3/29/2011

Publicidade enganosa

Hoje no intervalo do almoço, no centro comercial, passei por uma perfumaria que anunciava na montra, com grandes parangonas, um produto capaz de conferir super-poderes aos utilizadores. Como estava um nadinha atrasada e ainda tinha que ir para o emprego a pé, resolvi entrar e perguntar se aquilo me permitiria deslocar-me cerca de 500 metros à velocidade dum raio. Se não fosse assim muito caro compensava. Disseram-me que não. Paciência. De qualquer maneira podia ser que me servisse para qualquer outra circunstância. Perguntei então quais eram os super-poderes que aquilo conferia. Voar? Emitir um grito capaz de partir todos os vidros num raio de 2 km? Ficar transparente? Às vezes adorava ficar transparente, embora outras vezes sinta que o estou de facto sem me dar jeito nenhum. Gostava de poder controlar isso melhor. Mas também não. Explicaram-me então que, na verdade, aquele produto não confere qualquer super-poder, é só uma frase publicitária. Então aí eu descobri tudo. Aquele outro produto que tinham andado a anunciar umas semanas antes como tendo "a força de cem molhos de brócolos jovens" também devia ser aldrabice. Ainda bem que a ideia de ter a mesma força de cem brócolos não me tinha excitado por aí além senão tinha ficado decepcionada. Agora, os super-poderes!... Isso sim, tive pena.

3/27/2011

3/26/2011

Aberto o banco de apostas


Eles vão ou não vão atrás da cenoura?
Não estou a falar do guru, claro. Esse já se sabe que vota no PCP.

3/24/2011

Alegrai-vos, que o governo caiu! (Mas vão encostando o cu à parede...)


"O governo caiu! Viva!" - urra o maralhal em êxtase. Até aqui tudo bem. Ou não, consoante as simpatias pessoais. Eu, pessoalmente, continuo a achar o Sócrates dez vezes mais giro que o Passos e milhentas vezes mais giro do que o Portas mas isso são gostos e não se discutem. Eu sei que ainda há mais dois na corrida ao podium mas, convenhamos, não contam para nada. Já se viu que o Sr Aníbal está a cozinhar um novo governo em que o PS vai ter que distribuir os tachos entre si, o PSD e o CDS. O que eu acho fascinante é a leveza com que a malta acredita que se fechou uma página, seja lá do que for, e se vai abrir outra. A candura com que as pessoas acreditam que o próximo governo vai deixar de lhes ir ao bolso é duma beleza quase lírica. Será assim tão difícil perceber que não há dinheiro nenhum e não? Que se houvesse, governo algum ia cortar nos salários e nos abonos de família sabendo que isso lhes ia custar aquilo que eles mais amam na vida: Votos? Porque é que acham que o Passos já foi avisando que vai subir o IVA até aos 25%? Porque torna mais fácil fazer as contas e ele é fraquito em matemática? Esqueçam! Nos próximos tempos só vai haver dinheiro para uma coisa e essa coisa é campanha eleitoral. Calendários, canetas, bonés e t-shirts pagas com aquilo que a gente ainda vai conseguindo tirar do cu com um gancho. Isto porque eu aposto o que quiserem em como nem o FMI nem este povo ajericado e mais preocupado com o Benfica do que com os buracos onde o metem vai ter coragem para dizer à cambada de políticos que nos papam todos os dias que se querem brincar... brinquem com a pilinha!

Vão por mim!

3/22/2011

Estou frustrada!


Estive hoje a tentar tirar uma foto a um pato na ria e o cabr*o só se esfregava! Não consegui apanhá-lo sem parecer um pato sem cabeça pronto para ser depenado!

Ainda por cima, o conceito de pato depenado faz-me lembrar qualquer coisa relacionada com o que se vai passar amanhã na assembleia da república.

3/20/2011

...

O congresso do CDS deste ano teve uma grande novidade: Não foi em Aveiro.
Também não teve porrada, mas isso não foi novidade porque acho que no ano passado também não tinha havido.

3/19/2011

Modernices

Pá, ontem cheguei a casa toda porreira à espera de me esticar um bocadinho no sofá a fazer que via o preço certo, o portugal direto ou qualquer outra porcaria dessas que eles nos esfregam no focinho a essa hora e, quando liguei a televisão, apareceu-me uma mensagem a dizer que tinha sido detectada uma alteração de software e a perguntar se eu queria fazer a alteração. Como só aparecia a opção de OK eu entendi que a pergunta era "Queres fazer ou queres fazer?", e então fiz. Depois de uns dois minutos sem acontecer nada achei que já tinha escangalhado aquela m*rda toda e toca a desligar a televisão e a voltar a ligar a ver se acontecia alguma coisa. Dessa vez a parvalhona já me perguntou se eu tinha a certeza que queria abortar. Ora eu que nem grávida estou e até sou contra o aborto, achei logo que aquilo já estava a ser abuso de confiança e disse que não. Até porque não podia dizer mais nada, que estes aparelhos só aceitam respostas de "Não" ou "OK" e não são gajos para entrar em diálogo connosco olhos nos olhos. Aí, a gaja disse que então sempre ia fazer a actualização do software e dessa vez é que eu reparei que, apesar de não estar a acontecer nada à vista desarmada, a box parecia uma maluca com luzinhas a piscar e palavras sem nexo a aparecer assim do nada. Então pensei, "Afinal a p*ta tem um plano qualquer, talvez seja melhor deixá-la acabar e depois já vejo". Só que ao fim duns dez minutos ainda estávamos na mesma. Eu de pé feita parva com o comando na mão à espera e a box a passar-se. Até que passado algum tempo, milagre, apareceu qualquer coisa. Só que era uma porcaria dum menu qualquer para sintonizar os canais um a um. Cum carago, aquela m*rda, entre iates, poker, novelas, notícias e outros sobre coisa nenhuma, tem mais canais do que eu tenho cuecas na gaveta, e acreditem que tenho bués porque já de há uns anos para cá fiz a promessa de que sempre que estivesse com a neura e tivesse que ir às compras contra a minha vontade, não compraria mais do que um par de cuecas. Adiante. Comecei a fazer OK a todos os canais e nunca mais saía dali, até que a gaja desistiu ela própria. A cabra devia-me estar a testar a paciência, só pode, mas não teve sorte nenhuma. Toma! Só que a seguir apareceu-me outro menu para escolher se queria os canais de pé ou deitados. E a seguir outro para escolher se queria o ecran expandido ou encolhido. Depois outro para isto, outro para aquilo, depois mais um aviso a dizer para esperar porque a locutora da RTP1 tinha ido mudar o penso e mais não sei quê... Até que finalmente aquela porcaria se acalmou e começou a transmitir programas normalmente que era isso que eu queria desde o início e foi para isso que a comprei. Só que entretanto já era hora de ir fazer o jantar e eu tinha desperdiçado o meu intervalinho de sorna em que habitualmente ligo a televisão e olho um bocadinho para o lado de dentro das pálpebras, de pé com um comando na mão a discutir palermices com uma televisão estúpida. Que saudades do tempo em que uma televisão só sabia mesmo ligar-se, desligar-se e avariar! Chiça!

3/16/2011

Ainda bem que o homem voltou a ganhar as eleições

Hoje mesmo, o Sr Aníbal afinfou-se com esta: Disse aos jovens que se "empenhem em missões e causas essenciais ao futuro do País com a mesma coragem, o mesmo desprendimento e a mesma determinação com que os jovens de há 50 anos assumiram a sua participação na guerra do Ultramar".
Fiquei confusa. Por um lado achei que ele estava a reinar, tipo a dizer à malta que continue mas é nas imperiais e se cague para missões e outras m*rdas tidas como importantes, até porque todos sabemos (e até ele deve saber) que há cinquenta anos, os jovens mobilizados para a guerra ficavam tão entusiasmados como se tivessem sido convidados para se atirarem a um poço amarrados de pés e mãos. Depois pensei melhor. Na! Um gajo destes, que a piada mais gira que consegue mandar voluntariamente é que tem um jipe cheio de decretos para ler, devia estar a falar a sério! E estava mesmo. Agora a pergunta é: O que seria de nós sem este cromo?

3/13/2011

O Passos é coleccionador!


Tive uma ideia!

Tive uma ideia e acho que ela é a salvação da pátria. Por isso, antes de patentear, venho aqui partilhar com os clientes. Vamos acabar com as eleições à borla. Só dão prejuízo e não têm popularidade nenhuma porque já se viu que a malta prefere ir à volta dos tristes ou ficar no sofá a arrotar o almoço de que ir votar. Está visto, nós não valorizamos o que nos dão à borla, tem que ser a pagar. A partir de agora vamos para o voto por chamada telefónica como no festival da canção, com a opinião do público a valer 50% e a dos deputados outros 50%. Além de muito mais justo e permitir uma verdadeira democracia participativa, passa a ser muito mais emocionante pois pode haver grandes reviravoltas nos minutos finais. Vejamos por exemplo a moção de censura do bloco: Os deputados decidiram que nim. Pronto. Agora imaginem aquilo em directo na televisão e uma apresentadora gira a anunciar que "a partir de agora os senhores telespectadores podem votar! 760100301 se concorda com a moção, 760100302 se não concorda com a moção." e depois outra também gira (isto para os gajos, claro, que são sempre mais preguiçosos) lá dentro na green room a entrevistar os candidatos: "Olá Engenheiro Sócrates! Diga-me lá, está nervoso?" - e ele - "Claro, claro, estes momentos são sempre de nervoso miudinho mas o júri distrital já nos deu a vitória e estamos confiantes!" - E entretanto vinha outra vez a apresentadora anunciar que já tinha acabado o tempo para telefonar e chamava um gajo ao palco daqueles que ganharam o concurso no tempo dos fenícios, tipo o Ramalho Eanes (é sempre giro), para abrir o envelope e revelar o resultado.
Digam lá, era ou não era muito mais baril?

3/11/2011

E mais uma vez com o patrocínio do nosso cliente Fernando Neves!... eu continuo sem trabalhar.

Decorria o Ano de 1994. Vicente Jorge Silva, então director do Público, escreveu um editorial no qual apelidava os jovens de Geração Rasca.

Sem o saber, Vicente Jorge Silva estava a fazer história, uma história de cordel e manjerona (um misto de literatura de cordel com as Guerras do Alecrim e Manjerona) e tal como no livro de António José da Silva, o desfile carnavalesco, tantos anos depois, está ainda longe do seu fim.

Embora não pareça eu também já fui jovem, revoltei-me contra o sistema e escrevi nas paredes! (entre outras coisas)


Posto isso, passemos ao que interessa.

No próximo Sábado, vai realizar-se em Lisboa um cortejo, que tem o nome pomposo de Manifestação da geração “À Rasca”. Tendo em conta que o acto de nos podermos manifestar em Portugal é um dos muitos direitos que foram conquistados com o 25 de Abril de 1974 (coisa que muitos jovens não fazem a mínima ideia do que é, e o que significa), nunca liguei muito a este acontecimento, não ligava…até à última Segunda-feira, altura em que me foi dado a ver numa televisão qualquer, uma entrevista efectuada a uma jovem licenciada em comunicação social e que fazia parte do grupo de jovens que, abusivamente interrompeu uma realização partidária na Cidade de Viseu.

Descrever as palavras da jovem “desempregada” seria um exercício de puro masoquismo e atentado aos nobres desígnios do próprio 25 de Abril e como tal, vou-me abster de as comentar, mas tão inocentes palavras fizeram-me ler mais sobre o assunto e quiçá, ponderar sobre o acto de resistir, manifestar e reivindicar (isto, associado ao facto do Sporting ter 6 (!!!) candidatos à presidência)



Vamos por partes.

Hoje em dia, é “bem” dizer-se mal do Governo, dos políticos, dos “ricos e poderosos” deste País. Hoje em dia o pensamento dominante, aquele que é vinculado por quase toda a comunicação social, é o de que “isto” está por um fio.

Num dia diz-se (e jura-se a pés juntos) que Sócrates vai à Alemanha rastejar aos pés de Angela Merkel e esta vai anunciar-lhe do alto daquele seu ar seráfico, que Sócrates vai mesmo ter que ir para a Portela receber os Srs.

do FMI. Para Manuel Maria Carrilho e Pedro Santana Lopes só faltou dizer a que horas chegava o avião, mas Marcelo Rebelo de Sousa, que deve ter acesso directo à Chanceler Alemã, quase que descreveu “tim-tim por ti-tim” o teor das conversas. Bem, não só foi mentira, como Sócrates acabou por proferir uma das frases mais marcantes dos últimos tempos, “"O meu país tem oito séculos de história, o meu país não é subserviente com ninguém, só é subserviente com o seu povo e com aquilo que o povo tem a dizer", disse Sócrates, em resposta a uma pergunta de um jornalista português, na capital alemã.”

Ouviram alguém falar sobre esta tomada de posição do primeiro-ministro português? Claro que não!

Tanto quanto sei, Miguel Sousa Tavares não é apoiante deste Governo ou do partido que o suporta. As suas posições públicas têm-no demonstrado. Recentemente, MST emitiu a sua posição sobre o tão falado movimento “À Rasca”, a qual não é coincidente com a do pensamento dominante e…aqui d’El Rey que o homem é analfabeto, é estúpido e está “feito” com o sistema!

E o que dizer de Luís Figo, que em menos de um remate à baliza passou de bestial a besta?!?!?!?! Aliás como se sabe, aquele que muito justamente foi considerado como um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos (por acaso não foi nomeado melhor jogador do Mundo??? Tenho ideia que sim!) com uma carreira brilhante a todos os níveis não só em Portugal (e que por acaso - mas só por acaso - foi no Sporting) como nos melhores clubes Mundiais, é rapaz de grandes necessidades económicas. Aquilo é rapaz para ter que pedir emprestado para conseguir pagar a renda da casa todos os meses!! E tudo isto porquê? Não deve ser por estar casado com uma mulher lindíssima, nem por fazer tantas campanhas de publicidade que deve ter dinheiro para comprar toda a dívida pública portuguesa! Será por se ter lembrado de fazer uma Fundação para ajudar quem mais precisa? Ou será que foi por ter dito o que pensava e esse pensamento não estava de acordo com o pensamento dominante?!?!?!?!?!

Mas porque é que esta gente pensa??????

Só tinham que fazer como a rapariga que invadiu a tal realização partidária e que segundo as suas palavras, representava os outros todos da “Geração à Rasca”

NÃO PENSEM!



Sinceramente, assusta-me uma geração de catraios que fala sem saber o que diz e que levantam o nariz com o ar mais empertigado deste Mundo e que, pior ainda, não aceitam opiniões contrárias. Que Francisco Louça use e abuse dessa figura de estilo, desse modo de ser, está no seu direito, afinal de contas é esse o seu papel, o de ser um eterno jovem imberbe que se recusa a crescer e a reconhecer que nem todos os meninos querem brincar com os seus berlindes.

Sinceramente, assusta-me o papel de certos jornalistas que se transformaram com o tempo, nas prostitutas mal pagas de certa classe politica.

Preocupa-me um País que não pensa.

Preocupa-me um País que acha que só tem direitos e não tem deveres!



No próximo Sábado algumas cidades do País vão ver passar o cortejo. Alecrim e Manjerona vã lá estar, bem como apoiantes do PNR do Bloco de Esquerda e do PCP.

Uma vez mais os jovens foram “comidos” pela tal classe politica que tantos receiam, a não ser que por detrás da organização desta manifestação estivesse (ou está) um grupo político e não um grupo de jovens. Mas isso não pode ser pois não?



P.S: Já agora um conselho aos jovens que querem emitir a sua opinião:

1 – Façam-no democraticamente, respeitando a opinião e a vontade dos outros

2 – Se querem ser ouvidos, inscrevam-se num Partido político, seja ele qual for

3 – Participem activamente na vida cívica deste país. Há mais vida para além dos Festivais de Verão!

3/06/2011

Camaradas, pá!


Gastei ontem 60 cêntimos mais IVA a 23% para ajudar a avacalhar de vez com essa palhaçada onde um conjunto de emproados quer fazer crer à nação que percebe de música de cólidade e que escolher uma canção para representar a choldra no Festival da Canção é uma tarefa séria e importante.

Dou por bem empregue.

3/04/2011

Mais um episódio no país de brincadeirinha

Ainda bem que os jovens deste país vão poder continuar usufruir da disciplina de área-projecto! Não sei o que seria deles sem essa m*rda, de que toda a gente, incluindo professores, ainda há pouco tempo dizia mal.

3/03/2011

Política? Um "rais" a parta!

"Uma mulher prepara-se para concorrer às presidenciais no Afeganistão" - dizem eles nas notícias como se isso fosse uma coisa do outro mundo. Não é. É precisamente nestes países que as mulheres mais se empenham politicamente. Porque, ao contrário de nós, precisam de se afirmar numa cultura viril. Por outro lado nós somos o produto duma sociedade em que os políticos se esforçam por nada fazer para não se comprometerem, e a "actividade" de nada fazer só serve, por temperamento, para os homens. As mulheres precisam de ver o resultado do que fazem. Seja governar, seja um paninho de crochet. Na política não é possível. E já que o feminismo, na prática, já não é necessário, para quê chatearmo-nos a entrar numa vida em que é preciso lamber botas e fazer reuniões inúteis para decidir quando e como havemos de fazer outras reuniões ainda mais inúteis? Nós já fazemos o que nos apetece, ninguém nos obriga a usar véus nem nos apedreja se formos adúlteras. Um rais parta a política!