10/21/2011

À atenção dos senhores da Caixa Geral de Depósitos



Para quer conste: Eu sou sobrinha única do Kadhafi por parte da ponte da Esgueira! Aqui está a prova em como somos parecidos e tudo, apesar de ele já ter feito plásticas e eu não. Mas vê-se logo que somos da família!



Como é que faço para levantar os 13oo milhões?






PS: Então? Já foram "comidos" com esquemas mais óbvios do que este e não se queixaram!

Hei pessoal!

Alguém quer fazer um boneco para a gente pôr a votação e mandar por mail para writetodidas@gmail.com? Está a chegar a altura de mudar a decoração do tasco!
A quem eventualmente tiver a pachorra, obrigada!

10/20/2011

10/06/2011

Guia de viagem: Como entrar num museu em Itália



Para quem nunca lá esteve e tencione estar, para quem pense ir ver ao vivo o David de Miguel Ângelo ou A Primavera de Boticelli, aqui vai um breve manual de sobrevivência:






1. Na Itália, os museus mais relevantes (ou seja, os que atraem mais visitantes), têm duas filas para entrar. Uma para as pessoas normais como eu e (acho) vocês, outra para os chicos espertos.



2. Na fila para as pessoas normais os bilhetes têm o preço normal. Por exemplo, 15 euros.



3. As pessoas normais, quando chegam ao museu, vêem que a fila normal não é assim tão comprida como isso, fazem umas contas de cabeça, concluem que irão entrar em cerca de meia hora e colocam-se no fim da dita.



4. Uns 5 minutos depois, no entanto, começam a passear-se ao longo da fila umas miúdas a apregoar a estranha frase "Skip the line!". Algumas das pessoas normais que estão na fila normal questionam a razão de ser daquilo e ficam a saber que, se quiserem passar para a fila dos "chicos espertos", devem comprar bilhetes a elas. O preço desses bilhetes poderá ir de 20 euros por cabeça (se a pessoa tiver ar de italiana, espanhola, tuga ou brasuca), a 45 se as moças entenderem que se trata de alguém dum país abastado. Cuidado loiros!



5. As pessoas normais mandam-nas pastar e continuam na fila, porque era só o que faltava.



6. Uma hora depois, a fila das pessoas normais continua imóvel ou, quando muito, avançou uns metrinhos. Mas já cresceu bastante e vai numa rua qualquer donde nem sequer se consegue ver o museu.



7. As pessoas que estão na fila normal pedem aos acompanhantes que vão lá à frente ver o que se passa na entrada, do género se morreu alguém, se houve um tremor de terra e caiu uma pedra imensa em frente à porta ou se o museu foi à falência e entretanto fechou.



8. É nesta altura que as pessoas da fila normal descobrem que, na entrada normal, não está a entrar ninguém. Que inclusive o porteiro que lá devia estar foi comer, foi à casa de banho ou foi visitar a prima ou a p... que o p... Já a outra fila (aquela dos chicos espertos que compraram os bilhetes às ragazzas) anda que se farta e não há praticamente espera.



9. As pessoas da fila normal ficam perplexas, comentam entre si o que se está a passar e que nunca tinham visto nada assim em parte alguma do planeta. No entanto, as mais honestas continuam a achar que não vão alinhar naquele esquema nem que a vaca tussa e mantêm-se na fila.



10. À medida que a fila avança (pouco e durante horas), as pessoas normais vão vendo inscrições na parede ao seu lado, de outras pessoas que lá estiveram antes e já estavam a ficar, em bom português, f*didas com aquilo. Essas inscrições vão do "only 3 hours from here my friend" até ao desenho duns caralhetes bem torneados.



11. As pessoas normais acabam por concluir que, ou alinham ou não entram no museu, o que depois de ter apanhado um avião e feito milhares de quilómetros é um bocado chato, e lá chamam uma gaja daquelas para lhes venderem um bilhete daqueles que alguém dentro do museu (e que também come uma parte com toda a certeza) lhes orienta para elas venderem cá fora. Conclui-se também que o facto do porteiro passar o dia com ataques de c*ganeira é uma cena propositada para o pessoal desistir de entrar a bilhetes de 15 euros.



12. Quando acabam por conseguir entrar no museu, as pessoas normais já vão com uma neura que só lhes apetece começar a fazer às peças o que o Mr Bean fez à Mãe de Whistler ou pior, pelo que acabam por já não ver nadinha e limitar-se a procurar por um livro de reclamações que não existe porque na Itália não é obrigatório.



13. Quando vão ao museu seguinte as pessoas normais, apesar de muito lhes custar, já nem se põem na fila. Vão directas a uma gaja daquelas e dizem-lhe logo que não dão mais do que 20 euros e que ela se ponha fina.






E é assim que a gente conclui que não faz parte da pior raça de intrujas que há no mundo e fica até a gostar um bocadinho da pátria-mãe. Por outro lado, descobre-se também como é que um mastronço como o Berlusconi consegue ganhar eleições, o que é duplamente didáctico.



E pronto. Mais tarde ensinar-vos-ei a sobreviver em Roma como peão.

10/05/2011

E mais um dia de comemorações da velha tola

O dia de hoje foi pródigo (como é habitual este dia ser anualmente) em momentos inesquecíveis. Do deste ano gostei particularmente de dois:
- Do cavalheiro de bigode que gostou muito de visitar o palácio mas ainda mais da comida que havia em cima das mesas;
- Da pita de aparelho nos dentes que, perante os paizinhos com o pito aos saltos, foi fazer o primeiro ensaio na arte de bem se safar na república das bananas.
Espero que os nossos queridos clientes tenham apreciado tanto como eu. Ou que tenham aproveitado o bom tempo para desaparecer e não terem que ver nada disto, o que fizeram ainda melhor.

10/01/2011

Olá e até amanhã!

Eh pá! Uma pessoa chega do seu passeiozito de férias e dá logo de caras com:
- O Isaltino a jurar a pés juntos que é tão inocente como a virgem Maria;
- O Alberto a continuar a dar jantares ao povo à nossa pala;
- O ministro a ameaçar que afinal nos vai sacar o subsídio de Natal todo para pagar o Jornal da Madeira que é gratuito para o mastronço fazer propaganda.
Estou deprimida, vou dormir.
Já não é hoje que vos conto como sobreviver na terra do sr Berlusconi. Até porque vocês nem precisam. Sobreviver aqui é mais difícil...

9/16/2011

Adivinha do dia: E quem é que agora vai pagar os buracos deste queijo?



Pedido



Queria aqui pedir ao Lingerie-Restaurante nos Carvalhos que parasse de me mandar vouchers a não ser que eu possa lá ir de tupperware buscar o tacho e comer em casa com a malta. Estar a jantar rodeada de gajos ou gajas ou lá o que é em cuecas... é uma cena que a mim não me assiste. Pode ser?

9/14/2011

Isto é para não dizerem que eu sou parcial

Hoje vi, no debate quinzenal da AR o Pedro Passos (perdão, o Dr. Pedro Passos, o tempo que cada um anda para acabar um curso sem fazer um caraças não quer dizer nada), a defender que "a reavaliação do processo Parque Escolar não colide com a qualidade na educação" e achei logo que ele estava certíssimo! Não se pode colidir com coisas que não existem!

9/13/2011

Há dias em que é assim, a gente vê a luz!



É que tenho sido mesmo estúpida! Ando há quase 40 anos a repetir dietas constantes que me dão cabo da paciência, da sanidade mental e me fazem ter sonhos molhados com pratalhadas de batatas fritas, quando a solução afinal é simples como o dia: Comprar cinco anéis redutores destes que vendem na revista que estava hoje na minha caixa de correio!



Pronto, eu sei que se andar com isto assim fico a parecer um industrial de panificação recém- regressado da Venezuela ao fim de 25 anos de grandes êxitos no negócio do pan de jamon... mas posso sempre usar umas luvas por cima e fazer a cura de emagrecimento no inverno!



E ainda se pode adquirir, na mesmíssima revista, maravilhas como um fantástico corrector de joanetes por 9,90€ ou um baton para cabelos brancos e buços por 17,90€.



9/12/2011

Este post é só para o mulherio, um gajo jamais irá entender a profundidade da coisa

Há uma coisa com que eu fico parva, mas mesmo parva a olhar: A velocidade com que a gaja do anúncio Tampax com aplicador mostra que não precisa de tocar com as mãos no tampão! F*da-se, a mulher é um portento e devia ser elevada à categoria de Houdini no feminino. Não só pela velocidade com que o faz mas por conseguir-se manter direita como um militar soviético em parada enquanto o faz. E ainda nos falta saber se ela está ou não com as cuecas vestidas porque essa parte não mostram! Sim, meninas, que nós bem sabemos que aquela m*rda não é nada do outro mundo para enfiar, sobretudo se comparada a certas coisas que a gente vê por aí em curtas-metragens de certos sites, mas também não é assim! Há um requisito mínimo que é abrir as pernas e abaixares-te, nem que seja só um niquinho! E então se tivermos em conta que é uma coisa que não se faz em público mas sim trancada numa casa de banho, muitas vezes pública, muitas vezes sem ter onde pendurar o raio da carteira e muitas vezes com uma papeleira ao lado cheia de papel higiénico usado até acima sem a gente saber para onde é que há-de atirar o raio do aplicador e a ficar com aquilo na mão a olhar para todos os lados em desespero... Fogo, por falar nisso, onde é que ela mete o aplicador? É uma Houdini, está visto!

9/10/2011

Cheira-me que só não acerto nos números do euromilhões!



Na edição desta semana da revista Única, Nuno Crato diz que tem tido surpresas todos os dias. Deixa-me adivinhar qual foi a primeira: Que na verdade não é ele o ministro da educação mas sim editores e livreiros, sindicatos e outros interesses vários. E todos a c*gar-se para os tais alunos de que falam como sendo a coisinha mais importante que anda para aí a sentar o rabo nas cadeiras das escolas. Acertei?

Acho que as teorias de Darwin têm qualquer coisa a ver com isto.



Vi há dias na televisão, esse objecto de perdição das massas, a notícia de que os agricultores vinícolas, em desespero devido a medidas tomadas pelo governo/troika, se manifestavam na rua de forma pouco habitual neste povo carneiro. Como sempre tolheu-se-me a alma a pensar o que irá ser disto tudo no futuro. A dor de tanta gente a passar mal e a não ter com o que viver já passa por todos, a uns na pele e aos que restam, na empatia, que é aquela coisa que nos faz sofrer a dor dos outros e de que quase todos, acho eu, ainda somos capazes.



Até que ouvi uma senhora idosa, chorosa, a perguntar ao repórter "de que vale andar a pagar 50 euros aos homens e 25 às mulheres para fazer a vindima para no fim não ter nada?" Primeiro pasmei e depois reflecti: Ainda estamos nesta fase??? Na verdade, não será melhor acabar com esta raça como se faz numa desratização? Custa. As ratazanas também sofrem. Mas depois fica tudo tao mais limpo e respirável...