9/04/2006

Olá queridos e queridas! Hoje temos mais uma questão levantada por um cliente, o Lobo Solitário. Trata-se de uma questão que nos remete de novo para a temática teológica, o que quer dizer que isto está bom, estamos a ficar um estabelecimento onde se discute merdas sérias. Upa upa! A questão é:

Eu também tenho uma dúvida: Se a tipa é mãe do outro e este foi concebido "sem pecado" quererá isso dizer que José foi corno? E para mais corno manso?

Pois bem, contextualizando, o nosso amigo Lobo quer saber, em primeiro lugar se O Jota Cê foi mesmo concebido sem a vulgar queca da ordem e se foi, e se o carpinteiro não era o pai como toda a gente veio a saber, se isso faz ou não dele corno. Trata-se de uma questão complexa e vamos responder por partes.
Primeiro: Não acredites nessas cenas da gravidez sem queca. Por muito que leies na Maria cartas de leitoras a dizer que tomaram banho na água do namorado, isso quer apenas dizer que as gajas são umas badalhocas e ponto final. Ninguém fica grávida assim. Havia de ser lindo!
Segundo: O que a Maria fez mesmo foi andar enrolada com um bacano chamado Espírito Santo enquanto o palerma do carpinteiro bulia e não dava por nadinha. Claro que, como deves calcular, eu só queria ter notas de 5 (sim, bastava de 5 para ficar milionária) como cenas destas que já aconteceram, seja na Galileia, em Paris, Nova Yorque ou na Gafanha da Nazaré. Uma história banalíssima, portanto. Desde que não aconteça o pretenso pai ser estilo nórdico e o puto sair mais para o tipo Mantorras, na maior parte das vezes ninguém desconfia, não acontece nada e a vida continua na boa. Ora o que lixou tudo, no caso que estamos a discutir, é que a Maria não podia ir dizer ao José que - “Olha, tas a ver, e tal, no mês passado, andei com umas diarreias e a pílula não fez efeito, temos que casar mais cedo e tal…” – simplesmente não podia porque parece que o gajo ainda era do bom tempo e estava à espera da noite de núpcias para se pôr… no assunto. Esse pormenor, convenhamos, dificulta muito. E é aqui que entra uma personagem muito injustamente esquecida mas que, cá para mim, foi o verdadeiro intruja que ajudou a compor a coisa e a transformar uma história sórdida à partida num caso de santidade: Um tal de Gabriel. É para isto que serve ter amigos espertos!
Mas para explicar melhor como tudo se passou, vou aqui reproduzir uma ilustração que só tem um defeito: Foi feita pela parva da patroa e postada aqui no farinha já há bué de tempo. Mas pronto, apesar disso, acho que explica muita coisa.

Espero que tenhas ficado esclarecido.

Quanto a mim, vou entrar em retiro espiritual até à próxima segunda-feira, até porque hoje tive uma revelação: Descobri, assim num simples clique, a ver uma noticiazeca de televisão, de onde vem o ar infeliz que tanta mulher ostenta por este país fora. Pois. É devido a isto. É que eu, queridos clientes, juro-vos uma coisa: Mesmo sendo rapariga de “muito alimento”, se só houvesse neste mundo gajos com bigode, antes queria ir viver sozinha para as Berlengas, lá onde só há pássaros que voam e não se conseguem agarrar! Juro!


Até para a semana e beijocas da vossa

Rosarinho

4 comentários:

AVC disse...

Este texto é sem sombra de dúvida bastante humorístico, mas, perdoa-me a franqueza, está no limiar do mau gosto. Não é muito difícil fazer humor assim, mas respeito a liberdade literária. Sem querer abusar, reencaminhava-te para uma pequena e diferente abordagem (Kristos) que fiz inspirado pelo que li.

Cumprimentos

Didas disse...

Oh AVC, deixa-a lá! A essa gaja tem que se dar um desconto! Eu cá até respeito bué essas merdas todas e tal. É naquela...

São Rosas disse...

Vou ter também que arranjar uma mulher a dias para falar sem papas na língua no blog porcalhoto :-)))

Didas disse...

Uma mulher a dias dá sempre jeito para as pocarias. Mas a Rosarinho é mais do que isso, fez o nono ano sem nunca chumbar!