3/10/2005

COMO SE JÁ NÃO ME BASTASSEM AS PARVAS QUE AQUI TENHO

Recebi esta coisa por mail.
Despacho: "Tomei conhecimento, mas este assunto não diz respeito a este departamento".
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A PADARIA SEGUE DENTRO DE MOMENTOS

Apesar de habitualmente termos a boa ou má capacidade de amassar posts...

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...com uma perna às costas...

...hoje estamos numa crise de inspiração.

O que vale é que amanhã é dia de Rosarinho.

3/09/2005

É DO CARAÇAS!

Cada vez que vejo esta senhora na televisão penso sempre que ela vai dizer qualquer coisa do tipo “Roupa para passar era aos montes! Só camisas do marido, credo, mais de vinte! Aquelas casas de banho estavam um nojo! Era cabelos da gaja por todo o lado! Os quartos dos garotos era só embalagens de yogurte e papéis de chocolate! Mas os tectos não limpei eu! Por causa da minha espondilose! Que os limpe ela, aquela malandra!”
Afinal depois ela começa a botar discurso e aí é que eu me lembro que até tem um cargo importante! É doutora e tudo!
Ai o carago, a minha cabeça!

PASSATEMPO DIA DA MULHER FARINHA AMPARO - ACTA DO JÚRI

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Aos 9 dias do mês de Março de 2005 reuniu o júri do passatempo Dia da Mulher – Farinha Amparo, constituído por Didas, Rosarinho e Carminho, que deliberou o seguinte:

Ponto 1. Considerar como certas as respostas que fossem dadas da seguinte forma: Na pergunta 1, Inês de Castro, na pergunta 2 Maria, Nossa Senhora ou Nossa Senhora de Fátima e na pergunta 3 Amália Rodrigues.
Ponto 2. Analisadas as várias participações, foi deliberado atribuir prémios ex aequo a Kitty , Kalvin , Ângela e Papá Urso .
Ponto 3. Aceitar ainda como certas, apesar do abandalhanço e tendo em conta que ficou suficientemente explícita a intenção das respostas, as participações de Tiago e Papo-Seco .
Ponto 4. Eliminar por abandalhanço total os concorrentes mfc e Robina e exarar em acta um voto de protesto face à falta de respeito demonstrada por estes participantes relativamente às personagens em questão. Esta padaria é uma casa séria.
Ponto 5. Sujeitar os concorrentes Gotinha e Polittikus a uma sessão de 50 chibatadas em público e fazer queixa aos professores de história que eles tiveram no básico, por confundirem a Rainha Santa Isabel com a Inês de Castro. A primeira foi distinta esposa de D.Dinis, mãe de D. Afonso IV, que por sua vez era sogro de D.Inês de Castro, amante de D. Pedro, havendo portanto duas gerações de distância entre elas. Foi esta piedosa senhora, muito diferente da outra desavergonhada que, andando a prestar assistência aos fogosos pobres da região, terá proferido a célebre frase “São Rosas Senhor!” (quem é que não aprendeu esta merda na primária?). Existe sim uma descendente dela que tem hoje em dia um blog didáctico.
Ponto 6. Foi ainda apreciada uma reclamação apresentada pela Srª D. Maria do Rosário , segundo a qual as mulheres escolhidas não foram as mais indicadas. Neste ponto foi deliberado informar a reclamante que, de facto, estas escolhas são sempre subjectivas e discutíveis, tendo sido até por esse motivo que a menina Rosarinho já recusou um convite para fazer parte da comissão que escolhe os nomeados para os vários prémios nobel. No entanto, tendo em conta o objectivo (escolher personalidades que tivessem contribuído para moldar a imagem da mulher como entidade abstracta na cultura portuguesa), o júri foi de opinião que a Marisa Cruz não passa de um fait-divers e a Santa Joana um fetiche regional sem grande expressão. A outra, o júri nem sequer captou de quem se trata, pelo que apresenta as suas desculpas pela falta de cultura geral revelada. As escolhidas, na opinião do colectivo, espelham de forma clara a mulher portuguesa no imaginário popular, ou santa ou puta, mas sempre, sempre, sofredora por inerência do cargo.
Ponto 7. O júri deliberou solicitar aos concorrentes referidos nos pontos 2 e 3 que nos remetam, por e-mail, endereço completo para onde deverá ser enviado o prémio (com código postal certinho) já que desta vez o troféu é real e não virtual.

E nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião e estas malandras do carago foram postas a bulir.

3/08/2005

GRANDE PASSATEMPO DIA DA MULHER FARINHA AMPARO

No seguimento da mais recente mania vigente aqui na loja (a de organizar passatempos idiotas com prémios virtuais), apresentamos o Magnífico Brioche Virtual Dia da Mulher 2005.
Eu e aqui as minhas empregadas (que como sabeis são todas mulheres) reunimos à pressa numa hora morta e decidimos prestar a nossa homenagem a três mulheres que, quer se queira quer não, influenciaram de forma indelével a cultura, a atitude e a imagem das mulheres neste nosso jardinzinho à beira-mar. Azarito para nós que nunca mais nos livramos disto.
Depois de muita discussão para escolher as homenageadas entre vários nomes que tínhamos em cima da mesa ao pé do rolo da massa, eu dei um berro, mandei as gajas trabalhar e ficou decidido por unanimidade que seriam estas que se seguem. A vossa missão, queridos clientes, é adivinhar quem elas são apenas através da descrição das suas vidas, características e dos seus heróicos feitos. Apenas uma ajuda: Estão por ordem cronológica. Vamos lá.

1-Apesar de se ter tornado famosa em Portugal, esta miúda era galega, o que vem a dar no mesmo mais coisa menos coisa. Veio para Portugal a acompanhar a patroa como aquilo que pode ser designado hoje por “assessora pessoal”. Mais tarde, amantizou-se com o marido dela, de quem teve vários filhos e não soube ser discreta, o que foi, literalmente, a morte da artista. Como naquele tempo o pessoal não estava com meias medidas o sogro, fartinho de ser espicaçado pela nora e legítima e mais alguns beatos que lhe f*diam a cabeça todos os dias, mandou limpar-lhe o sebo a pensar que ficava o caso arrumado. Enganou-se. Ainda hoje o pessoal se derrete todo com aquilo que intitula de grande amor e acredita que uns calhaus avermelhados que se encontram ali para os lados de Coimbra são o sangue da gaja, que, como se está a ver, ficou pela boazinha da fita. A este desfecho não terá sido alheio um gajo zarolho que viveu uns anos depois e escreveu uma porra duns versos sobre a chavala que são hoje de leitura obrigatória nas aulas de português. Quem é?

2-Esta ficou conhecida pela sua mania estranha de subir às árvores e meter-se com putos analfabetos que por ali andavam, pregando-lhes grandes sustos. Rezam também os escritos que sofria de grande megalomania nunca diagnosticada na época, que a levava a acreditar ser capaz de acabar com os regimes comunistas de leste, sozinha e sem qualquer ajuda da conjuntura económica e social. Além disso afirmava a pés juntos que era mãe dum gajo que tinha nascido há quase dois mil anos, o que era totalmente impossível como se sabe. Usava umas roupas completamente demodé e uma coroa na cabeça. Ainda hoje não se sabe se usava ou não cuecas, mas houve pelo menos um puto chamado Francisco que depois de a ter visto de baixo para cima empoleirada numa árvore, ficou catatónico e nunca mais falou, nem quando levou umas porradas do presidente da junta e do prior. Quem é?

3-Esta nasceu em 1920 e fez a primária na Tapada da Ajuda. Depois de descobrir que a vocação dela era ir ao programa “Ídolos” desistiu de estudar, ficou com o exame da terceira e passou a viver só para aquilo. Só que como ainda não havia esse programa limitava-se a passar grandes secas a todo o pessoal com as suas cantigas. Como já ninguém a podia ouvir lá no bairro encaminharam-na para uma casa daquelas onde pessoal que sofre de brutais depressões vai tentar passar as suas depressões aos outros e geralmente consegue e ainda é pago para isso, o que a ajudou a tornar-se no maior bluff musical de todos os tempos em Portugal, maior mesmo do que os mais recentes Maria João (aquela da voz Pato Donald) e Pedro Abrunhosa (aquele que como não tem voz limita-se a falar acompanhado ao piano). Ganhava rios de dinheiro mas, para manter a imagem de marca, andava sempre com uma cara que parecia que tinha morrido o cão de estimação todos os dias. Morreu em 1999 e foi parar ao Panteão, não se percebe bem porquê. Quem é?

ESTA PADARIA, HOJE, ASSOCIA-SE AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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3/07/2005

THE SHOW MUST GO ON

Este fim de semana, dois acontecimentos (pelo menos) dignos de registo:

1.Cena digna duma donzela desgostosa de amor que reúne num laçarote de cetim as cartinhas e as vai devolver ao marmanjo que a desvirginou. Hoje ouvi, nas notícias da manhã, um querido qualquer do CDS de que não sei o nome afirmar que o envio da foto de Freitas do Amaral para o Largo do Rato, por correio, é porque ele “já não gosta do partido” (sic). É tão pitoresco este pessoal do sapatinho vela e da madeixita loira!


2.Na última edição do Expresso pode ler-se que Luís Filipe Menezes terá afirmado que os jovens licenciados à procura do primeiro emprego devem aprender chinês ou árabe e assim conseguirão arranjar emprego em 24 horas.
É bom ver que mesmo sem o Santana o PSD continua vivo e de saúde e com capacidade para nos proporcionar, no futuro, grandes momentos de boa disposição e galhofa!
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CACETES VIRTUAIS

E cá estou eu para fazer a entrega dos cacetes virtuais aos clientes participantes no passatempo Histórias Infantis.
Acertaram em cheio três clientes:
Saltapocinhas, Papá Urso e João Zun. Parabéns a todos.
O júri (ou seja, eu) deliberou ainda atribuir a Papo-Seco o cacete especial da inspiração literária e a mfc o cacete virtual do jet-set (preterindo as respostas acertadas que este cliente enviou por mail).
Quero apenas terminar informando que já enviámos à nova ministra da educação ainda não empossada, D.Maria de Lurdes Rodrigues (é assim?) os textos para adopção e leitura obrigatória no primeiro ciclo. Esperamos que a proposta seja aceite.

E pronto, cá estou eu fantasiada de Capuchinho Vermelho, a minha personagem preferida, para vos entregar, no cestinho, os vossos cacetes. Escolham à vontade mas não se peguem.

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3/04/2005

Pois é meus queridos, chegou finalmente mais uma Sexta-feira, dia em que a patroa já anda com tudo aos saltos a imaginar a sorna que vai fazer em dois dias seguidos a levantar-se às 11 e pelo menos deixa-nos em paz. E mais, nem dá pelo que eu aqui escrevo de tão atarantada que anda. Vamos então às dúvidas dos nossos clientes:
O MFC
coloca uma questão relativa ao seu clube que diz andar sempre a enganá-lo. Pois bem Mfc, se o teu clube é aquele que eu penso ainda ontem me enganou também porque ganhou ao Beira-Marzito à batota! Estamos iguais! Quanto ao jantar na Praça do Peixe não sei não, ainda aparece por lá o Alberto que é ciumento como o caraças e anda sempre de naifa no bolso. É melhor jantarmos lá em casa mesmo que eu deixo a chave por dentro e ninguém entra.
A Ritinha pergunta porquê tantas buscas por sexo em Odivelas. Olha Ritinha, eu penso que é em homenagem à vovó que mora lá com um pintor da construção civil mas que é uma senhora muito piedosa e, sempre que pode, dá assistência a todos os vizinhos. Também ajuda a corporação de bombeiros local e o quartel da polícia. Felizmente a vovó já está bastante recuperada desde que teve aquele avc quando estava a indicar o caminho a uns camionistas perdidos.
Por mail chegou-nos também uma questão do Bagaço Amarelo, perguntando se eu acho possível encontrar, em Portugal, pessoas como estas, para travar conhecimento ou quem sabe algo mais sério. Bagaço, posso dizer-te que a tua questão foi a que me deu mais trabalho, mas finalmente consegui chegar a algumas conclusões. Aqui em Portugal, é difícil encontrar pessoas com todos os predicados das que me mostras, especialmente no que toca ao formato de olhos e ausência de pestanas, mas consegue-se arranjar algo bastante aproximado aqui. Tenta. Tem pinta de não ser tão eficaz, mas nunca se sabe, às vezes estas sonsas dão surpresas.

E pronto. Para finalizar quero apenas deixar alguns apontamentos. Ao CosmicMen pela força. Obrigada querido, mas fica já a saber que com os ranhosos dos meus patrões é escusado, já acham que fazem um grande favor em me deixarem ter este consultório. Mas eles vão ver quando eu for famosa!...
À minha homónima Rosarinho para lhe dizer que já dei o recado à patroa que ias votar nela naquela cena dos Belascos. Ela manda dizer que muito obrigada mas é um bocado como o Garcia Pereira, toda a gente a conhece mas quando chega a vez de votar que é bom, tá quieto. Por isso perde sempre, mas tal como o outro também já está habituada. Eu cá quero agradecer a ideia de lançar o isco ao próximo governador civil. Foi genial! E então se for assim tipo Gilberto Madail, que além de governador civil ainda tinha tachos no futebol, melhor. Até já ando a escolher a lingerie com que lhe vou aparecer logo na primeira entrevista. Vai ser daquela loja brasileira no Oita que tem cuequitas em formato de cachorrinho e outros. Obrigada! Do patrão já desisti, não vale a pena, ele ainda há-de mas é arrepender-se de me ter desprezado, vais ver.
Para o Vasco tenho um recado da patroa. Ela manda dizer que muito obrigada pela alembradura e que toda a vida quis ter um belasco. Só que como ainda não vai ser desta, se não lhe arranjas uma cópia em plástico para ela pôr em cima da lareira.
À Sónia, queria só perguntar se já percebeu como é que a gente se faz passar por couve-flor e se deu resultado. Se for preciso mais algum esclarecimento estamos aqui para isso.
À Ângela quero esclarecer que já desisti de papar o patrão. Ele até anda a ficar com um ar fraquinho, quer-me cá parecer que é a bruxa da patroa que não lhe dá descanso. Pois que fique com ele que eu hei-de arranjar melhor.
Wakewinha! Então? Deu resultado com a melga?
E finalmente para o Patrãozinho. Por amor de Deus patrão! Onde foi buscar essas ideias que eu me estou a fazer ao bife e a querer enganar a patroa que é uma santa? Olhe. Combinamos assim, passa lá por casa logo à noite, a gente conversa um bocadinho, eu abro uma garrafinha de champanhe daquele fabricado em Anadia, relaxamos, depois amanhã de manhã quando se for embora vai ver que vai muito mais bem disposto. Está bem assim?

Beijinhos a todos, queridos, até para a semana e não se esqueçam de colocar as vossas questões à Rosarinho, que não sabe nada mas finge que sabe tudo que é o que é importante. Vejam o exemplo dos políticos, da Maya e do Paulo Cardoso, para só citar alguns!

PRECISAVA QUE ME INFORMASSEM...

Qual é o sítio onde a gente se dirige para encomendar leis como aquela dos monovolumes a pagar menos portagens, porque não sei e preciso duma a isentar totalmente de impostos os indivíduos do sexo feminino e nacionalidade portuguesa, nascidos antes de 1965, com 1,60m ou mais de altura e primeiro nome a começar por "D".
Também preciso de saber que papéis é preciso levar que é para não ter que lá ir duas vezes. Até porque desconfio que é preciso comprovativo de que se tem um ou mais amigos influentes e assim sendo, como na verdade não tenho, deixo aqui o meu apelo a eventuais pessoas importantes que leiam o farinha para se tornarem minhas amigas. Podem mandar proposta por mail. Obrigada.

3/03/2005

1, 2, 3 EXPERIÊNCIA

Como é do conhecimento geral está em fase de experimentação o sistema de reformas para os funcionários públicos só depois de mortos.
Para testar o novo método foi escolhido

este gajo.
Até agora está-se a aguentar.

A HISTÓRIA DA MINHA VIDA EM FATOS DE BANHO

Andei a fazer mudanças e desenterrei do fundo duma gaveta uma colecção de fatos de banho. Postos por ordem, eles contam uma parte da história da minha vida, que reza mais ou menos assim:




Modelo 1: Data-Meados dos anos 80
Fase-Vocês têm celulite e eu não! Bem feito!
Reacção actual-Quem pôs esta merda na minha gaveta? Isto não é meu!

Modelo 2: Data-Transição anos80/anos90
Fase-Foleirismo vigente
Reacção actual-Quem pôs esta merda azul-turquesa na minha gaveta? Isto não é meu!

Modelo 3: Data-Finais dos anos 90
Fase-Já morri ok? Deixem-me em paz!
Reacção actual-Quem pôs um fato de banho de perna na minha gaveta? Isto não é meu!

Modelo 4: Data-2004
Fase-Tranquila
Reacção actual-Olha o meu fato de banho!

PS: Peço desculpa pela porcaria de modelo que arranjei para a imagem, que não tem nada a ver com a minha extraordinária elegância, mas é que não arranjei nada melhor. :-)))))))

3/02/2005

HISTÓRIAS DA NOSSA INFÂNCIA

Lembram-se daquelas histórias que todos ouvimos contar na infância?
Aqui estão cinco, sem título, os clientes que acertarem no títulos todos (ou seja, os que conseguirem fazer o pleno), receberão como prémio, um fabuloso cacete virtual! Vamos lá a puxar por essas cabecitas!

HISTÓRIA 1
Era uma vez uma miúda que vivia sozinha com a mãe e nunca ninguém tinha ouvido falar do pai. Nem se era vivo ou morto, nem se se tinha cortado quando soube que a namorada estava grávida, nem se era pura e simplesmente de identidade desconhecida (como se costuma dizer, tinha sido às escuras e de costas).
Ora essa miúda que não tinha pai também não tinha avô, mas tinha avó, que estava toda podre numa cama doente e ninguém lhe ligava bóia a não ser a filha, que de vez em quando mandava a neta levar-lhe umas garrafas de pinga em vez dos medicamentos receitados pelo médico da caixa, talvez quem sabe para a velha esticar o pernil mais depressa e deixar a casa, que ficava fora dos centros urbanos, num local provavelmente inserido em RAN no PDM local e por isso não valia muito mas sempre era qualquer coisa. E depois também se podia sempre subornar o pessoal do ordenamento urbanístico.
A mãe também mandava sempre a miúda a casa da avó pelo caminho mais perigoso, por onde costumava circular um famoso bandido violador pedófilo, possivelmente porque vivia numa só assoalhada ou nuns anexos alugados e precisava de ficar sozinha uns bocados para estar à vontade com o vizinho que tinha a mulher acamada e inválida.
A verdade é que o tal bandido acabou por violar e matar a velha fazendo-se passar pela miúda e logo a seguir a própria miúda fazendo-se passar pela velha.

HISTÓRIA 2
Era uma vez uma gaja já entradota que andava desesperadinha por homem. De tal maneira que resolveu enfiar-se à força num vestidão rosa choque cheio de folhos e com grande decote, dois números abaixo do dela, pintou-se com eye liner, pestanas falsas e baton da cor do vestido e foi-se pôr à janela a oferecer-se a todos os gajos que passavam. Só que a única coisa que conseguiu foi convencer um lingrinhas de voz fininha. Mas o desespero era tal que mais valia um lingrinhas do que nada. Só que afinal o gajo, além de roda 24, não tinha onde cair morto e só queria casar com uma gaja qualquer para não ter que dormir na rua e darem-lhe pelo menos uma refeição por dia. De tal maneira que no próprio dia do casamento, esgalgado de fome, foi à cozinha antes da cerimónia ver se conseguia trincar qualquer coisa, acabando por cair dentro duma panela gigante, onde morreu queimado.

HISTÓRIA 3
Era uma vez uma cota taradona, casada com um gajo viúvo, que tinha duas filhas também taradonas, todas adeptas do sado-maso. O único problema é que só tinham uma pessoa com quem praticar as suas taras. Era a filha do marido, que por sorte era completamente masoquista e passava a vida de rastos pela casa, sendo humilhada e maltratada. O pai fazia de conta que não sabia de nada para não se chatear e também porque assim sendo sempre evitava ser ele a levar umas chibatadas à noite no quarto. E assim viviam todos felizes.
Um dia apareceu um tipo todo bom, mas mesmo todo bom (assim com pinta George Clooney mas mais novo) e ainda por cima cheio de pastel, que convidou as garinas lá da terra todas para uma party na mansão.
Claro que as duas filhas da cota ficaram tolinhas para ir e já se estavam a imaginar a levar o chavalo para o quarto no meio da confusão e prendê-lo à cama com aquelas algemas cor-de-rosa que elas tinham para ocasiões especiais. A outra é que dessa vez não se quis ficar e resolveu ir também. Como não arranjou quem lhe comprasse uma roupinha à maneira para a festa teve que ir pedir à madrinha, gaja completamente passada dos pirolitos, que em vez de comprar um vestido para a rapariga, alugou, e tinha que ser devolvido até à meia-noite, o que é uma merda pois toda a gente sabe que é depois disso que as coisas começam a animar. Mas pronto, o que tem que ser tem muita força.
Acontece que por acaso o gajo foi muito mais à bola com ela do que com qualquer uma das outras que lá estavam na festa porque ,vá-se lá perceber porquê, tinha uma tara por gajas pequenitas, baixinhas e loiras assim um bocado para o desenxabido, o que provocou um burburinho tal que as outras todas já estavam por tudo e a dizer que mais valia terem ido ao concerto do U2 nem que tivessem ficado uma noite ao relento para arranjar bilhetes.
Por volta da meia noite menos um quarto a pobre rapariga, que estava no melhor da festa, recebeu uma chamada da madrinha a azucrinar-lhe a cabeça que tinha que devolver a roupa e, porque esse corte lhe tirou a pica toda, teve que bazar à pressa sem avisar nem nada. Como estava totalmente ganzada perdeu um sapato pelo caminho, que o chavalo encontrou e (suspresa!), afinal o gajo tinha era um fetiche por pés! Como já estava em suores a imaginar a cachopa a pisar-lhe a cara com aqueles sapatos de verniz preto e saltos de 12cm, não descansou enquanto não a encontrou.
Foi aí que ela descobriu que afinal não era masoquista como as outras a tinham convencido durante anos e anos a fio. E foram felizes para sempre.

HISTÓRIA 4
Era uma vez um casal já cota que não conseguia ter filhos. Por isso foram fazer um tratamento de fertilidade a uma clínica. Então, lá conseguiram ter uma miúda, que nasceu de cesariana e a quem chamaram Aurora. Só que uma vizinha, toda invejosa porque o tratamento não tinha dado resultado com ela, apareceu no dia do baptizado, sem ser convidada nem nada, e lançou uma praga dizendo que a miúda havia de ser “agarrada” até mais não.
Os velhotes, todos aflitos, resolveram mandá-la para casa de uma tia numa aldeia ali para os lados de Alijó mas, azarito, nunca pensaram que era mesmo ali no cu de judas que havia o maior consumo de droga do país.
E foi assim que a profecia de realizou. A Aurora picava-se frequentemente, até que um dia se picou e teve uma overdose tal que ficou sem sentidos e não havia maneira de acordar.
Foi o médico de serviço lá no centro de saúde que acabou por conseguir salvá-la com respiração boca a boca, e ela ficou tão agradecida que pegou nas trouxinhas e, farta de aturar a patega da tia, mudou-se lá para casa.

HISTÓRIA 5
Era uma vez uma miúda que vivia com a madrasta. Ambas tinham uma p*ta duma mania que eram boazonas que aquilo só visto. Era de tal forma que a cota chegava a pôr-se a falar sozinha para o espelho. E cada uma queria ser mais boazona que a outra. Quem não dava por nada, como sempre, era o paspalhão do pai/marido que só aparecia para jantar e dormir enquanto a mulher e a filha se degladiavam para papar os melhores gajos das redondezas.
Um dia a cota contratou um arrumador de automóveis para limpar o sebo à miúda em troca dumas coroas. Ele disse que sim, que fazia o serviço, porque era mesmo agarrado e tudo o viesse à rede era peixe. Só que no fundo não era má pessoa e até lhe fazia aflição ver sangue e em vez de levar aquilo até ao fim avisou a chavala que desaparecesse senão quem a fazia desaparecer era ele.
Assim, ela fugiu e foi viver com sete gajos muito baixinhos que trabalhavam numa mina e a partir daí foi a desbunda total em grandes geraldinas lá em casa.
Só que a outra, que era fina, começou a desconfiar não ver nenhuma notícia no telejornal da TVI sobre o aparecimento de uma cadáver em circunstâncias misteriosas e apertou com o arrumador para ele lhe dizer onde estava o corpo. Entretanto a pai da rapariga continuava tão mongo que nem deu pela falta dela.
O arrumador acabou por confessar que não tinha feito o serviço encomendado mas já não devolveu o dinheiro porque já o tinha gasto. Azar!
A madrasta, toda danada, tanto procurou tanto procurou, que acabou por descobrir onde é que a outra vivia e foi lá disfarçada de bruxa (estava-se no halloween e ela era professora de inglês por isso ninguém estranhou). O que é certo é que acabou por pôr a rapariga KO com uma cena que lhe ficou entalada na garganta mas entretanto apareceu um tipo que lhe deu uma murraça nas costas e aquilo saltou cá para fora e ‘tá-se bem.

GANHOU O BINHO

Pedi aos meus queridos clientes sugestões para saber como gastar o fabuloso aumento de ordenado que tive este ano mas infelizmente parece que a maioria quer ver-me com os copos. Porque será?

Pagar o jantar:Japinho e Saltapocinhas. Seus cravas! Não podem ver uma pessoa com um aumento!
Ir à manicura: Divas e Contrabaixos. Amassar broa com as unhas arranjadinhas deve dar de facto outra pica.
Depositar-lhe na conta:Rui. Rui, calma aí! E depois a minha comemoração?
Meia viagem na TAP para qualquer destino europeu, ou seja, ir num mês e voltar no outro:Kitty. Infelizmente não posso ficar um mês no estrangeiro. Não sei tocar nenhum instrumento para ir para uma estação de metro fazer umas coroas.
Mais um bibelot lá em casa:K@. A ideia é boa. Mas depois fico indecisa entre o galo de Barcelos, o Buda de porcelana, a Vénus de Milo em biscuit ou o passarinho cantador do chinês.
Jantar romântico no McDonald’s e passeio de moliceiro a seguir:Robina. A Robina não estava inteirada do preço das viagens de moliceiro e pelos vistos nem da adrenalina que pode ser um passeio na Ria de Aveiro no Inverno à noite.
Vinho!:Gotinha, Tita e Finúrias. Infelizmente, a quantidade de vinho necessária para eu perder minimamente o decoro não pode ser comprada com 31 euros!
Óleo extra para o carro: Wakewinha. Uau! Os carros levam óleo?! Onde? Onde?
Passear e aproveitar o sol de Inverno:Rititas. Ora aqui está uma ideia baratinha. Se for a pé...
Um fato de treino em nylon na feira da Brandoa para usar com uns sapatinhos de salto:Mascote. Sapatinhos de salto já tenho alguns. A Brandoa não sei onde fica. Terei dinheiro para a viagem de volta depois de comprar o fato de treino?
Uma sessão de compras no chinês: Ângela e TounaLua. Vocês vêm cá e ajudam-me a escolher? Ai, fico sempre tão deslumbrada na loja do chinês que nunca sei por que ponta começar...
McDonalds:Batatas E mainada.

3/01/2005

SEM TÍTULO

Quando havia vinte e cinco tostões no bolso poupados aos pequenos-almoços na escola, passávamos pelo carrocel a caminho de casa para uma voltinha. Íamos sempre nos cavalinhos de fora porque são os que andam mais e nós sabíamos isso porque nas aulas de atletismo corríamos sempre na pista de dentro.
A música misturava-se, em compassos desajustados, com o chocalhar da maquinaria do carrocel: "Eras tu, eras tu, oh Madalena! Eras tu, eras tu, oh meu amor!"
A Madalena, miúda franzina e sardenta com o cabelo curto mal aparado em casa, emocionava-se sempre: - "Estão a ver? Madalena sou eu! Esta música é para mim!" - e tinha dois minutos da mais pura felicidade por vinte e cinco tostões na feira do Rossio.

E porque diabo o programa de ontem à noite na RTP me fez lembrar isto?