12/01/2011

A justiça não é cega, é ceguinha

Eu sei que só percebo de carcaças e bolos de arroz e também sei que sou uma ingénua do caraças, por isso mesmo há coisas que se passam sem ser em filmes nem nada disso que me fazem muita confusão. A primeira é: Porque é que um crime de sangue prescreve? Roubar uma faca de serrilha numa tasca e ir com ela abrir pessoas, com o tempo, deixa de ter importância? Ao fim de vinte ou trinta anos já não faz mal porque toda a gente já se esqueceu, ou há outro superior motivo que escapa ao meu entendimento? Segunda: Como é que um(a) "jornalista", mesmo sendo do mui nojento semanário Sol, consegue ter estômago para ir entrevistar um brutamontes analfabeto e filho da p*ta (literalmente) que nem duas palavras consegue articular seguidas sem dar um pontapé na gramática e cujo único feito de relevo na vida além de assentar massa foi matar prostitutas que lhe faziam lembrar a mãe? Posto isto, quem é que acha mal que algum outro detido mais brutamontes do que ele acabe por lhe limpar o sebo na cadeia? Quem é que, sendo minimamente decente, não deseja secretamente que isso aconteça?

6 comentários:

pé-de-cereja disse...

Olha Didas eu ia escrever lá no meu estaminé mais ou menos o mesmo. Essa coisa da prescrição em casos desses é de bradar aos céus. Como é?! Mesmo que o tipo tivesse 90 anos tinha de ser julgado e condenado.
É por estas e por outras que estando os Tribunais a funcionar com tanto atraso os espertos dos advogados vão empatando até os crimes prescreverem! revoltante!!!

Didas disse...

mesmo!

Anónimo disse...

Que raio de justiça é esta?Que país se tornou o nosso?Como é possível...:(

Didas disse...

Pois não sei...

mfc disse...

Estas reportagens ao estilo "TVI" continuam a repugnar-me.

Didas disse...

É não é?