7/31/2007

ABERTURA DO IKEA EM MATOSINHOS, OU O TWILIGHT ZONE EM VERSÃO PORTUGUESA

Centenas de pessoas esperaram mais de 30 horas ao relento para serem os primeiros a entrar no novo IKEA, em Matosinhos. E não, não estavam a cumprir pena por crimes de sangue. Estavam só na esperança de mendigar um vale de compras no valor de cem euros, vinte mocas das antigas. E se algum dos gajos tivesse dito que estava ali porque é compulsivamente borlista, porque é estúpido ou porque bateu com a cabeça em qualquer lado e ficou desorientado, a sério que eu até o respeitava. Mas não. O primeiro disse que passou por ali, começou a falar com o segurança, e tal, e quando deu por ele tinham passado trinta horas e era o primeiro a entrar. Ele que nem queria! Tal e qual, nada mais vulgar do que a gente encostar-se aí em qualquer lado a fumar um cigarrito ou a ver uma montra, distrair-se, e só sair de lá um dia e meio depois.
Uma outra disse que valia pela experiência e outra ainda que estava ali por não ter nada que fazer em casa. Fónix! Se eu quiser desesperadamente uma experiência nova meto um risco de coca ou uma merda assim e já está. Se não tiver nada que fazer em casa, eh pá… simplesmente não faço! Será que a anormal sou eu?

NA VERDADE, ACHO QUE NASCI COM ALMA DE ALENTEJANA


Sempre que penso que já expus aqui a minha vida toda, por dentro, por fora, de trás para a frente e da frente para trás, acabo por concluir que ainda há um qualquer pormenor sórdido por contar.
O de hoje é este: Tenho a certeza que ainda não vos disse que sou friorenta. Não uma friorenta qualquer dessas vulgares, que veste casacões e se encolhe toda no Inverno. Não! Eu sou “A” friorenta! Aquela que é tão friorenta que tem ódio a ventoinhas e ares condicionados! Aquela que é tão friorenta que o pessoal todo à volta pensa que ela está no gozo e não está! Tem mesmo frio!
Ora acontece que hoje foi o primeiro dos cerca de sete dias de verdadeiro calor de que a cidade de Aveiro goza anualmente. Um daqueles poucos em que eu não tenho que ir tomar café à noite com o corta-vento vestido por cima duma camisola de manga comprida por causa da ventosga que sopra sempre do mar para terra… por isso hoje foi para mim um dia de festa, com mais de trinta graus à sombra foi como se tivesse chegado o Pai Natal à cidade!
Vesti um casaquinho de algodão de meia manga, sem nada por baixo e saí assim para trabalhar assim, sem um agasalho de reserva nem nada! Porra, eu já merecia!
Só que passei o dia a ouvir bocas foleiras. Primeiro foi a colega do lado a perguntar se eu queria que ela me emprestasse um top, depois a brasileira da imobiliária – “Nossa! Minina! Como é qui cê aguentááá???” – e por aí adiante. E eu ali, feliz, com as calças de ganga coladas ao rabo e o cabelo colado ao pescoço, quentíssima e a pensar apenas:
- Caramba! Será que ninguém percebe que eu estou a ter o MEU MOMENTO?

7/30/2007

Olá queridos clientes! Sei que o mais certo é a maior parte dos clientes estarem de papo para o ar e eu aqui a bulir e, pior ainda, a falar para o boneco! Mas deixem lá, se estiverem em Albufeira, Costa da Caparica ou lugares afins, em plena entrada de Agosto não vos gabo nada a sorte.
Vamos então analisar a semana que passou, não sem antes vos contar o que me aconteceu hoje e me deixou até agora com enxaqueca. Fui ao Aveiro Retail Park (eu sei, eu sei, aquilo ao domingo é pior do que ir ao zoo e a animalagem ter escapado toda das jaulas) só que eu tive mesmo que ir, não é? Já uma rapariga não pode precisar duma lâmpada ao domingo! Só que, meus queridos, pior do que ver famílias inteiras vestidas de Rute Marlene em dia mau a passear-se, é ver isto: Umas centenas de almas à procura dum buraquito onde meter o carro e estes dois da fotografia assim, como se fossem donos daquela merda toda. A sério, mais um bocadinho e aquilo já se podia considerar falta de educação. Assim não, penso que para aquele pessoal nem chega a ser falta de jeito. Afinal, o Rato? Onde é que anda o Rato quando é preciso?

Bem, mas avancemos.

1- Ricardo Araújo Pereira diz que não precisa de escrever para se sentir um idiota. Acredito, eu também me sinto idiota em muitas outras situações, mesmo sem ter nem um lapinhos à mão. Por exemplo, quando vou ao Aveiro Retail Park ao domingo.
2- Afinal em que é que ficamos? O Governo Regional dos Açores afirma que, para poder cumprir a lei da IVG, vai gastar qualquer coisa como 60.000 a 70.000 euros/ano, ou seja, mais ou menos o preço dum T0 já velho e todo f*dido por estudantes aqui nas redondezas. Será que na Madeira estavam a contar dar cumprimento à lei em SPAS de luxo? Com massagem de pedras quentes e uma viagem até às Caraíbas a seguir para descontrair? Mau!
3- Noticia-se por aí que, no próximo sábado vai realizar-se o Encontro Nacional de Burros, em Vizela. Porra! Mas vêm todos? Os da Madeira também? Vizela não é uma terra pequena? Não percebo nada disto!
4- E por falar em burros só uma cusquice: O Príncipe Carlos de Inglaterra (sim, esse mesmo!) ofereceu ovelhas à mulher, que fez 60 anitos bem medidos. Acreditam nisto? Pois se a gente já fica lixada quando o jeitoso nos oferece uma varinha mágica ou uma panela de pressão, imaginem umas ovelhas fedorentas! Ainda por cima um macho e uma fêmea, dass! Está visto que estes gajos não batem bem, deve ser o problema de morar numa ilha, com água por todo o lado! Como na Madeira!...

Olhem, e com esta me vou. Volto na próxima segunda-feira se tudo correr bem. Boa semana para quem está a trabalhar e para quem anda a trabalhar para o carcinoma cutâneo, boa sorte!

Fiquem com a beijoca de sempre da vossa

Rosarinho

7/29/2007

E HOJE FOI DIA DE FESTA NA RIA!

E quem disse que o povo é inculto e não se preocupa com questões de fundo, que passa a vida anestesiado com a Floribella e o Preço Certo, está muito enganado. As questões abordadas, pelo que testemunhámos, são da maior relevância e em grande variedade temática.


DESPORTO E HISTÓRIA






INOVAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS








AGRICULTURA, PESCA E QUESTÕES DA ORLA COSTEIRA










QUESTÕES LABORAIS






FAMÍLIA E AFECTIVIDADE




DIREITOS DOS ANIMAIS




ORGANIZAÇÃO E TRABALHO EM EQUIPA




POLÍTICA E ECONOMIA






E digam lá que esta cidade não é pelo menos divertida!

7/27/2007

7/26/2007

DIA DOS AVÓS


Hoje comemorou-se o Dia dos Avós e, ainda que não interesse nadinha a ninguém, tenho a revelar algumas coisas que me passaram pela cabeça a propósito do tema.

1- Não gosto do Jorge Gabriel. Mas hoje achei que ele merece o que ganha.

2-A avó mais famosa junto das crianças é a da Capuchinho Vermelho. E foi comida e vomitada por um lobo. Não é um bom exemplo.

3-Não é que alguma vez tenha ligado alguma coisa ao dia em si, mas foi o primeiro dia dos avós que passei sem ter nenhum deles.

4-Não sei como se chamava a minha avó paterna. Morreu muito jovem e muitos anos antes de eu nascer com uma doença que hoje poderia ter curado. Procurei em todos os cantos da minha memória e senti-me má e culpada por concluir que não sei o nome dela. Nunca a vi, nunca lhe tiraram fotografias, mas já soube pelo meu pai que eu sou tão parecida com ela como se fosse uma segunda edição.

5-A minha avó materna conheci, e muito. Foi embora no último natal. Ofereceu-me o meu primeiro triciclo que era azul e levava-me a comer pastéis com creme sem ninguém saber quando eu era pequenina.

6-O meu avô paterno ensinou-me a usar navalhas para esculpir bonecos em madeira macia e eu cortei-me muitas vezes. Ainda tenho as cicatrizes nos dedos. Ensinou-me também a dizer mal de Salazar e dos padres. Penso que naquele tempo podia ter sido preso e se fosse agora também podia. Mas por motivos diferentes.

7- O meu avô materno era meu padrinho de baptismo e dava-me todos os anos uma nota, mas só depois de eu pedir muito como só as crianças sabem pedir, ou seja, massacrar. Se não fosse isso só me dava moedas. Era dono duma loja daquelas antigas com balcão de madeira escura e uma balança com muitos pesos diferentes todos alinhados. A loja vendia muitos produtos perigosos e eu ia para lá mergulhar as mãos e respirar pós químicos coloridos de que nem sei o nome e que se guardavam em enormes bidons sem tampa. Nesse tempo ninguém se preocupava com isso.

E pronto.

7/25/2007

ISTO NÃO ANDA BOM, NÃO ANDA NÃO...


Há algum tempo percebi que a minha dieta se estava a transformar em qualquer coisa como yogurtes e cafés, consumidos alternadamente em corridas às máquinas de vending. Mais tarde comecei a sentir que não andava tão bem-disposta como se estivesse estendida numa rede em Bora Bora à espera que um nativo qualquer me trouxesse um cocktail. Então, resolvi ir ao médico que, quando me mediu a tensão arterial disse "Eh lá!". Toda a gente sabe que não é bom sinal um médico dizer "Eh lá!" quando nos está a medir a tensão, por isso cortei nos cafés mas continuei nos yogurtes.

Agora, ando com uma ligeira sensação de estar a entrar num processo kafkiano estranho e que um dia destes acordo transformada num yogurte gigante de sabor indefinido.

NATIONAL GEOGRAPHIC - EPISODE ELEVEN - O GAIJO CUM CARRO NAS MÃOS


O humano que, munido ou não de carta de condução, tem por hábito conduzir um automóvel, é designado cientificamente por “gaijo cum carro nas mãos”.
O gajo cum carro nas mãos é uma espécie abundante em praticamente todo o mundo com excepção de um ou outro deserto, mas neste artigo dedicar-nos-emos essencialmente ao gaijo cum carro nas mãos português, que se divide em várias subespécies com características próprias, como iremos ver a seguir.

O INDIANA JONES: É geralmente idoso e usa uma boina ou chapéu. Por trás duma aparência inocente inofensiva, é o grande aventureiro das estradas. A sua frase preferida é “Eu sou muito cauteloso a conduzir, mas os outros são todos uns malucos”. Circula a de 30 km/hora, exactos. Nem mais, nem menos. Da mesma forma, desde o início até ao fim do percurso que se propõe efectuar, nunca trava nem mete mudanças. Deste modo, costuma levar atrás de si uma fila de outros gaijos cum carro nas mãos absolutamente desesperados, que vão pondo as mãos à cabeça de cada vez que o vêem entrar numa rotunda movimentada sem dar prioridade a ninguém e fazê-la toda pelo lado de fora, na sua velocidade própria e sem nunca avisar quando vai sair.
O GAIJO DESINFORMADO: Está convencido que já houve uma guerra mundial ou uma praga que aniquilou toda a humanidade, sendo ele o único sobrevivente, o que obviamente se trata duma lacuna nas suas fontes de informação. Deste modo, não respeita qualquer regra, uma vez que desconhece que existem a circular outros gaijos cum carro nas mãos que podem, eventualmente, colidir na sua rota.
O ASSUSTADIÇO: Embora com imensa mágoa mas com um espírito rigorosamente científico, a autora deste estudo tem que admitir que esta subespécie é composta fundamentalmente por fêmeas, embora também haja uma percentagem interessante de machos nestas condições. É uma criatura que, basicamente, se assusta com tudo o que mexe, desde os outros gaijos com carros nas mãos até gaijos a pé, passando por felinos, canídeos e geradores de energia eólica. Nos casos mais graves, consegue assustar-se mesmo com o que não mexe, como postes, árvores e sinais de trânsito. O grande problema desta espécie é que, de cada vez que se assusta, trava. Problema para o gaijo cum carro nas mãos que segue imediatamente a seguir, como é óbvio.
O INFERIORIZADO: Trata-se duma subespécie cujos membros devem, com toda a certeza, levar porrada em casa ou no emprego ou em ambos os locais e que, por esse motivo, não suportam ser ultrapassados por outro gaijo cum carro nas mãos ou ver um à sua frente sem o ultrapassar compulsivamente, nem que para isso tenham que se suicidar ou provocar a morte de outras pessoas. Também há uma teoria que diz que esta subespécie pensa que, se chegar em primeiro lugar a qualquer lado, vai ganhar uma porcaria duma medalha ou duma taça ou lá o que seja.

E pronto, amável público amante da ciência. Por hoje ficamos por aqui, não querendo no entanto terminar sem uma advertência: Este estabelecimento, tão injustamente acusado de ser o emissor das cartas de condução dos gaijos cum carro nas mãos acima descritos, declara sob compromisso de honra que não tem nada a ver com isso nem nunca deu cartas a ninguém. Até pela nossa, tirada há uma porrada de anos, tivemos que pagar uma dinheirama.

7/23/2007

SERÁ QUE PRECISO MESMO DE FÉRIAS?

Juro que nunca me tinha acontecido isto, e só nos últimos dias foram duas vezes.

Na noite de sexta-feira a minha filha saiu e quando eu já estava deitada mandou-me um sms a dizer que ia chegar tarde, Há quem jure a pés juntos que eu peguei no telemóvel, li a mensagem (e, de facto, de manhã a mensagem estava lida) e eu não me lembro de nada. Zeros.


Hoje, quando cheguei a casa, pus o jantar no forno, sentei-me no sofá e liguei a televisão. Não sei como nem quando, adormeci. Eu nunca adormeço num sofá. O meu telemóvel estava mesmo ao pé da minha cabeça, fez um chavascal medonho e eu não dei por nada. Depois, a minha filha chegou a casa, bateu a porta, entrou, chamou-me. Depois voltou a chamar-me. Depois foi ter comigo à sala, pôs-se mesmo à minha frente e chamou-me aos gritos. Quando já estava a pensar que eu tinha morrido é que eu abri os olhos e disse, com cara de zombie: - "Então?..."


De todos os chips que eu tenho activos no cérebro, o único que eu achava que nunca iria desligar, por muito cansada que estivesse, era o "chip mãe". Porra!

Olá queridíssimos clientes, a minha crónica de hoje é sobre a família.

FAMÍLIA 1: Na (ainda grande) família do PSD, correm notícias de que Marques Mendes será o único candidato nas directas. Porra! Não me digam que no meio de tanta malta não há ninguém com melhor aspecto e conversa menos tosca do aquele pino do jogo da glória! Querem ver que tenho que lá ir eu candidatar-me? Ai ai…

FAMÍLIA 2: Também preocupado com a família está o governo regional da Madeira, que, para além de não aplicar a pecaminosa lei do aborto (que só serviria para evitar o nascimento abençoado de mais criancinhas esfomeadas), ainda resolveu incluir na comissão que decide sobre os pedidos de IGV ao abrigo da lei de 1984 (aquela que determina que só se pode abortar se ficar cientificamente provado sem sombra de dúvida que o feto é uma criatura alienígena com escamas e cauda), o capelão católico do Hospital Central do Funchal. Aqui no continente, como sempre, apareceram logo os jornalistas maldosos do costume a criticar. Não sei porquê! Acho perfeitamente natural que, numa comissão que vai decidir sobre um aborto, haja um!

FAMÍLIA 3: O governo está a trabalhar uma lei que vai atribuir subsídios extra às famílias numerosas. Acho mal. Eu, por mim, dava-lhes era uma televisão, que pelos vistos é o que lhes tem faltado. Mas é claro, sem acesso ao SporTV porque aquilo, de cada vez que ganhasse o Porto, o Sporting ou o Benfica (o que pelas estatísticas anda pelo mínimo de uma vez por semana), pimba, lá vinha mais um!

E pronto queridos, por hoje é tudo. Fiquem com uma grande beijoca da vossa

Rosarinho

7/20/2007

BOM FIM-DE-SEMANA!

A MULHER QUE FAZIA NOITADAS SEM QUERER

Há uns vinte anos conheci uma mulher divorciada que morava num apartamento alugado. Trabalhávamos juntas, e havia dias em que ela chegava visivelmente com aquilo a que habitualmente chamamos "ressaca". Mais ou menos como se um camião tir lhe tivesse passado por cima e, ao levantar-se, ainda tivesse aparecido um cão que lhe tivesse mijado para as pernas.
Como é habitual nas relações de trabalho, o facto de se estar lado a lado com alguém sete horas diárias acaba por desenvolver, umas vezes devagarinho, outras mais rapidamente, uma necessidade de partilhar coisas que temos a pesar cá dentro mas que jamais partilharíamos noutras situações.

Por isso um dia ela contou-me. Nos dias em que aparecia naquele estado tinha estado a "pagar a renda". Não em dinheiro (que não tinha) mas em géneros. E não da forma mais óbvia que toda a gente é levada imediatamente a supor que uma mulher, ainda por cima jovem, use para pagar uma renda em géneros. Simplesmente, o senhoria era casado e tinha uma amante. Como não a podia levar para casa nem queria gastar dinheiro em hotéis, usava o apartamento que tinha alugado. Nesses dias telefonava à inquilina e dizia qualquer coisa como: "Hoje vou estar lá com a *****, entre só quando nós sairmos". E lá ficava ela, muitas vezes à chuva e ao frio e até altas horas da madrugada, sentada num dos bancos de jardim em frente do prédio, nesta cidade de vento agreste, à espera que eles saíssem para poder ir para casa. Depois, ainda tinha que refazer a cama, despejar cinzeiros e arrumar copos e garrafas de vinho. Antes de finalmente poder dormir algumas horas.

Foi uma das histórias mais bizarras que já me contaram na vida.

Curiosamente hoje, que me lembrei dela, constatei que já não me consigo lembrar do nome da protagonista. Acho que nunca mais a vi.

7/18/2007

POST TRÊS EM UM


Comida: A dieta mediterrânica pode vir a tornar-se património cultural imaterial da UNESCO. A iniciativa para a candidatura partiu da Espanha mas conta com o apoio expresso de Portugal, França, Grécia e Itália.
Isto quer dizer que de hoje para amanhã uma sandes de coirato com uma mine pode ser elevada ao estatuto de património da humanidade? Que um pastelinho de bacalhau com um mata-bicho pela manhã podem vir a ser um acto sublime de cultura?


Mais comida: Os anúncios às diversas marcas de gelatina deviam ser proibidos. Anda uma mãe uma vida inteira a tentar ensinar os rebentos a comer com maneiras (e deus sabe como esta merda é difícil), e de repente aparecem uns anormais a dizer que sorver uma gelatina directamente do prato sem colher nem nada é que é baril. Só falta aconselhar a arrotar no fim.


Mais anúncios: Há um anúncio na televisão que diz que uma em cada quatro mulheres tem perdas de urina. Esta é do caraças. Primeiro porque eu sou uma delas. Urina é de facto uma coisa que eu não tenho o hábito de guardar, perco-a toda. Mas o que me espantou foi saber que há quem fique com aquilo, mais propriamente 75% das gajas.

7/17/2007

E CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS


Ouvida hoje acidentalmente na rua, entre duas pitas com ar levemente parvo e em altíssimos decibéis.

Pita 1- …e ele na boa, como se nada fosse. E vai eu, olha, já ouviste falar de preservativos?
Pita 2- E ele?
Pita 1- E ele respondeu-me: “Olha, conheces alguém que goste de comer rebuçados com papel?”
Pita 2- Xi! E tu?
Pita 1- E eu, amochei! Fiquei sem resposta não é?

E nós aqui na padaria fazemos votos de que ela se tenha lembrado de lhe perguntar o nome e o número de telefone para mais tarde lhe poder pedir a pensão de alimentos ou uma contribuição para os tratamentos com retro-virais.

7/16/2007

À PROCURA DE QUÊ?...


Há muito tempo que não fazia isto e estava com saudades. É sempre muito enriquecedor saber do que andam as pessoas à procura na internet enquanto à sua volta há guerras, conflitos vários, intrigas políticas, crimes ambientais, violações dos direitos humanos e outras coisitas sem importância.


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Vá, confessem lá, quais delas foram vocês?