugal (e que por acaso - mas só por acaso - foi no Sporting) como nos melhores clubes Mundiais, é rapaz de grandes necessidades económicas. Aquilo é rapaz para ter que pedir emprestado para conseguir pagar a renda da casa todos os meses!! E tudo isto porquê? Não deve ser por estar casado com uma mulher lindíssima, nem por fazer tantas campanhas de publicidade que deve ter dinheiro para comprar toda a dívida pública portuguesa! Será por se ter lembrado de fazer uma Fundação para ajudar quem mais precisa? Ou será que foi por ter dito o que pensava e esse pensamento não estava de acordo com o pensamento dominante?!?!?!?!?!

Mas porque é que esta gente pensa??????

Só tinham que fazer como a rapariga que invadiu a tal realização partidária e que segundo as suas palavras, representava os outros todos da “Geração à Rasca”

NÃO PENSEM!



Sinceramente, assusta-me uma geração de catraios que fala sem saber o que diz e que levantam o nariz com o ar mais empertigado deste Mundo e que, pior ainda, não aceitam opiniões contrárias. Que Francisco Louça use e abuse dessa figura de estilo, desse modo de ser, está no seu direito, afinal de contas é esse o seu papel, o de ser um eterno jovem imberbe que se recusa a crescer e a reconhecer que nem todos os meninos querem brincar com os seus berlindes.

Sinceramente, assusta-me o papel de certos jornalistas que se transformaram com o tempo, nas prostitutas mal pagas de certa classe politica.

Preocupa-me um País que não pensa.

Preocupa-me um País que acha que só tem direitos e não tem deveres!



No próximo Sábado algumas cidades do País vão ver passar o cortejo. Alecrim e Manjerona vã lá estar, bem como apoiantes do PNR do Bloco de Esquerda e do PCP.

Uma vez mais os jovens foram “comidos” pela tal classe politica que tantos receiam, a não ser que por detrás da organização desta manifestação estivesse (ou está) um grupo político e não um grupo de jovens. Mas isso não pode ser pois não?



P.S: Já agora um conselho aos jovens que querem emitir a sua opinião:

1 – Façam-no democraticamente, respeitando a opinião e a vontade dos outros

2 – Se querem ser ouvidos, inscrevam-se num Partido político, seja ele qual for

3 – Participem activamente na vida cívica deste país. Há mais vida para além dos Festivais de Verão!

3/06/2011

Camaradas, pá!


Gastei ontem 60 cêntimos mais IVA a 23% para ajudar a avacalhar de vez com essa palhaçada onde um conjunto de emproados quer fazer crer à nação que percebe de música de cólidade e que escolher uma canção para representar a choldra no Festival da Canção é uma tarefa séria e importante.

Dou por bem empregue.

3/04/2011

Mais um episódio no país de brincadeirinha

Ainda bem que os jovens deste país vão poder continuar usufruir da disciplina de área-projecto! Não sei o que seria deles sem essa m*rda, de que toda a gente, incluindo professores, ainda há pouco tempo dizia mal.

3/03/2011

Política? Um "rais" a parta!

"Uma mulher prepara-se para concorrer às presidenciais no Afeganistão" - dizem eles nas notícias como se isso fosse uma coisa do outro mundo. Não é. É precisamente nestes países que as mulheres mais se empenham politicamente. Porque, ao contrário de nós, precisam de se afirmar numa cultura viril. Por outro lado nós somos o produto duma sociedade em que os políticos se esforçam por nada fazer para não se comprometerem, e a "actividade" de nada fazer só serve, por temperamento, para os homens. As mulheres precisam de ver o resultado do que fazem. Seja governar, seja um paninho de crochet. Na política não é possível. E já que o feminismo, na prática, já não é necessário, para quê chatearmo-nos a entrar numa vida em que é preciso lamber botas e fazer reuniões inúteis para decidir quando e como havemos de fazer outras reuniões ainda mais inúteis? Nós já fazemos o que nos apetece, ninguém nos obriga a usar véus nem nos apedreja se formos adúlteras. Um rais parta a política!

2/28/2011

Ainda bem

Ainda bem que os tipos da TMN não têm feito outra coisa senão ligar-me a tentar convencer-me a não rescindir o contrato. Se não fosse isso ainda me esquecia que esta semana tenho que escrever e mandar a carta a rescindir o contrato.

2/23/2011

Uma história de m*rda num país de m*rda

Esta história do recluso de Paços de Ferreira que tinha como hobby encher a cela de m*rda confirma a teoria de que é muito mais fácil falar do que fazer. Lidar com um gajo desses e conseguir manter o respeito dos outros todos é com certeza muito mais difícil do que fazer discursos sobre tortura aos prisioneiros. Eu queria ver a senhora gorda do BE a aguentar-se à bronca com eles, queria!
Esta história do recluso de Paços de Ferreira que tinha como hobby encher a cela de m*rda confirma também o que eu já pensava sobre os políticos em geral. Que se limitam a reproduzir discursos patéticos dentro da linha politicamente correcta, sem fazer mais ondas do que aquelas que deles se espera, porque convém aguentarem-se no tacho até à idade da reforma, que a vida está difícil. Giro giro era mandarem-nos para a penitenciária de balde e esfregona na mão limpar a m*rda do maluco, isso é que era de valor!
Quanto aos serviços prisionais de Paços de Ferreira, o erro deles foi fazerem o filme. Gente com tanta habilidade para talhar cadeiras e psichés e caem numa destas. Broncos!

Eu tenho cá para mim que a sanha do pessoal contra os anúncios do Pingo Doce é acha atiçada pelo Tio Belmiro. Só não vê quem não quer que aquilo é conversa a deitar abaixo o cartão de compras do Continente.
Porque é assim, está certo que os anúncios não são umas obras-primas da arte publicitária, mas há muito e muito pior e a malta nem se queixa! Como por exemplo o do queijo Castelões, onde uma gaja mal-encarada e fantasiada de rainha do carnaval da Mealhada dá murros na mesa até lhe trazerem queijo. Um susto!