6/16/2007

QUAL É O PROBLEMA?


Há gajos que nunca estão bem com nada, fónix!

Queres ver que não está fresco? Se não estivesse fresco, o bicho estava vivo, era?

E não está lavado? Parece-me até muito lavadinho!

Ok, traz brinde e não dizia nada na embalagem. É isso?

6/14/2007

EU DECLINO, MAS PODE SER QUE ALGUÉM QUEIRA

Recebi um convite para uma “Bondage Party”. Como sou uma rapariga simples da probíncia e não sei o que isso é, fui ver ao dicionário. Ora, lá diz que bondage é cativeiro e party é partido, por isso deve tratar-se de um novo partido, o Partido do Cativeiro. Sendo assim era só o que me faltava. É que é já a seguir! Logo eu, fervorosa adepta da liberdade que quando era cachopa até sabia de cor aquela música da Ermelinda Duarte!
Também não gostei do símbolo do partido, embora desconfie que vai ser capaz de angariar muitos votos ao povo, porque tem muito impacto ao nível da pissique.

Apesar de tudo, é um partido muito original porque até tem um Dia do Casal, onde as pessoas vão para manter a chama viva num private dance a três. Cá para mim, três é poucochinho para um comício, mas pronto, o CDS também os faz pouco maiores e está aí cheio de força. O que é preciso é começar por algum lado.

6/13/2007

PRONTO V******, AGORA JÁ SABES

- Olha, tu que és muito dada a essas coisas da internet e isso, diz-me uma coisa.
- Se eu souber…
- Sabes quem é a Didas do Farinha Amparo?
- Quem?!
- Do blogue. Farinha Amparo.
- Sei lá!
- Oh! Não conheces?
- Não!
- É uma gaja daqui. Dá ideia que trabalha numa ****** aqui da zona.
- Ai é?
- É. Deve ser uma gaja que não se dá com ninguém!
- A sério? Porquê?
- Pelo que escreve. Parece que está sempre de mal com o mundo. Passada de todo.
- Não conheço.

6/12/2007

E ISTO QUER DIZER EXACTAMENTE O QUÊ?

Não namores os franceses
Menina, Lisboa,
Portugal é meigo às vezes
Mas certas coisas não perdoa

Vê-te bem no espelho
Desse honrado velho
Que o seu belo exemplo atrai
Vai, segue o seu leal conselho
Não dês desgostos ao teu pai

Lisboa não sejas francesa
Com toda a certeza
Não vais ser feliz
Lisboa, que ideia daninha
Vaidosa, alfacinha,
Casar com Paris
Lisboa, tens cá namorados
Que dizem, coitados,
Com as almas na voz
Lisboa, não sejas francesa
Tu és portuguesa
Tu és só pra nós

Tens amor às lindas fardas
Menina, Lisboa,
Vê lá bem pra quem te guardas
Donzela sem recato, enjoa

Tens aí tenentes,
Bravos e valentes,
Nados e criados cá,
Vá, tenha modos mais decentes
Menina caprichosa e má

ESTAMOS EM JUNHO

Está na altura de nos lembrarem como estamos gordíssimas e como temos que comprar todos os cremes e todas as águas com fibras e todos os comprimidos e aparelhos de tortura vários.



Felizmente odeio praia.
Puta que os pariu a todos.

6/11/2007

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES, DAS COMUNIDADES E DA BATATA

Olá queridos e queridas, hoje vou dedicar a minha crónica, como não podia deixar de ser, ao Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades. E nada de me virem chatear a cabeça porque foi feriado ao domingo! Cambada de malandros!
Vou aproveitar para esclarecer o que é, afinal, este dia. Aproveitem que eu não duro sempre.

Ora, antes de mais nada, este dia era designado, antes de 1974, pelo “Dia da Raça”. Depois mudou de nome para aquele que eu já disse lá em cima, não sei porquê, mas acho que era porque nunca chegaram a acordo que raça era essa. Se era charolesa, arouquesa, mertolenga… Há uns gajos que até hoje pensam que era a raça Pitbull e que por isso neste dia desatam por aí a morder a torto e a direito. Ainda ninguém lhes explicou, o que está mal. De qualquer maneira são poucos, por isso, adiante.
Ora bem, Portugal, já sabemos o que é. É isto aqui onde a gente mora e acaba para Este e Norte onde se começa a falar muito alto e com gestos. Mais umas ilhas que só dão despesa e chatices (umas mais que outras) e as Berlengas. Quanto a isto estamos arrumados.
As comunidades também sabemos o que é. É aquela maralha que aparece nas emissões do estrangeiro do Portugal no Coração e nos jogos de futebol, e que em Agosto vêm cá fazer casamentos e buzinam muito. Depois bazam.
Camões já é mais difícil. Este bacano tem mudado de personalidade ao longo dos tempos conforme dá mais jeito mas basicamente foi um gajo com jeitinho para rimar, pouca vontade de puxar pelo coirão e aquela habilidade genética para lamber as botas ao patrão. Ao que se sabe, tinha na mão o tolinho do Sebastião, aquele que foi para Alcácer-Quibir fazer aquilo que hoje se faz com estádios de futebol e aeroportos, ou seja, esbanjar o pouco que há, e que como todos os políticos ainda hoje, adorava ser bajulado. Por isso, foi-lhe fácil subir na vida dentro da corte (uma espécie de assessor cultural da época), onde tinha uma rica vidinha, bastando-lhe para tal alinhar uns versos sobre como somos todos tão bons que até os deuses ficam banzados com a gente. O costume. É como quando a Fátima Lopes vai fazer um desfile de moda a Paris, fica para o último dia, só lá está a família e os amigos a assistir mais as senhoras que já andam a fazer a limpeza para desmontar a barraca, e aqui nas notícias aparece como se já mais ninguém no mundo quisesse vestir outra coisa que não fosse os trapos dela.
Tirando isso, eu acho que o Camões, apesar de não ter ganho o concurso, merece ter o nome no feriado mais importante da choldra. Primeiro porque algo me diz que ele havia de gostar de feriados, depois porque, coitado, já foi usado para tanta coisa sem saber, incluindo ficar com a fama de ser tão desastrado que ficou sem um olho a pegar numa bandeira, que merece. Até perfumes baratuchos já ajudou a vender. Está mal.

Mas pronto.
Vou só finalizar com uma achega pessoal a este dia. Eu estive aqui a matutar sobre estas cenas todas e cheguei à conclusão que o maior símbolo nacional, apesar de tudo, é a batata. Se dependesse deste povo, tudo estaria repleto de batatas. Nunca ouviram dizer, queridos clientes, que alguém devia estar a “cavar batatas”? É isso. Depois de muito pensar, eliminei o galo de Barcelos, a Nossa Senhora, o fadinho e ficou a batata. Porque neste país, se alguém escreve um livro, devia era estar a cavar batatas. Se é funcionário público, devia era estar a cavar batatas. Se canta, dança ou actua, devia era estar a cavar batatas. Se se dedica à política, devia era estar a cavar batatas.
Viva a batata!

E vocês, queridos clientes, fiquem bem e tenham uma semana muito porreirinha. Uma beijoca fofa da vossa,

Rosarinho

6/09/2007

PARA MIM...


... isto é tanto "O erotismo no seu máximo esplendor" como a máquina dos tiquets de estacionamento estar avariada e ter que ir à outra a seguir;

ou como um cão atropelado na beira da estrada;

ou como um trolha barrigudo a beber cerveja...


Mas deve ser defeito meu.

6/07/2007

E O QUE É QUE AFINAL ESTÁ CERTO NESTE MUNDO CÃO?


Uma mulher brasileira tentou trazer para Portugal uma menina de um ano de idade que iria vender a um casal do Porto que tinha a intenção de a adoptar, o que não tinha conseguido fazer pela via legal (diz-se).
Felizmente, a mulher foi detida antes de conseguir os seus intentos e tudo acabou em bem. A menina, agora livre de perigo, em breve voltará para a favela, onde poderá seguir livremente o curso da sua vida. Estima-se que dentro de uns dez anos já tenha assaltado turistas, já tenha sido violentada e tenha engravidado e abortado pelo menos duas vezes, e snife diariamente cola duma garrafa de plástico imunda.

6/06/2007

AMANHÃ É DIA DO CORPO DE DEUS


Nunca percebi muito bem esta cena.

Mas pelo menos é feriado.

FUI EU QUE NÃO PERCEBI?


Quando vi pela primeira vez no Expresso o concurso de ideias "Mês das Cidades" pareceu-me um desafio muito difícil. Meeesmo muito difícil. O único caso que conheço bem, dos que eram propostos, é o da Avenida Dr. Lourenço Peixinho em Aveiro. Reabilitá-la parece-me obra, mais do que de arquitecto, de génio salvador. Por esse motivo remeti-me à minha insignificância, deixei-me estar quietinha no meu canto e fiquei à espera dos resultados, não sem alguma ansiedade.
Nesta última edição, eles lá estavam. Uma ideia do arquitecto João Cardielos foi considerada a melhor. O que me sugere a pergunta: Porquê? E ainda outra pergunta: Fui eu que não percebi a ideia? Obviamente não foi a ele que escapou qualquer coisa visto que ganhou aquilo. Só que eu, na minha santa inocência, tinha pensado que reabilitar a Avª Dr. Lourenço Peixinho implicava resolver o problema das inúmeras empenas cegas de edifícios baços à anos oitenta que nasceram como aliens mesmo ao lado dos poucos prédios de início de século (XX, claro), que ainda conseguem sobreviver, embora acordem tristes todos os dias. Também pensei que a ideia era fazer alguma coisa que pudesse atenuar a presença dos "monstros", que vieram descaracterizar talvez sem remédio aquela artéria, dando inclusive à avenida o aspecto sombrio de mofo que tem agora.
Afinal, reabilitar a Avenida Dr. Lourenço Peixinho (tão nossa que por cá basta dizer "Avenida" para toda a gente saber do que se trata), é construir uns blocos de cimento na faixa central que, perdoem-me a ignorância, dada a imensa volumetria proposta, parece-me que só contribuiriam para lhe adensar ainda mais o aspecto sombrio.
Não sou arquitecta. Não sei fazer um traço. Mas os arquitectos não são donos das cidades. As cidades têm vida própria e dessa vida fazem parte as pessoas que as amam. Como eu.
Só digo que, infelizmente, ainda não é desta que alguém tem uma ideia brilhante para salvar a Avenida. Mas, pelo menos, esta proposta não vai ser concretizada. Pois não?

6/04/2007

ANTES DE PROCEDEREM À LEITURA DOS POST QUE SE SEGUE, QUERO FRISAR QUE NÃO SOMOS DO TIPO "O NORTE É QUE É BOM!"

Porque nós somos padeiras, não somos peixeironas do Bolhão, só nos faltava!
Mas expliquem-me uma coisa:
As Festas de S. Gonçalinho, em Aveiro, são muito giras. A beatagem sobe lá acima ao telhado da capela e atira cavacas rijas como cornos até partir os ditos a meia-dúzia dos que aguardam cá em baixo de guarda-chuva em punho. Pronto, é giro, só isso. A malta vai ver, tira umas fotografias, diverte-se. Mas daí até uma noite inteira de programação em directo na RTP, a levar com a missa ao santo, os conjuntos de baile e as vendedeiras de pipoca, olha lá! O mesmo vale para a Feira de S. Mateus em Viseu, para o S. João do Porto, para as Festas da Rainha Santa em Coimbra, para a Festa dos Tabuleiros em Tomar, para a Festa dos Caretos em Trás-os-Montes, para a Festa da Fogaça na Feira e mais uma infinidade delas que ninguém as sabe todas de cor. São coisas engraçadas (umas mais do que outras), mas que na verdade só interessam por mais do que dez minutos seguidos a pessoal da terra, turistas e estudiosos da matéria.
Assim sendo, porque é que todos os anos temos que levar com as intermináveis e massacrantes Marchas Populares de Lisboa em grande produção televisiva para dez milhões de paspalhos quando só um milhão é que pode estar interessado naquilo? E um milhão já deve ser favor!

Não vale responder que também levamos com os discursos dos políticos e ainda há menos interessados, porque esse é um fenómeno com outra explicação científica.

6/03/2007

Olá queridíssimos clientes.
Hoje estou excitadíssima para vos contar uma experiência que tive e que ainda está fresquinha. Senti-me completamente como se estivesse no Twilight Zone e isto, meus amores, não acontece todos os dias. Foi assim:
Como vinha de Estarreja para Aveiro e ainda não tinha pensado no que ia fazer para o jantar, resolvi parar no LIDL para comprar uma treta qualquer desde que, claro, não fosse da marca deles, que eu tenho amor à vida. E assim foi. Só que quando cheguei a casa vi que não tinha os documentos, o que é uma grande chatice. Lembrei-me então que, como tinha aberto a carteira para pagar a conta, eles podiam ter caído lá na caixa. Então, como daqui a Estarreja ainda são uns 25 km e não me apetecia nada lá voltar hoje, resolvi telefonar para saber se se confirmava a minha tese. E aí vou eu às páginas amarelas da net à procura do número. Não encontrei. Bem, deve estar noutro nome qualquer – pensei – e resolvi ir ao site da LIDL. Aí, só tinha um número de contacto, que é este. Liguei e atendeu-me uma gaja com voz de cana rachada que me disse que… preparem-se… os supermercados LIDL NÃO TÊM TELEFONE! Juro! A sério meus queridos, já tinha visto filmes sobre aqueles fenómenos para anormais do Triângulo das Bermudas e isso, mas foi a primeira vez que tive contacto directo com um grupo de pessoas que, de facto, por qualquer motivo que desconheço, atravessaram um lapso espaço-temporal e vivem lado a lado connosco, mas noutra dimensão completamente diferente, para aí em mil trezentos e qualquer coisa. Fogo! Depois comecei a imaginar como deve ser emocionante a vida daquelas pessoas, na idade média em pleno século 21. Como vão lá atrás arrear o calhau e limpar o cu a uma pedrita, como devem ter lá nos armazéns uns monges copistas a fazer a escrita à luz de candeias, como se deitam, à noite, em cima duma esteira cheia de pulgas, como comem nabos cozidos com a mão, lindo!... Finalmente percebi o porquê de tanta nódoa naquelas batas! Pronto, foi um momento único na minha vida. Tinha mesmo que vos contar isto. O que é certo é que vou ter que tirar documentos novos, mas sempre é uma desculpa para me baldar ao serviço e ir para a loja do cidadão bater coiros ao jeitoso que lá trabalha na recepção, que se lixe!

E para acabar, só uma palavrinha sobre o caso dos putos histéricos que foram para a Letónia a pensar que estavam no far-west, ou seja, aqui. Lixaram-se, porque pelos vistos por lá ainda não chegou a moda dos polícias que só se interessam por ver se os carros estacionados têm tiquet do parquímetro, nem dos psicólogos mansinhos que vêm para a televisão com ar de sonsos falar com ar de “Ai os animais são nossos amigos e tal”. Para ser franca eu estou-me bem a cagar para os putos. Aquilo não é o Iraque e o mais que lhes vai acontecer é levarem uns sopapos na esquadra para aprenderem a ter respeitinho. O que eu queria aqui deixar era uma ideia que, apesar de tudo ia poupar balúrdios ao estado. Anda o Ministério de Educação há que tempos com merdas e não consegue resolver o problema da indisciplina nas escolas (que a bem dizer já nem é indisciplina é mesmo delinquência), os profes cada vez são mais bananas e ajudam a dar maus exemplos, os pais são a tristeza que se vê… Eu acho que a solução era: Processo disciplinar, um mês na Letónia. Paizinhos incluídos. Aprendiam num instante.

E pronto, queridos clientes, por hoje é tudo. Tenham uma semana porreirinha e fiquem com uma grande beijoca da vossa

Rosarinho

E BOM FIM-DE-SEMANA MAIS UMA VEZ