Oh Baby! I love you like shit!
Programa para hoje
Há 6 dias
Nos tempos em que via a minha bisavó a falar com a televisão ainda não me interrogava sobre isto porque nesse tempo, do alto dos meus 6 anos de idade, sabia que era impossível alguma vez me acontecer o mesmo. Não o falar com a televisão, claro, pois esse era um objecto que eu dominava completamente. Nem sequer vir a achar estranho que ela ganhasse cores ou um número impressionante de canais para escolher. O que eu só muito mais tarde me comecei a perguntar foi quando é que a vida nos ultrapassa. Qual é o momento em que sentimos que alguma coisa está irremediavelmente fora da nossa compreensão. Aquele primeiro momento em que caminhamos para actos que farão os mais novos olhar para nós como peças de museu que vivem num tempo distante e a preto e branco.
Hoje é só para dar umas palavrinhas ao Dr. Aguiar Branco porque pronto, nós aqui na padaria somos amigas e isso.
A prova acabada de que o povo português é mal intencionado e sobretudo difamador são os recentes boatos sobre a contratação que o ministro Paulo Portas terá feito dum motorista brasileiro, massagista de profissão, de 21 anos de idade e ao que dizem com tudo no sítio, a ganhar à volta de 2000 euros por mês. As más-línguas chegam ao ponto de afirmar que, depois contratado, foi preciso esperar alguns meses até que o tal motorista pudesse iniciar funções porque... ainda andava a tirar a carta.
Era uma vez um tipo, que por acaso até era um príncipe e por isso usava collants por baixo duns calções de folhinhos e uma capa, que andava à procura duma gaja para casar, mas como era muito esquisito só queria uma que tivesse certas qualidades. Ao contrário dos outros homens todos (talvez por ser príncipe), não queria uma que soubesse cozinhar, nem uma que tivesse boas pernas, nem uma que lhe dissesse que sempre que sim. Este gajo queria uma mulher que conseguisse adivinhar que no meio duma porrada de colchões estava uma ervilha, assim do nada e sem ninguém lhe dar nenhuma pista. À volta dele toda a gente parecia perceber a lógica daquilo, ou pelo menos agia como se percebesse. Talvez porque naquele tempo dos collants e das capas fosse perigoso dizer a um príncipe que estava passado dos cornos. Quem estava a ler a história, no entanto, não percebia nada e até lhe apetecia ir à loja trocar o livro por outro que fosse mais giro.