3/12/2007


Olá queridos, hoje a minha crónica é sobre música. É uma novidade porque nunca me tinha dedicado a este tema… que eu me lembre.

UM: O Festival da canção esteve bem, esteve sim senhora. Foi rapidinho. Pelo menos, logo que aquilo começou eu mudei de canal (ainda tive tempo de ver o Jorge Gabriel com uma gravata dos ciganos, depois varreu-se), a seguir jantei, tomei um cafezito, dei uma voltinha pelos blogues e pimba, quando voltei à RTP1 já estava a dar a canção vencedora que, faça-se justiça, de todas as que eu ouvi foi a melhor. A cachopa tem um ar enjoadito, é pindérica, baixota, tem nome de sapatito fora de moda desde os anos 80 e deve ter dado uma trabalheira monumental arranjar um wonderbra insuflável número 32 que conseguisse dar algum relevo àquilo que não tem, coitadinha. Além disso canta muito mal, mas isso não interessa nada. Foi de certezinha absoluta a melhor queca que por lá apareceu e isso eu não discuto porque não estava lá para ver e toda a gente sabe que muitas vezes, é das mais pelintras que saem as maiores surpresas a esse nível. Isto falando de mulheres, claro, porque os homens topam-se logo. Um enjoado raramente é uma trancada que valha a pena. Um arrogante de merda, isso então nem se fala. O melhor é esquecer. O que nos leva directamente para o ponto…
DOIS deste post: Ontem mesmo tive a oportunidade rara de ver uma entrevista da Bárbara Guimarães (valeu-me não me lembrar assim de repente onde tinha posto o comando da televisão) e garanto-vos, queridos clientes, que não me arrependi, pois tive algumas das revelações mais fantásticas da minha até agora curta vida. Pois não é que um chavalo que canta e toca umas músicas iguaizinhas às do Chico Buarque de há trinta e cinco anos mas com uma voz 50 vezes pior conseguiu gravar um disco com aquilo, fazer o lançamento na FNAC e ser entrevistado em horário nobre num programa que, pronto, toda a gente sabe que é mentira, mas é tomado oficialmente como um programa cultural? É que eu juro que pensava que os tipos que têm uma guitarra lá em casa oferecida pela avó no Natal, o mais que fazem é tocar umas músicas para os amigos, que mesmo assim só aguentam aquela merda quando já estão todos com os copos e a dormir cada um para seu lado. Também não sabia que as editoras aceitam gravar esterco deste sabendo que os únicos discos que vão vender são um à mãe do gajo, outro à madrinha e mais os que ele próprio conseguir comprar enquanto lhe durar a mesada. Agora… a melhor parte disto tudo é o marmanjo ter um blogue onde bate punhetas consecutivas a fazer… o tributo à sua própria obra. E se não acreditam, tomem lá.

Fiquem bem, tenham uma semana curtinha e fiquem com uma grande beijoca da vossa

Rosarinho

6 comentários:

José Carlos Gomes disse...

Quando se escreve sem se saber o que se diz, sai asneira. O tal "marmanjo" não faz punhetas no blogue, porque não foi quem o criou nem é ele que o gere. Por acaso, sou eu quem criou e actualiza a coisa.

Depois, a sua opinião sobre o disco do JP Simões é uma opinião... mas de quem não está atenta e/ou percebe pouco da poda. A crítica, generalizadamente, considerou um bom disco. E as semelhanças com Chico Buarque não são tantas quanto se tenta fazer crer... basta ouvir com atenção.

Relativamente às vendas, o artista deve ter muitos familiares ou uma mesada farta, porque o disco esteve três semanas no top30, uma delas num muito honroso 12º lugar.

Yardbird disse...

Pois eu, apesar do discurso apologético do senhor aí de cima, que deve ser o agente ou outra coisa qualquer coisa chegada ao JPSimões (sim, que não se lança um blog a apoiar alguÉm se não se tiver algum interesse na coisa), concordo na maior parte do que dizes, Rosarinho.
O facto de estar no top 30 nunca foi um certificado de qualidade - as coisinhas da Floritrampa mão andam lá e muito mais à frente?. Quanto às vendas...pois, e o Artur Garcia no tempo dele, coitado, também "vendia" muitos discos...

José Carlos Gomes disse...

Pelo comentário aqui de cima, vê-se bem que a iliteracia é um problema grave deste país... A alusão à presença no top apenas visa responder a uma passagem do texto original. Nada mais. A aferição de qualidade faz-se noutro âmbito que não na tabela de vendas. Mas também é importante que não se confunda gosto pessoal com qualidade...

PS: Ainda há uns tipos neste país que fazem coisas sem quererem nada em troca. Só porque admiram o trabalho de um artista, procuram ajudar a divulgá-lo. Não compreende isso? Lamento.

Didas disse...

Meu caro José Carlos. O texto aqui reproduzido é da parva da empregada deste estabelecimento, rapariga tão desmiolada como maldicente, embora não iletrada. Nem ela, nem o Yardbird, nem você mesmo.
Eu jamais escreveria tal coisa, embora concorde que a música do JP é totalmente baça e nada traz de novo a ninguém. Embora isso também não seja crime.

marta disse...

Olha lá, Didas
não me querendo zangar contigo, achas que vale a pena mandar a malta ver aquele blog e enchê-lo de visitas?
O homem vai-se masturbar com a quantidade de visitas.

Estou de acordo com tudo o que disseste do JPSimões. Nem pensar enm ouvi-lo.

SaltaPocinhas disse...

Estou com a Marta: quando nos mandares a algum lado, manda-nos a um sítio de jeito, ok?
Quanto ao cantor, não o conheço, nunca ouvi falar, não sei se canta bem ou mal. Já do blog posso dizer que o achei muito fraquinho.