4/17/2011
Puzzled
Há coisas que me parecem verdadeiramente extraordinárias. Uma delas é que o Fernando Nobre ache que consegue limpar a escrita que borrou dizendo que é candidato pelo PSD mas só aceita se for presidente da assembleia. Na minha lógica isso é fazer uma cagada em cima doutra. Mas quem sou eu, que as únicas vezes em que me movimentei no mundo dos tachos foi quando estive na cozinha?
4/16/2011
Requiem II
Nesta história toda da discussão sobre os euro-deputados viajarem em executiva ou não viajarem em executiva, só tenho pena duma coisa: De não ter sido eu a tirar a fotografia ao Miguel Portas. Não porque quisesse ter o privilégio de o denunciar mas porque isso quereria dizer que também eu viajava em executiva e também eu teria um alto tacho daqueles que são só para os amigalhaços. De resto, se em plena queda para o abismo continuamos a discutir coisas como pagar ou não pagar mordomias a meia dúzia de inúteis, não interessa nada.
4/14/2011
Requiem
4/12/2011
Farinha Amparo: Mais uma vez a prestar serviço público
Aos casais de namorados que se deixam impressionar por este anúncio ao Smart Fortwo queria informar o seguinte:
- O preço que se dá por um carrito destes, que na verdade mais parece um papa-reformas do que um carro, dá para pagar 61 noites num quarto duplo do Sheraton ou 27 noites numa suite do Pestana Palace, quantidade mais do que suficiente para esgotar o interesse num namoro que dure o tempo médio;
- Dá muitíssimo mais jeito mandar uma pinada numa cama das grandes do Sheraton ou do Pestana Palace do que dentro dum Smart Fortwo, além de ser mais seguro e discreto. Também evita os torcicolos e cãibras;
- Qualquer chaço de 5 lugares, mesmo daqueles que se compram pela net já com 14 anos e os quilómetros aldrabados é mais jeitoso para essa finalidade do que um Smart Fortwo porque tem banco de trás. Consegue-se arranjar um por mil euros na boa.
- Finalmente, não acreditem que o engenheiro alemão que inventou o Smart Fortwo o fez por estar apaixonado. Fê-lo para ganhar dinheiro. Essas m*rdas de misturar paixonetas com trabalho é coisa nossa e que eu saiba não desenhamos carros. Por isso é que são eles a emprestar-nos dinheiro e não o contrário.
Perceberam tudo ou é preciso um desenho?
48
Ontem, a dona desta padaria completou tantos anos de vida como este país teve de estado novo, fascismo, ditadura... o que lhe queiram chamar...
Visto assim até não foram muitos. Na verdade, isto passou a correr.
Visto assim até não foram muitos. Na verdade, isto passou a correr.
4/10/2011
Olá queridos clientes! Então como já esperávamos temos o FMI à porta. Eu por mim é assim, se ele vier aqui à padaria, desde que não roube o jornal, não deite lixo para o chão e pague a conta no fim, menos mal. Mas já ouvi dizer que o gajo gosta de sair sem pagar e ainda leva a colher no bolso, tenho que me pôr de olho nele.
1. Ainda na onda do FMI o nosso Aníbal, que não perde pitada de nada, resolveu pôr-se a mandar recados a quem lhe vai emprestar dinheiro, que é como quem diz "pobre e mal agradecido". Claro que levou logo de ricochete um "chega para lá palhaço!". O que é que se esperava? Eh pá, o homem é giro para nos fazer rir a nós, internamente, com aqueles discursos sobre ordenhas e tetas, mas para que se quer internacionalizar? Ganância, é o que é!
2. O sonso Fernando Nobre já começou a exercer a tal cidadania activa de que tanto nos falou durante a sua campanha. Colou-se ao PSD e está-se a preparar para ser um cidadão com uma conta bancária cheia de acção.
3. No congresso PSD Madeira o boçal João Jardim arrotou mais um belíssimo discurso com sotaque, embora por muito que faça nunca vá conseguir ter tanta piada como o colega de partido Aníbal. Limitou-se a ser ele próprio, ou seja, primeiro gritou que os capitalistas têm que pagar a crise e logo a seguir chamou cabrões aos gajos do PS por quererem começar a tributar as negociatas do offshore da Madeira. Sofrível. Em número de circo, já o vi fazer melhor.
4. Assistimos também ao congresso do PS. Quanto a esse só tenho dois reparos: "A decoração parecia a duma padaria/pastelaria de emigrantes venezuelanos" e "Quem foi o nabo que deixou entrar a Ana Gomes???"
E pronto queridos clientes, por hoje é tudo, fiquem com uma beijoca da vossa Rosarinho
1. Ainda na onda do FMI o nosso Aníbal, que não perde pitada de nada, resolveu pôr-se a mandar recados a quem lhe vai emprestar dinheiro, que é como quem diz "pobre e mal agradecido". Claro que levou logo de ricochete um "chega para lá palhaço!". O que é que se esperava? Eh pá, o homem é giro para nos fazer rir a nós, internamente, com aqueles discursos sobre ordenhas e tetas, mas para que se quer internacionalizar? Ganância, é o que é!
2. O sonso Fernando Nobre já começou a exercer a tal cidadania activa de que tanto nos falou durante a sua campanha. Colou-se ao PSD e está-se a preparar para ser um cidadão com uma conta bancária cheia de acção.
3. No congresso PSD Madeira o boçal João Jardim arrotou mais um belíssimo discurso com sotaque, embora por muito que faça nunca vá conseguir ter tanta piada como o colega de partido Aníbal. Limitou-se a ser ele próprio, ou seja, primeiro gritou que os capitalistas têm que pagar a crise e logo a seguir chamou cabrões aos gajos do PS por quererem começar a tributar as negociatas do offshore da Madeira. Sofrível. Em número de circo, já o vi fazer melhor.
4. Assistimos também ao congresso do PS. Quanto a esse só tenho dois reparos: "A decoração parecia a duma padaria/pastelaria de emigrantes venezuelanos" e "Quem foi o nabo que deixou entrar a Ana Gomes???"
E pronto queridos clientes, por hoje é tudo, fiquem com uma beijoca da vossa Rosarinho
4/08/2011
Mas isto sou eu a dizer!
Na verdade, se a palavra "afetado" agora se lê "afétado" e não "af'tado" como determinam as normas da fonética do português de Portugal, acho que vamos ter que começar a pronunciar "métade" em vez de "metade", "Rénato" em vez de "Renato" e "dédada" em vez de "dedada".
De igual modo, se agora a palavra "projeto" se lê "projéto" e não "projêto" como seria de esperar, e se teto tanto é o que nos cobre como o da vaca, devíamos passar a dizer "malêta" em vez de "maleta", "méto" em vez de "meto" e "paléta" em vez de "paleta".
Além disto tudo (mas agora sou só eu a dizer), devíamos mandar com a cabeça dos jumentos que inventaram o acordo ortográfico contra uma parede de cimento até ambos os neurónios se voltarem a ligar lá dentro.
De igual modo, se agora a palavra "projeto" se lê "projéto" e não "projêto" como seria de esperar, e se teto tanto é o que nos cobre como o da vaca, devíamos passar a dizer "malêta" em vez de "maleta", "méto" em vez de "meto" e "paléta" em vez de "paleta".
Além disto tudo (mas agora sou só eu a dizer), devíamos mandar com a cabeça dos jumentos que inventaram o acordo ortográfico contra uma parede de cimento até ambos os neurónios se voltarem a ligar lá dentro.
4/06/2011
Anúncio oficial:
Esta padaria anuncia oficialmente que acabou de baixar a classificação das agências de rating para DDD---, a que corresponde o nível "P*ta que os p*riu!"
4/04/2011
4/03/2011
4/01/2011
Demais
Estava a fazer zapping (uma das minhas actividades de sofá preferidas) quando parei no programa da Tyra Banks, naquele canal misterioso que supostamente é só para mulheres. Naquele momento entrevistava-se uma mulher de 28 anos com uma doença rara da qual sofrem cerca de 700 pessoas em todo o mundo. Não fixei o nome, mas consiste basicamente em a massa muscular se ir transformando gradualmente em osso até a pessoa se tornar numa espécie de estátua viva. Aquela mulher sorria enquanto explicava ao mundo os pormenores da sua doença e do seu percurso. Quando lhe apareceu o primeiro nódulo, ainda em criança, os médicos pensaram que era cancro, dada a raridade da doença, e amputaram-lhe um braço. Depois fez quimioterapia inútil. Depois começaram a surgir mais nódulos e dores porque afinal nem sequer era cancro. Já adulta casou mas o marido desertou quando a doença se tornou demasiado insuportável para ele coitadinho. Hoje tem uma perna permanentemente dobrada no ar como um flamingo adormecido. Ainda consegue maquilhar-se mas apenas com pincéis muito compridos porque o ombro já não mexe. Tira a maquilhagem com algodão preso em pontas de tesouras. Precisa que lhe dêem banho. Quando precisa de se virar na cama a meio da noite demora cerca de um quarto de hora entre dores e desconfortos vários. Mesmo assim sorri quando fala. Eu sei, é um lugar comum. Mas isto fez-me lembrar isso mesmo... que a gente se queixa demais!
3/31/2011
3/30/2011
3/29/2011
Publicidade enganosa
Hoje no intervalo do almoço, no centro comercial, passei por uma perfumaria que anunciava na montra, com grandes parangonas, um produto capaz de conferir super-poderes aos utilizadores. Como estava um nadinha atrasada e ainda tinha que ir para o emprego a pé, resolvi entrar e perguntar se aquilo me permitiria deslocar-me cerca de 500 metros à velocidade dum raio. Se não fosse assim muito caro compensava. Disseram-me que não. Paciência. De qualquer maneira podia ser que me servisse para qualquer outra circunstância. Perguntei então quais eram os super-poderes que aquilo conferia. Voar? Emitir um grito capaz de partir todos os vidros num raio de 2 km? Ficar transparente? Às vezes adorava ficar transparente, embora outras vezes sinta que o estou de facto sem me dar jeito nenhum. Gostava de poder controlar isso melhor. Mas também não. Explicaram-me então que, na verdade, aquele produto não confere qualquer super-poder, é só uma frase publicitária. Então aí eu descobri tudo. Aquele outro produto que tinham andado a anunciar umas semanas antes como tendo "a força de cem molhos de brócolos jovens" também devia ser aldrabice. Ainda bem que a ideia de ter a mesma força de cem brócolos não me tinha excitado por aí além senão tinha ficado decepcionada. Agora, os super-poderes!... Isso sim, tive pena.
3/27/2011
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