9/07/2011

Ainda há talentos, é preciso é saber aproveitá-los!



Esta ideia do bastonário da Ordem dos Médicos (já não é aquele vermelhusco pois não? Ando um bocado desactualizada) de mandar para o desemprego o resto do pessoal que ainda vai tendo o seu trabalhito nos McDonalds e KFC nesta época de crise... eu nem lhe chamaria brilhante, carago, chamava-lhe genial pois só pode ter saído da cabeça dum geniozinho a quem obviamente não falta nada na p... da vida e nem de perto nem de longe sabe o que é chegar à fábrica de sapatos um belo dia e o patrão ter fechado aquilo.



Posto isto, lanço aqui o repto para um concurso de ideias de mestre para acabar com a crise. Claro que para isto ter piada e a malta pelo menos se rir um bocado nestes tempos negros, tem que haver uma cláusula obrigatória. Só pode concorrer quem não vive com os pés no chão há muito tempo ou nunca teve sequer necessidade de viver. O prémio pode ser uma viagem às Berlengas. Só de ida.

9/05/2011

Também posso ser eu a exagerar...

O ministro das finanças não vos faz lembrar o Mr. Bean naquela cena em que se põe a contar carneirinhos para adormecer e depois baralha tudo e já não dorme mais mesmo? E fica para sempre com aquele ar de zombie à deriva?...

9/04/2011

Nesta altura do ano é uso cá em casa andarmos bastante desesperados por férias

Conseguem imaginar coisa mais chata do que ir de férias e não levar um único par de sapatos completo? Foi o que me aconteceu. Levei imensos sapatos e nenhum deles fazia par com o outro. Que chatice! E logo na primeira noite tinha uma festa na piscina! Procurei na mala, tinha um sapato vermelho, giríssimo. Depois procurei pelo outro em todos os armários, portinholas e gavetas, mas só me apareciam bebés.
- Aqui só há bebés!... - Acabei por dizer ao meu marido já desanimada.
Aí acordei. E ainda bem, porque já estava numa de ir para a festa com uma havaiana num pé e uma barbatana no outro.

9/03/2011

Esta é rapidinha

Hoje fui aos correios buscar uma encomenda. Tirei a senha, esperei pacientemente pela minha vez enquanto lia os livros de culinária que eles lá têm em cima duma mesa todos amachucados mas para vender e quando chegou a minha vez informei o senhor que ia pagar por multibanco.
- Tem que ser em dinheiro - informou-me ele.
Ok. Paciência. Saí, fui levantar dinheiro e voltei. Tirei uma senha e esperei pacientemente pela minha vez. Até que fui atendida, por uma senhora. Pus logo tudo em cima do balcão para ser rápido: Aviso, cartão de cidadão (que no meu caso é de "cidadona"), e o dinheiro trocadinho. E pergunta-me ela:
- Ai vai pagar em dinheiro?
- Sim - respondi eu.
Ainda estive para acrescentar: "Hoje não posso pagar em géneros porque passei a noite numa sessão de sexo grupal e estou um bocado dorida."
Mas achei melhor calar-me.
Temos que ter paciência para merecer o céu.

8/31/2011

Não é para todos!


E o staff da padaria acabou de atribuir o título de "melhor atleta portuguesa nos mundiais de atletismo". Não foi uma decisão fácil e foi preciso chamar a senhora que faz as limpezas para desempatar, uma vez que ela, já tendo andado enrolada com o porteiro do pavilhão e desconfiando até que o filho mais novo seja dele, é a pessoa mais directamente ligada ao desporto aqui no tasco. Assim, e mesmo tendo falhado a final do triplo salto, foi eleita, pela enorme coragem com que exibe o nome na camisola, Patrícia Mamona! Não é para todos!

8/30/2011



Fui pela primeira vez, primeirinha na vida, ao alemão da Vagueira. Salvo seja. Mas deixem-me explicar melhor. Há um tasco na Vagueira chamado EI, que está sempre atulhado de clientela, que é propriedade dum alemão qualquer e onde os clientes são tratados mais ou menos como os cubaninhos que tentam fazer a travessia para os estados unidos em cima duma câmara de ar. Ou seja, mal como tudo. Além disso, vende cuecas de nylon rendadas à entrada, numa daquelas máquinas onde se mete uma moeda e se dá ao torniquete A parte mais gira é que só na semana passada é que eu descobri a existência deste tasco, sendo oficialmente a última pessoa do distrito de Aveiro a conhecê-lo. Hei-de ver se a façanha me rende ou não uns trocos no guinness, não se pode dizer que seja menos prestigiante do que fabricar um pão com chouriço de 2 km, mas essa parte fica para mais tarde.



Para já, o que vos quero contar é o que se passa lá dentro para além das cuecas. Então é assim: A gente entra e, se forem detectadas mais do que seis pessoas que se conheçam entre si, são logo todas corridas. O que não é muito mau porque no tempo do Salazar bastava serem três. Vá, por agora escapa. A comida consta de salsichas cozidas à mistura com batatas e choucroute, coisa que se eu desse a comer a alguém aqui na padaria iam-me perguntar se eu os estava a achar com cara de pan*leiros. Mas o melhor de tudo é a primeira folha do menu, da qual constam ameaças várias como podem os caríssimos clientes constatar na foto que eu tirei (à socapa, antes que o alemão me levasse para as catacumbas e eu nunca mais fosse vista), o que era chato porque acho que da minha família ninguém ia dar pela falta e a patroa, essa, ia fazer uma festa e abrir um champanhe.



Ora o que me intriga é o seguinte: Como é que o gajo tem clientela? Pelo menos muito mais clientela do que nós aqui, que tratamos bem toda a gente que cá entra e só cuspimos na chávena da meia de leite dos gajos que já estão a dever dinheiro e não há meio de pagar? Quanto a vocês, queridos clientes, não sei, mas para mim está cientificamente provado o motivo de nós sermos pobres e eles ricos. Os c*brões fazem dinheiro de tudo quanto mexa! E do que não mexa também. Não nos adianta nada trabalhar. Eu cá vou mas é ver se me mudam o nome para Ingrid, pinto o cabelo de amarelo mulher-a-dias e faço umas tranças daquelas que nos dão um ar, ora estúpido ora de actriz porno. Está decidido. Agora sim, vou enriquecer. Depois dou notícias!

8/26/2011

Serviço público é serviço público

O Gabinete de Inserção Profissional da Câmara Municipal de Aveiro tem as seguintes ofertas de emprego:



CARPINTEIRO NAVAL (M/F)/ Nº DE VAGAS: 1

Descrição da função
Executa trabalhos de carpintaria num estaleiro naval, cortando, armando e instalando peças de madeira e calafetando juntas, para construir ou reparar armações e trilhos de lançamentos, escoras, andaimes, mastros, pisos e outros suportes, revestimentos e acessórios de embarcações em construção ou conserto:
1. Serra os descansos de madeira de embarcações, utilizando instrumentos apropriados, para dar-lhes o tamanho desejado;
2. Constrói a armação de lançamento, cortando, serrando, encaixando e utilizando ferramentas adequadas, para possibilitar o apoio do fundo do casco das embarcações;
3. Levanta as escoras e andaimes, empregando processos e instrumentos usuais, para compor as armações de suporte das embarcações em construção ou reparação;
4. Vigia a colocação do casco, das cavernas e dos acessórios da embarcação, supervisionando os trabalhos referentes, para assegurar-se de sua correspondência aos padrões requeridos;
5. Procede à construção e fixação dos mastros, serrinhas, armações de anteparo e tábuas de convés, utilizando procedimentos e instrumental específico, para compor a parte de madeira da embarcação;
6. Dirige a montagem das guarnições, fazendo os sinais necessários com marcadores especiais, para facilitar a colocação das mesmas;
7. Efectua a construção, encaixe e montagem dos trilhos de lançamento, efectuando as operações pertinentes, para possibilitar o deslizamento das embarcações até o mar.
8. Pode colocar os vaus e vigas transversais do casco do banco que sustenta o convés.

Deverá apresentar as seguintes competências:
1. Experiência mínima de 2 (dois) anos no exercício da função de carpinteiro naval;
2. Boa capacidade física;
3. Gosto por actividades ao ar livre;
4. Residência próxima do local de trabalho (Aveiro)



APRENDIZ DE SOLDADOR E/OU SERRALHEIRO (M/F)/ Nº DE VAGAS: 15

Descrição da função
Soldar peças metálicas, utilizando equipamento apropriado, para unir, reforçar ou reparar peças ou conjuntos mecânicos (ser-lhe-á concedida formação)
Executar serviços especializados de serralheira, utilizando ferramentas e maquinaria apropriadas; executar outras tarefas, conforme necessidade do serviço e orientação superior.

O candidato ideal deverá apresentar as seguintes competências:
1. Vontade de aprender;
2. Experiências de trabalho similares (preferencial);
3. Boa capacidade física;
4. Gosto por actividades ao ar livre;
5. Residência próxima do local de trabalho (Aveiro)

Promotores Comerciais (m/f)

Local de trabalho: Espaços Comerciais na cidade de Aveiro e/ou Aveiro Norte
Descrição da função: serão integrados em espaços comerciais, e assumirão a responsabilidade pela divulgação do produto, angariação de clientes e comercialização dos cartões de crédito.

Perfil pretendido:
• Habilitações literárias ao nível do 12ºano ou Frequência Universitária;
• Experiência profissional em funções similares (factor preferencial);
• Aptidão e gosto pela área comercial; trabalho por objectivos; e, forte orientação para o cliente;
• Capacidade de Comunicação e de trabalho em equipa;
• Disponibilidade para trabalhar por turnos, e em regime de part-time (6h/dia; 6dias/semana; 1 folga semanal).

Oferecem:
• Contrato de trabalho;
• Remuneração base + Subsidio de Almoço + Remuneração variável atractiva;
• Formação Inicial e Contínua;
• Integração numa empresa dinâmica e em fase de expansão, proporcionando fortes possibilidades de progressão profissional.


Os interessados deverão contactar o Gabinete de Inserção Profissional da Câmara Municipal de Aveiro, sito nas instalações da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, no período da manhã através dos n.º 234 404478 / 360 e 92 6730823

Câmara Municipal de Aveiro / Divisão de Habitação Social

8/21/2011

E até nestas pequenas coisas se vê o povo que somos...


Adivinhem o que me deu para fazer hoje. Fui à bola! Pois é, raramente o faço mas hoje bati com a cabeça em qualquer lado e resolvi ir à bola ver o Beira-Mar - Sporting. O resultado, o que os jornalistas dizem sobre o resultado, o ambiente, o jogo em si... tudo isso seria interessante se não tivesse acontecido algo mais interessabte ainda!
Antes do início do jogo foram mostradas algumas imagens em ecran gigante que, segundo o senhor da voz off, eram as melhores dum concurso lançado pela rádio Terra Nova. E, para minha grande surpresa e mesmo sem eu ter concorrido, uma delas era minha! Uau! Pois, de facto não concorri porque ela foi anunciada como sendo dum tal Rafael Pereira que imagino seja um puto a precisar duns estalos para aprender a ser um homenzinho. Se for cota, pior, porque aí já não tem remédio.

8/15/2011

Que inteligentes somos, senhor!


Hoje estive numa localidade portuguesa com todos os motivos do mundo para estar cheia de turistas num feriado a meio de Agosto, ali para os lados de Coimbra. Não estava. Aliás, na primeira volta que demos só vi velhinhos sentados à sombra... e as respectivas sombras. Depois fomos à procura dum restaurante para almoçar. Encontrámos dois. A diferença entre eles é que um estava aberto e o outro estava fechado. De resto ambos tinham nomes terminados com a palavra "Cabrito". Entrámos no que estava aberto (no outro não dava) e mandaram-nos sentar. A sério, os tipos que por ali se moviam à laia de quem trabalha pareciam genuinamente boas pessoas e até tentavam ser simpáticos, mas além de demorarem o mesmo tempo que levou a erigir o convento de Mafra para porem uma toalhita de papel na mesa mais um cestinho com duas carcaças e umas azeitonas só se passeavam por ali como se estivessem perdidos e à procura dum polícia. O casal ao nosso lado começou a perder a paciência. Ele só tremia com um pé e ela ameaçava partir aquilo tudo nos cinco minutos seguintes. Eu cá só pedia ao meu cara-metade que por favor se aguentasse calado antes que nos cuspissem no famoso cabrito. Qualquer gajo (ou gaja) minimamente inteligente sabe que nos restaurantes só se reclama no fim. É como os prognósticos no futebol.
Até ao fim da aventura ainda decorreram umas quantas peripécias como devolvermos louça que estava suja, haver garrafas de vinho guardadas na casa de banho e perguntarem-nos cinco vezes se queríamos salada. Finalmente, saímos com aquela sensação f*dida de a nossa conta ter sido mais elevada que a do pessoal da terra, depois de o velhinho matreiro que mandava naquilo nos ter informado com orgulho de quem ganhou o campeonato que já tinha máquina para pagar com o multibanco.
Se é assim que tratamos o turismo neste país (a única coisa que nos pode salvar da desgraça tendo em conta a qualidade do nosso petróleo), mais vale mesmo entregarmos a chave disto à Troika e eles que fechem esta m*rda depois de venderem as tralhas para pagar as dívidas.

8/02/2011

Coisas incompreensíveis


Se há coisa que me chateia no facto de ter que ir renovar a carta dentro de pouco tempo graças à nova lei são aqueles exames médicos em que nos mandam apontar para o lado e depois para o próprio nariz algumas vezes repetidas. Porque só consigo formular aqui três hipóteses para justificar esta m*rda e todas elas são estúpidas:

1. Querem ver se a gente é boa a dar uns passos de disco sound, o que não interessa nada para a tarefa "conduzir".
2. Os tipos estão mesmo convencidos que, no meio do trânsito, é bom apontar para o lado e para o próprio nariz.
3. Os gajos estão mesmo só a gozar connosco, o que é chato.

Não entendo porque é que não se limitam a pedir-nos que reproduzamos todo o vernáculo que conhecemos, que demonstremos que ainda estamos com agilidade manual para levantar tão e tão só o dedo médio e que saibamos onde fica a porcaria da buzina. Aí sim, mostramos que já podemos ir para a Lourenço Peixinho em hora de ponta fazer gincana entre os gajos estacionados em segunda fila na direita e os que vão a dez à hora na esquerda!

8/01/2011

Apenas durante um intervalinho na TV, apenas um, ouvi duas das expressões mais fofas que o mundo do espectáculo tem para nos brindar:

1 - Alternativa - usa-se no mundo tauromáquico e quer fazer crer que aquela gente, se não fizesse aquela cretinice, era mesmo capaz de fazer outra coisa qualquer.

2 - One man show - aplica-se ao Fernando Pereira e quer fazer crer que um gajo que atira os foguetes , bate palmas e vai apanhar as canas sem que mais ninguém à volta se entusiasme, é um artista.