10/01/2010

É que não é por nada mas isto preocupa-me um bocadinho


Eu sei que não percebo nada de finança por isso tenho uma dúvida: Se todos os países têm défice e a diferença não é entre quem tem e quem não tem mas sim entre quem tem mais e quem tem menos, como é que esta porcaria toda se vai aguentar a longo prazo? Vamos a Marte? Ou é aí que, finalmente, os deuses vão mostrar o que (não) valem?

9 comentários:

A.B. disse...

Os países não têm todos défice. De onde tirou essa idéia?

Didas disse...

Se a Alemanha tem... todos têm. Ok, o Burundi não sei se terá.

A.B. disse...

Nem o Canadá, muito do Médio Oriente, a China, Taiwan, creio que a Coreia do Sul, a do Norte não tem decerto, Cuba, o Mónaco, Suíça, Luxemburgo, e há muitos mais, nem todos pelas mesmas razões. O Canadá não precisa emitir dívida porque tem dinheiro, e outros - como nós daqui a uns anos - nem emitem dívida porque ninguém a quer.
A Alemanha tem Bunds de dívida mas as suas contas apresentam superavit. Não sei qual é a deles, possivelmente ainda estarão a pagar a dívida emitida para a reunificação.
Misturo dívida e défice, mas no geral, se um país não pede emprestado não tem tecnicamente défice. É pobre mas honesto : )

Didas disse...

Fico mais descansada com essa informação, a sério que fico. Mas então o que é que o Sócrates quer dizer com estar igual à Alemanha em 2013? Vamos todos aprender alemão ou começar a beber ainda mais cerveja?

A.B. disse...

Vamos ter um muro a separar os ricos dos pobres.

Saltapocinhas disse...

eu cá acho que não é nada que não se resolva: basta porem as respetivas (ó pra mim a escrever conforme o acordo!) casas da moeda a trabalhar mais!

Didas disse...

Bem, vejo que as opiniões divergem.
(É esquisito o acordo não é Saltapocinhas?)

A.B. disse...

Chama-se a isso monetarizar a dívida. Mas a nossa casa da moeda está em Bruxelas e a nossa dívida está em euros. Se por um azar desgraçado voltássemos ao escudo, numa primeira fase poderíamos fazer a pouca-vergonha de manter paridade com o euro, mas em pouco tempo o escudo voltava à nossa insignificância e a nossa dívida à sua imensidão, com a agravante de todos os financeiros do mundo e eu mesmo apostarem na desvalorização. Aliás, o Sr. Silva forçou durante um tempo a paridade com o marco alemão - foi um pratinho, comprar um marco alemão por um escudo. É claro que dez dias depois cada marco valia duzentos escudos e muita gente viu a sua fortuna crescer duzentas vezes, à custa do País. Não há voltas a dar, mesmo voltas de impressora, o dinheiro vale o que pode comprar, fazer mais só aumenta a inflacção. Nesta situação, a solução menos má seria os países mais ricos do euro abandonarem a moeda única, em vez de nós. Assim, por mais que o novo euro desvalorizasse, os credores tinham que engolir o sapo. Duvido é que as consequências fossem mansinhas.

Didas disse...

Meu Deus... sou na realidade muito ignorante nesta matéria, vou deixar de dar bitates sobre isto.