1/15/2012

A pólvora seca

E eis que, depois de descobrir que é permitido por lei uma empresa criar franchisados (tem é que querer, ter condições para isso e achar que é vantajoso), Álvaro Santos Pereira teve mais um raio de inspiração que lhe insuflou a ideia peregrina de que os trabalhadores devem descontar nas férias os dias em que fazem ponte. Aliás, esta última ideia é tão boa que já estava a ser praticada há anos, tanto no público como no privado!
O homem é um génio!

1/13/2012


Preciso de saber se algum dos estimados clientes da padaria é maçon. Eu sei que é segredo mas sou uma rapariga discreta e prometo não contar a ninguém. Pode-me mandar só um e-mail com a frase "eu não pertenço à maçonaria mas já fui a umas reuniões sem querer" e aí eu já percebo.
A questão é a seguinte: Estou a precisar de arranjar um tacho e constou-me que para isso é preciso ter amigos na maçonaria. Não é preciso pertencer mesmo àquilo mas pronto, ter uns amigos que pertençam. E ir a umas reuniões. E isso eu faço na boa porque tenho muita prática em reuniões de tupperware por causa duma vizinha minha que vende. É só ficar ali a fazer de conta que estamos muito interessados mas de boca calada senão ainda acabamos por comprar uma taça para bolo ou uma caixa para esparguete. Também dizem que é preciso ir a uns jantares. Isso ainda melhor, embora não esteja muito habituada porque só me convidam para sardinhadas no pinhal daquelas que fazem os meus primos avec's quando vêm cá em Agosto. Mas sei o básico. Sei que a malta fina quando vai aos morfes não come com a mão, nem pede para pôr os restos num saco para levar ao cão (mete à socapa na carteira) e só arrota quando há muito barulho. Por isso estou à vontade. Também já me informaram que para ter um tacho porreiro não é preciso ter um QI muito elevado nem saber fazer nada especialmente bem. É só preciso ter lata para pôr as culpas nos outros quando a coisa correr mal.
Por isso, queridos clientes, podem vir à confiança que eu não vos deixo ficar mal.
Palavra de Rosarinho.
Fico a aguardar.

1/12/2012

A revolta dos pastéis de nata

E assim foi. Passámos um dia a pagar a 230 palhaços para eles conversarem sobre pastéis de nata. Mas pelo menos enquanto fazem isso não se metem na droga porque os ordenados que a gente lhes dá dão para muita coca.

1/05/2012

O maior estendal

Foi preciso o escândalo dos implantes da PIP para a gente ter uma noção de quanta mama falsa anda por aí. Só da PIP são 4000... fora as outras marcas.
Agora isto é só uma ideia: Este povinho gosta tanto de bater recordes do guinness, será que juntando aquilo tudo se conseguia bater o recorde do maior número de peças de roupa m*rdosa para dar aos pobrezinhos que  orgulhosamente conseguimos hoje?

1/04/2012

Smells like Torquemada spirit

Aqui ao lado, Mariano Rajoy diz que quer "extirpar a podridão da legislação laica", que é como quem diz voltar a proibir o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.. Ui! E quando é que se pode começar a fazer queixa dos vizinhos por heresia? Cheira-me que isto vai aquecer! Olé!

1/03/2012

His master's voice

Foi bonito ver hoje nas notícias os senhores jornalistas a dizer que o preço dos medicamentos baixou mas os portugueses só vão dar por ela daqui a três meses. É de artista substituir a informação "o preço dos medicamentos vai baixar mas os farmacêuticos têm três meses para esgotar o stock existente ao preço actual" por "os portugueses são tão lentos que demoram três meses a dar com uns trocos no fundo da carteira": Ainda havemos de concluir que a culpa é do Sócrates e das novas oportunidades.

WTF?!

A experiência adquirida em anos de marcação de férias pela internet levou-me a não dispensar a leitura de comentários dos utilizadores anteriores. Só que se às vezes esses comentários são úteis, outras são só giros.Como por exemplo o senhor de Coimbra que disse, a respeito dum hotel em Nova Iorque que, "os empregados deviam ter mais tacto na hora do check-out". O que raio quer dizer isto? Que depois de pagar a conta levou um chuto no cu com demasiada força? Ou que preferia ter levado uma "nalgada"? Seja como for, pelo sim pelo não já não vou para lá. Não sou adepta de práticas perversas.

1/02/2012

O tal cisco no olho

Só queria notas de 500 como gajos que hoje criticaram o senhor da Jerónimo Martins por falta de amor a Portugal e já alguma vez na vida aceitaram intrujar o fisco nem que fosse a pagar um arranjo mais barato na oficina sem factura para escapar ao IVA!

12/31/2011


Pois foi queridos clientes, 2011 foi um ano bera. Bera demais para ser verdade.
Não foi só o S. Pedro ter-se chateado com a malta e desatar a mandar água em quantidades descomunais para o Brasil, para a Austrália, para o Japão embora noutro formato... Não foi só assistirmos a duas (duas!) campanhas eleitorais de onde saíram duas ricas peças que tiraram o ano para nos amolar a vida... Não foi só assistirmos àquelas tristes manifestações a que alguém chamou primavera árabe e já sabermos de ginjeira como é que acabam essas coisas aqui que não usamos burkas, quanto mais lá!... Não foi só o número anormal de idosos que morreram em casa e ninguém deu por falta... Não foi só termos que levar com o Strauss-Kahn a ser tristemente agarrado por onde os palermas dos homens são mais facilmente agarrados e haver quem levasse aquilo a sério... Não foi só a novela macabra do Carlinhos Castro... Não foi só o imposto extraordinário e a promessa de mais e pior para o futuro... Não foi só termos caído todos sem contar num buraco gigante algures na ilha da Madeira... Não foi só os gregos a fazerem-nos uma demonstração do que nos espera... Não foi só mais um amigo do Sr Aníbal a contas com a justiça por pantominice e, fantástico, por homicídio!... Não foi só a morte alive and kicking de Khadafi, com laivos de epopeia heróica, depois de lhe termos andado todos a lamber os t... Não foi só a cena patética dos norte-coreanos histéricos no funeral dum bronco... Não foi só a cambada de asnos que saiu vitoriosa com a patacoada do acordo ortográfico...
Foi isto tudo mais a ameaça de para o ano ser pior. É galo!

12/26/2011

The others

Há uma família de portugueses que vai ser expulsa do Canadá no próximo dia 29. Pai, mãe e criancinhas. Não nos apercebemos se há ou não sogros em stock. Os autores da notícia de televisão fazem questão de frisar que as vítimas nunca viveram de subsídios do estado desde que lá estão, naquela demonstração de pequenez que faz com que para um português o acto de trabalhar seja digno de registo. "Cabrões!" - apetece-nos logo gritar, como se os canadianos não fossem iguais a nós com a única diferença de que lá o estado expulsa mesmo os estrangeiros que não andam na linha e aqui não. Atire a primeira pedra quem nunca desejou, nem que fosse só com os olhinhos, a extradição dum arrumador de carros ou dum carteirista.
Mas voltando à vaca fria que é a família de portugueses no Canadá, à medida que a notícia se desenvolve ficamos a saber que são emigrantes ilegais, que o patriarca já foi detido e não deve ter sido por ajudar velhinhos a atravessar a estrada e que pediram ao estado canadiano o estatuto de refugiados e depois o de asilados políticos, ambos obviamente recusados. Desconhecemos os argumentos que utilizaram para isto, gostávamos de saber quais foram mas assim à cabeça parece-nos que a troika não serve e nem mesmo a dupla Passos/Cavaco.
O que o estado canadiano está a fazer é, no fundo, o que todos nós gostávamos que o estado português tivesse t****** para fazer. Problemas já temos nós de sobra.

12/19/2011

Loooong lives the kim

As repúblicas são sempre (embora umas mais do que outras) monarquias mimetizadas pela populaça que ousou tomar o poder. Na Coreia do Norte, uma das verdadeiras caricaturas que ilustra esta tese de modo exemplar, o príncipe da sucata Kim Jong Un, vai tomar o trono do rei da sardinha assada, Kim Jong Il.