9/30/2009

EU NÃO DIZIA?

A palhaçada protagonizada pelo presidente da república, eleito pelo povo, bem intencionado mas como sempre crente, levou a choldra ao expoente máximo do seu decrépito "esplendor".
Eleger o mais alto magistrado da nação tem estes riscos evidentes. O presidente da república, sendo eleito de entre vários, cada um apoiado pelo seu partido político, é sempre uma pessoa comprometida partidariamente. Alguns sabem ultrapassar esse handicap, outros não. O Sr. Aníbal já por inúmeras vezes fez tristes figuras, declarações despropositadas e insinuações mais próprias de intrigas de vizinhas, mas desta vez conseguiu reunir num só acto tudo aquilo que me faz ter a convicção de que a monarquia é o melhor sistema política em qualquer país.

20 comentários:

Gi disse...

Eu não tenho a convicção de que a monarquia seja o melhor sistema em qualquer país mas, por outro lado, também não tenho a convicção de que a república o seja. ;)
Fantástico!

Saltapocinhas disse...

Se as barbaridades forem ditas por um qualquer "rei", deixam de ser barbaridades! Incrível!

Na pior das hipóteses o PR só dura 10 anos. Já os reis, mesmo que sejam uns anormais, duram toda a vida. E como a moda de cortar cabeças já lá vai, essa vida tenderá a ser bem longa.

Didas disse...

Gi, decide-te lá para um dos lados! De preferência o certo! :)))

Saltapocinhas, tem a ver com as competências dum rei e dum PR. Também tem a ver com a preparação dum e doutro. E finalmente, tem a ver com o facto de as monarquias absolutistas já terem acabado no mundo civilizado. É simples.

André Leal disse...

Não tem a ver com o facto de a Monarquia ser absoluta ou constitucional, os nossos vizinhos espanhóis, vivem numa monarquia constitucional, tal como os ingleses, e tudo vai correndo dentro das possibilidades bem. Ora na verdade nessas monarquias, o papel do Rei e um pouco semelhante ao do Presidente da republica, mas no meu ver o conceito de monarquia já esta mais que ultrapassado, e neste novo século, onde já muitos visionários falam no fim das republicas em função de formas ainda mais democráticas de gerir os estados.
Parabéns pelo blog tá muito bom, tornei me seguidor pois aqui são debatidos alguns assuntos do meu interesse.

A disse...

Eu gostava de perceber melhor a monarquia que os monárquicos - ou neste caso a Didas -, advogam actualmente:

Era só ter um Rei ou rainha ou o regime incluiria tb a parafernália toda de duques, condes, marqueses e quejandos?

E era para o rei ter um poder executivo ou apenas de porte e pose como o rei de espanha, a rainha de inglaterra ou o nosso presidente?

E se por uma das ironias da história e da vida o herdeiro da coroa for um perfeito imbecil, o que fazer? salta-se de geração?, salta-se na linha lateral ou mete-se um presidente intermitente?

ass: Essa de Keyroz

AB disse...

Eu também anseio pelo retorno dos servos da gleba, e por mentecaptos serem meus donos porque Deus himself lhes disse que era para ser assim...

mfc disse...

Cheirou-me a senilidade!

Didas disse...

A república é inquestionável aos olhos da maioria porque o grande dogma da democracia é que o poder de elegermos os nossos representantes é, em qualquer dos casos, uma coisa boa. Eu acho que nem sempre. No caso do presidente da república, ele é sempre um gajo que veio dos partidos, que fez carreira num partido, tem os seus amigos, as suas dívidas, os favores a pagar... Duma forma geral eles têm sabido estar acima disso ou pelo menos serem discretos q.b. Mas vejam o que nos calhou desta vez.

Larose disse...

o gajo sempre foi um anormal e parvalhão .....muita parra e nenhuma uva!

mas eu cá prefiro a anarquia!

A disse...

Vejo que a Didas não responde às dúvidas monárquicas acima levantadas. Chuta pra canto. Esperava mais para quem defende tanto a monarquia.

O Cavaco é um perfeito imbecil, concordo, mas daqui a ano e meio pode-se trocar o bicho. E se o imbecil fosse Rei?

É evidente que a República e a democracia não sistemas perfeitos, mas do que surgiu até agora são dos menos maus. (Churchill dixit)

e assim pelo menos sempre se pode respeitar o Eça De Queiroz: "Os politicos são como as fraldas, devem-se mudar frequentemente e pelas mesmas razões"


Essa De Keyroz

A disse...

Vejo que a Didas não responde às dúvidas monárquicas acima levantadas. Chuta pra canto. Esperava mais para quem defende tanto a monarquia.

O Cavaco é um perfeito imbecil, concordo, mas daqui a ano e meio pode-se trocar o bicho. E se o imbecil fosse Rei?

É evidente que a República e a democracia não sistemas perfeitos, mas do que surgiu até agora são dos menos maus. (Churchill dixit)

e assim pelo menos sempre se pode respeitar o Eça De Queiroz: "Os politicos são como as fraldas, devem-se mudar frequentemente e pelas mesmas razões"


Essa De Keyroz

Didas disse...

E pronto, lá tenho que me dar à trabalheira de ser directa.
Um rei não é um imbecil nem fará as tristes figuras do Sr Aníbal porque:
1. É preparado desde que nasce para a missão que lhe incumbe, não é um qualquer filho de gasolineiro que trepa sabe-se lá por onde até chegar a presidente.
2. Ao Eça faltou-lhe conhecer os mais de cem anos que nós já conhecemos.

Didas disse...

E ainda me esqueci doutra coisa importante. Numa monarquia constitucional o rei não tem praticamente qualquer poder político. É praticamente só um diplomata, que representa a nação e sabe fazê-lo. Neste regime supostamente misto ou semi-presidencial ou lá o que é, o presidente tem demasiados poderes, o que pode levar a cenas destas a que desta vez chegámos.

A disse...

O Rei do Brunei, treinado desde pequenito, é um perfeito imbecil!

O Rei do Nepal, treinado desde pequenito não só é/era um perfeito imbecil, como assassinou o resto da família!

O Orelhas de Inglaterra que em principio será rei e treinado desde pequenito para tal é um perfeito imbecil, que inclusive diz que fala com as plantas!

O principe herdeiro da bélgica, treinado desde pequenito é um perfeito imbecil, aprendiz de ditador, que obviamente dará a machadada final na (des)união belga!

E isto só para ir aos poucos actuais, porque se nos for permitido recuar um pouco no tempo então vemos que o "treinado desde pequenito" só lhes deu para a barbaridade ofensiva do seu próprio tempo.

É que nem tudo sai Bourbon e bem na fotografia...

No mais e para fazer de Mordomo do país - na definição de rei da Didas - então não precisamos de rei nenhum e aliás, na mesma ordem de ideias nem precisamos de presidente nenhum. Bastaria então uma superfigura de topo eleita como é o caso do Presidente americano.

A ideia de que "um filho de gasolineiro" pode chegar a presidente em vez de me enojar como parece que enojar a Didas, leva-me a elogiar o sistema.

O que obviamente não me impede de reconhecer que o filho do gasolineiro que lá está é um perfeito imbecil.

ass: Exxa de Keyroz

Didas disse...

Vamos evitar referências ao Brunei e ao Nepal e a outros sítios que tais. E um presidente eleito não consegue ser uma figura carismática nem consegue ser um polo de união que é o que se pretende numa pessoa que representa a nação. O que esteve mais perto disso aqui foi o Mário Soares e por isso mesmo lhe chamavam o presidente-rei. E decididamente não estamos de acordo, o filho do gasolineiro será sempre um gajo que aprendeu a comer com as mãos. E é claro que não é a profissão que está em causa, é apenas o princípio. Seguramente haverá gasolineiros com nível. Teoricamente pode haver.

A disse...

argumentamos com armas desiguais...,

tu admites que pode haver um filho de gasolineiro com nível, mas não admites que pode haver um rei perfeitamente imbecil...,

e aí eu tropeço e calo-me.

ass: ezza de queiroz

Didas disse...

Sim, admito. Mas que nem por isso deveria ser o mais alto magistrado da nação.
Quanto a um monarca imbecil, cada vez é mais difícil chegar a reinar, como deves saber. A família real já não faz o que quer e o que lhe apetece em lugar nenhum do mundo civilizado.
Ah! E o orelhas já abdicou do direito de sucessão a favor do filho mais velho.
E já agora antes que se fale nisso, abomino a ideia da sucessão para o filho mais velho macho. Já nem todas as monarquias funcionam assim e em Espanha fala-se na necessidade dessa alteração.

A disse...

A pouco e pouco a tua monarquia começa a cheirar a república...

E já que foste por aí, vejamos a razão pela qual o Orelhas pretende abdicar, que não é outra senão a leitura que e casa real faz da opinião pública e dos escândalos do Orelhas. Ou seja, os ingleses nem sequer têm voto na matéria, a velha interpreta-lhes os estados de alma e manda subir o Neto.

Não me parece bonito. Preferia votar, noutra neta por exemplo. ou na Sarah Ferguson, outra imbecil, ou na Diana se fosse viva, a raínha da imbecilidade.

ass: Eçça D`keiroz

Didas disse...

A minha monarquia cheira cada vez mais a república a um republicano porque lhe vai parecendo cada vez menos má.

AB disse...

E porque a monarquia é variada, tem mesmo que ser um rei? Não ficaríamos melhor servidos com um Emir, um Marajá, um Sultão?