7/17/2007

E CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS


Ouvida hoje acidentalmente na rua, entre duas pitas com ar levemente parvo e em altíssimos decibéis.

Pita 1- …e ele na boa, como se nada fosse. E vai eu, olha, já ouviste falar de preservativos?
Pita 2- E ele?
Pita 1- E ele respondeu-me: “Olha, conheces alguém que goste de comer rebuçados com papel?”
Pita 2- Xi! E tu?
Pita 1- E eu, amochei! Fiquei sem resposta não é?

E nós aqui na padaria fazemos votos de que ela se tenha lembrado de lhe perguntar o nome e o número de telefone para mais tarde lhe poder pedir a pensão de alimentos ou uma contribuição para os tratamentos com retro-virais.

7/16/2007

À PROCURA DE QUÊ?...


Há muito tempo que não fazia isto e estava com saudades. É sempre muito enriquecedor saber do que andam as pessoas à procura na internet enquanto à sua volta há guerras, conflitos vários, intrigas políticas, crimes ambientais, violações dos direitos humanos e outras coisitas sem importância.


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Vá, confessem lá, quais delas foram vocês?

Olá queridos clientes, cá estou eu de volta! Hoje, como não podia deixar de ser, o tema que está a dar é as eleições autárquicas em Lisboa. E façam o favor de não me virem com merdas tipo “Ai, isso não interessa para nada, só interessa aos gajos de Lisboa”, é mentira. Porque na verdade, nem aos gajos de Lisboa interessa. Se, por outro lado, vierem com aquela disto ser um blogue de Aveiro e portanto temos que nos concentrar nos moliceirozinhos e na ria e na badalhoca Joana Princesa, eh pá, não me lixem mesmo! Isto só é um blogue de Aveiro porque a padaria fica em Aveiro e tinha que ficar em qualquer lado. Somos do Beira-Mar (mesmo nas ruas da amargura), gostamos disto aqui e mesmo da porra da ventosga que não nos deixa usar uma saia nem no Verão, mas não somos parolas, somos universais (porra, esta do universais saiu-me bué da bem)!
Mas vamos ao que interessa:

Eleições 1: Ganhou o gajo de sempre, um tal de abstenção. Mas também como sempre, não vai assumir o lugar. E porquê? Porque este gajo ganha à custa do pessoal que, como já sabe que não tem amigos nem conhecidos nem nada nos outros partidos e que, portanto, não vai mesmo ganhar nada com aquilo, opta por cagar nisso e ir dar uma volta ao centro comercial ou bater uma sesta. Não é uma base de apoio muito sólida, digamos.
Eleições 2: Não indo o Sr.Abstenção assumir a presidência da Câmara, alguém terá que o fazer, neste caso o António Costa que foi o que conseguiu mais adeptos logo a seguir. E eu, desde já, quero aqui oferecer-me para assessora, o que nos tempos que correm significa “bufa”. O bufo, como se sabe, tem sido uma personagem muito mal vista e injustamente acusada de variadíssimas desgraças. Eu, nem percebo porquê (até porque acho que o portuga é bufo geneticamente), nem tenho preconceitos nenhuns contra isso. Dr. António Costa, desde que o senhor me pague bem, com direito a alojamento no Sheraton e viagem semanal em primeira classe a Aveiro para matar saudades, não tenho problemas nenhuns. E até lhe digo, com o arzinho de inocente que eu sei fazer quando quero, ninguém vai desconfiar. Ponho-me a circular por ali como quem não quer a coisa, levo um cafezinho a este, baixo-me para mostrar acidentalmente o decote àquele e tal… o doutor vai ver, apanho-os a todos. Já sabe meu querido, se quer manter o tacho, aposte nos cavalos certos. O meu mail está ali à direita.
Eleições 3: Os caríssimos clientes lembram-se duns cãezinhos que antigamente se punham na parte de trás dos carros e iam a viagem toda com cara de parvos a abanar a cabecita? Reparem bem nos discursos dos candidatos, mais propriamente nos lambe-cuzes que se põem sempre à volta deles, assim discretamente em segundo plano, e digam-me se não é tal e qual. Um mimo! Ele há merdas que nunca mudam!
Eleições 4: O Telminho, o do PP (Partido da Peixeirada), nem para vereador entrou. Será que finalmente o Paulo Portas e a sua irritante dentadura pasta medicinal couto vão perder tempo de antena? Ou vai conseguir um contrato para o novo anúncio da Corega Tabs? Porra!
Eleições 5: As minhas felicitações pessoais vão para o Carmona Rodrigues. Sim senhora, ganda sonso! É que não é por nada, mas saber fazê-las assim também tem o seu mérito e temos que o saber reconhecer! Com a cagada que ele fez, oh meus amigos, se tivesse limpado as mãos à parede, não havia criatura que não tivesse dado pelo cheiro! Mas ele, qual quê? Escondeu-as muito bem escondidas atrás das costas, não fez ondas, e pimba, terceiro lugar logo ali atrás do Abstenção e do Costa! Boa!

E pronto queridos clientes, por hoje é tudo. Bem que eu queria dedicar-me a um excelente texto publicado esta semana pelo grande humorista aqui da cidade, D. António Marcelino, sobre a proposta de agilização do processo de divórcio, mas já não dá. Fiquem pelo menos com o dito para que possam dar umas saudáveis gargalhadas, já que o meu humor, queridos, às vezes é mau, às vezes é assim-assim, mas nunca chega aos calcanhares deste grande senhor. Paciência!

Fiquem com a beijoca do costume da vossa

Rosarinho

7/13/2007

ESTÁ QUASE!

Bom fim-de-semana, com mais uma super-produção cinematográfica da minha autoria.

7/11/2007

TRALHA POR TRALHA, TENHO CÁ MUITA

Alguém me sabe esclarecer se é verdade aquela informação que anda por aí a correr de mail em mail sobre o sobrinho-neto do homem das botas ir receber vitaliciamente uma pensão de 2000 euros mensal actualizável pela generosa acção de "doar" as tralhas do tio-avô ao museu de Santa Comba?
É que isto é assim: Eu pessoalmente estou-me a borrifar para o facto de haver ou deixar de haver um Museu Salazar. Já há para aí museus de cada coisa, cada uma mais inútil que a outra que é naquela... Que eu saiba, até um museu de bananas há algures no mundo e, cá na choldra, não há parvónia que não tenha uma casota daquelas onde metem uns espantalhos em trajes regionais sentados ao pé da lareira com umas chouriças de plástico penduradas e umas panelas numas prateleiras e chamam àquilo museu etnográfico. Por isso, é mais parvoíce menos parvoíce.

Por outro lado, não vejo porque é que não há-de haver um museu do estado-novo. É um facto. Faz parte da nossa história e do que nós somos. Negar isso é pateta. Se um grupo de "massarros" vai querer fazer daquilo um lugar de peregrinação ou lá o que seja, o problema é deles. Os portugueses têm uma predilecçãozinha especial por estas coisas e gostam que os façam de parvos. Já acontece o mesmo em Fátima, com o padre Cruz e até com a santinha da ladeira, de quem se soube há uns anos andar uma horda de pategos a comer o sangue menstrual em hóstias. Nada a fazer. E bem vistas as coisas, vai ser um fenómeno que acrescentará o seu quê de pitoresco à zona e atrairá ainda mais visitas. Desde que vão controlando a malta e não os deixem cagar por ali tudo com cascas de melão e garrafas de plástico, na boa.

Por tudo isto, não assinei a petição que recebi dum grupo qualquer de cidadãos anti-fascistas contra a criação do museu dedicado ao imitador de fascista Salazar.

Agora, esta nova informação de que a Câmara Municipal de Santa Comba está disposta a pagar ao marmanjo que vai ceder as tralhas que lá guardou do tempo do velho, a quantia de 2000 euros por mês, fónix, essa é outra história! Não me lixem, vou já lá abaixo à garagem ver o que é que lá tenho para fazer uma contra-proposta. Para já para já, estou-me a lembrar dumas colecções de cromos completas (sem faltar nenhum), uma fritadeiras eléctricas já usadas que me ofereceram no primeiro casamento e uns discos velhos de vinil que eu posso inclusive assinar com o nome dos artistas. Estou igualmente disposta a começar a guardar as escovas de dentes, soutiens velhos e beatas de cigarro cá de casa. Nunca imaginei que estas coisas podiam render tanto!

7/09/2007

ESCLARECIMENTO

Em nome de todo o pessoal da padaria, venho aqui solenemente declarar, sob compromisso de honra, que:


1. É verdade que neste estabelecimento se continua a defender a monarquia constitucional como o melhor sistema político, por variadíssimos motivos que, quando estivermos com pachorra, explicaremos aos caríssimos clientes;

2. Apesar disso, as padeiras vêm aqui declarar, para que não haja qualquer possibilidade de equívoco, que a monarquia que defendem nada tem a ver com o Gonçalo da Câmara Pereira (que se encontra neste momento em debate televisivo a enterrar-se a olhos vistos até não se ver nem os olhinhos e que já usou pelo menos duas vezes a expressão "fer diver" que ignoramos se se trata de uma nova marca de tinto carrascão) nem com o resto da maralha pintosa e chunga que tomou de assalto o PPM;

3. Declaramos igualmente que, apesar de em caso algum nos identificarmos com o maior palhaço-candidato à Câmara de Lisboa (eleito por nós mesmas sem qualquer dúvida de que consegue ultrapassar em ridículo o próprio candidato da extrema-direita skin, quer na figura que faz quer no elevado número de bacoradas que arrota assim que abre a cloaca), não lhe negamos o direito de assumir o lugar que lhe pertence por direito no improvável caso de a monarquia vir a ser restaurada:

Olá queridos clientes! Cá estamos juntos de novo para vos ajudar a compreender os grandes fenómenos da semana que passou!

Manoel de Oliveira, esse grande vulto da nossa cultura, acaba de lançar mais uma obra. Desta vez foi um maroto, resolveu homenagear Luís Buñuel, que como já morreu não se pode defender, pimba! Já está! Manoel de Oliveira, não resta dúvida, representa bem o verdadeiro intelectual português. Segue há anos num equilíbrio perfeito numa linha de seriedade absoluta sem se desviar um único milímetro, coisa que a lusa pátria jamais perdoaria. Ou somos uns chatos de merda e nos dão o direito a usar o rótulo de inteligentes mesmo que na verdade ninguém nos aguente (mesmo os que nos elogiam), ou não somos uns chatos de merda, mas nesse caso apenas conseguiremos o rótulo de engraçadinhos. De qualquer modo, penso que graças a esta dualidade, estamos bem livres de algum dia virmos a ser homenageadas pelo grande Manoel. Isso é que ia ser uma grande desgraça, tínhamos que fechar o tasco.
Os europeus estão cada vez mais mesquinhos. Agora deu-lhes para proibir os voos da TAAG só porque os aviões andam com os pneus carecas e os comandantes não sabem dos livros de instruções! Caramba! Como toda a gente sabe, os aviões andam pelo ar e por isso não precisam de pneus para nada! Quanto aos livros de instruções, melhor seria que os bacanos não soubessem conduzir aquilo e precisassem de ir a ler o livro, tipo turista nos restaurantes! Na volta até foi por irem a ler o tal livro que vários pilotos da TAAG já se despistaram em aeroportos europeus e foram estacionar em contra-mão. Ou se faz uma coisa ou se faz outra, então?
Live Earth. Juro que não percebi esta merda. Dizem que era um dia em defesa do ambiente, mas de todas as vezes que pus os olhos e os ouvidos na televisão aquilo era um mau ambiente do caraças. Até a galdéria Madonna teve direito a aparecer, já para não falar dos comentadores de serviços que era cada um mais triste que o outro. Aquilo era um desfile de “também quero aparecer para ficar bem no retrato e não se esquecerem que eu existo” que deus me livre! Claro que ainda percebi menos aquela das maravilhas do mundo. Parecia os Jogos sem Fronteiras mas sem o Eládio Clímaco. Também nem cheguei a perceber quem ganhou aquilo, acho que foi o Cristiano Ronaldo mas não tenho a certeza. Só que parece que isso também não interessa nada. Pelo menos foi o que ouvi dizer.
Termino com as acções do Benfica que parece que há aí uns chineses que as querem comprar a 7 euros. Eu não estou nada de acordo com isto porque, apesar de não ser do Benfica nem ser um clube cá da cidade, acho que o estádio da Luz vai ficar muito mal com uns candeeiros chineses pendurados à porta, uns passarinhos que piam quando a gente passa por eles e uns dragões de plástico a forrar a caixilharia. Por isso resolvi oferecer, eu, Rosarinho, nada mais nada menos do que 8 euros por cada acção do Benfica para evitar esta tragédia. Quer dizer, não são mais que duas pois não?

E pronto queridos clientes, por hoje foi tudo. Continuação de boas férias para quem anda a banhos e azar do caraças para os totós que já as gastaram. Fiquem com a beijoca do costume da vossa

Rosarinho

7/07/2007

CÁ PARA MIM FOI SÓ BATOTICE

Das sete em que eu votei, só uma foi considerada maravilha.



Não ligaram nenhuma ao que eu lhes disse e foi o que deu.

Da Europa apenas uma, e má.

Isto vale o que vale. De qualquer maneira, gostava de saber o que diriam as muitas almas que morreram no Coliseu de Roma para entertenimento do povo, se soubessem que, alguns milhares de anos depois, aquilo viria a ser considerado uma MARAVILHA.
É estranha esta tendência para deixar que o tempo apague as coisas graves.

7/06/2007

SETE


Sete saias
Sete mares
Sete sóis e sete luas
Sete colinas de Lisboa
Branca de Neve e os sete anões
Sete e sete são catorze com mais sete vinte e um
Bicho de sete cabeças
Sete voltas a Meca
Sete pecados capitais
Os sete e um cão
Sete dias da semana
Sete sábios
O homem dos sete ofícios
O homem dos sete instrumentos
O diabo a sete
As sete leis universais
Sete lagoas
Pintar o sete
As botas das sete léguas
Descubra as sete diferenças
Os sete samurais
Sete palmos de terra
Era p’raí sete e picos
A sete chaves
Andebol de sete
Dança dos sete véus
Lagoa das sete cidades
Novela das sete
Jogar ao sete e meio
Sete cores do arco-íris
Sete anos de azar
Sete anos de sorte
As sete virtudes
As sete artes
Sete cabritinhos sozinhos em casa
Para cada homem sete mulheres
Sete anos de pastor Jacob servia
Nascer de sete meses
O castiçal de sete braços
Sete vidas do gato
Setenta vezes sete
Sete anos no Tibete
O mata sete
Sete notas de música
Sete chacras
O sete estrelo
Os sete sacramentos
As sete maravilhas do mundo
Sete do sete de dois mil e sete

7/05/2007

EU DEVO ESTAR É A PRECISAR DE FÉRIAS

Nós aqui na padaria (Rosarinho incluída) temos umas leves desconfianças acerca das políticas europeias relativamente, por exemplo, à maneira como se faz vista grossa à exploração de recursos e de trabalho escravo nos países pobres, ao aproveitamento de mão-de-obra barata, à destruição maciça de eco-sistemas em prol de interesses económicos, etc etc etc.
Mas andávamos todas enganadas. Grave grave é este filme de 44 segundos com uma compilação de cenas de sexo de filmes europeus publicado no site da Comissão Europeia. Pelo menos a avaliar pela polémica gerada. Fónix, está visto que não percebemos nada destas coisas!



Estou é mesmo a precisar de férias… Acreditem. Estou tanto, mas tanto a precisar de férias!

7/04/2007

E PARA QUEM ACHA QUE O DEZ DE JUNHO É UMA MERDA



Há pior.
Para os distraídos, hoje foi o dia de Camões dos cobóis, só que eles chamam-lhe da independência porque não sabem quem foi o Camões.

7/03/2007

UMA DAS VEZES EM QUE ME SENTI IMBECIL...

...foi há uns bons anos, na eurodisney.


Eu: Olha a Minie! Queres ir ter com a Minie?

A minha filha: Olha. Aquela não é a Minie. É uma empregada aqui do parque vestida de Minie.

Eu: Tá bem...

Moral da história: Os putos são menos totós do que nós pensamos.

HISTÓRIA VERDADEIRA QUE HOJE ME SALTOU À MEMÓRIA, NEM SEI BEM PORQUÊ NEM COMO

O Bolinhas tinha esse nome e isso não o incomodava. A dona, septuagenária pouco dada a brilhantismos ou ideias originais, que fazia crochet pesado em linha 6 e arroz-doce mexido em lume brando, só conhecia esse nome para gatos. Ou Tareco. Calhou ser o primeiro.
Se o Bolinhas compreendesse a linguagem dos humanos, certamente teria gostado mais de se chamar outra coisa. Outro nome qualquer mais vibrante como Genghis Khan, Alexandre o Grande ou mesmo Hipólito. Mas não compreendia, por isso, a questão do nome termina por ora.
Acontece que apesar da parca dose de dedicação cerebral que a dona do Bolinhas pôs na atribuição do nome, o afecto entre ambos era de tamanho considerável e, nem ela se atrevia a pô-lo fora de casa, nem ele deixava de voltar de todas as vezes que se escapulia pela porta dos fundos.
À falta de atributos que lhe permitissem demonstrar de forma inequívoca a sua dedicação à dona, como a fala ou a escrita, o Bolinhas oferecia-lhe presentes. Todos os dias, à mesma hora, sem falhar, ele depositava no tapete de entrada da cozinha, que dava para o quintal, um ratinho morto, porém intacto. A renúncia voluntária ao petisco era a prova cabal da sua dedicação imensa.
Acontece que a dona, por um acaso não explicado nesta história pelo único motivo de a narradora não saber qual é, tinha pavor de ratos, mesmo dos já falecidos. Acresce referir que se tratava de um pavor maior do que o normal em quase todas as fêmeas da espécie humana. Era um horror que lhe provocava paragens de respiração, tremores e pânico absoluto.
E todos os dias, quando o Bolinhas depositava na entrada da cozinha o ratinho morto e se punha à espera que a dona abrisse a porta para receber o presente, sempre que ela desatava a gritar descontroladamente e só parava quando se lhe esvaíam as cores do rosto e desfalecia levemente como convém a uma senhora, na sua linguagem de gato, o Bolinhas, orgulhoso, pensava:
- Como ela está feliz!

7/02/2007

Olá queridos clientes! Cá estou eu de volta para mais uma revisão à semana que passou!

Eleições em Lisboa, one down, eleven to go: Manuela Ferreira Leite entrou este domingo na campanha de Negrão, preocupada com a falta de mobilização de figuras nacionais do partido ao lado do candidato. É sempre assim, os trabalhos difíceis ficam para ela. De qualquer maneira os outros onze já estão mais descansados.
Museu Berardo: Este homem é como as cozinhas dos restaurantes, mais vale ninguém as ver. Quando não aparecia era o gajo que tinha uma colecção de arte fabulosa. Agora é o gajo que tem uma colecção de arte fabulosa, uma deficiência na fala e uma tendência para mandar foras só ultrapassada por Alberto João. Uma peninha!
A Vida de Stª Zita em livro: Sai na próxima quinta-feira. É de Zita Seabra e chama-se “Foi Assim”. Eu cá aposto 5 aéreos em como é a história dos grandes tormentos que passou enquanto militante do PCP. Só não se percebe o que lá andou a fazer tanto tempo. A mim não me apanham eles, nem esses nem os escuteiros, olha eu!
E mais uma santa mártir: A directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho, demitida (não exonerada, ai esta falta de rigor!) por ter feito vista grossa a um cartaz pateta do género que os putos fazem às escondidas sobre os profes, afixado por um médico com uma fixação na adolescência. Eu achei muito bem. Se ninguém lhes punha travão um dia destes deixavam escrever nas portas das casas de banho ou, quem sabe, atirar o papel higiénico pela sanita.
Os Príncipes do povo: Estamos a passar a altura em que se assinala os dez anos da morte da princesa Diana e hoje já começámos por levar com um mega-chato-concerto de bifes malucos, organizado pelos príncipes William e Harry, que não mexeram uma palha, claro, mas deram uma entrevista. Foi um bocadinho stressante para nós, que até somos monárquicas, ver o puto mais velho a usar uma média de 53 “You know” por frase, que como os clientes bem sabem porque são cultos, corresponde grosso-modo ao nosso “tipo”. Tipo, acho que tipo, nenhum filho do tipo D. Duarte, tipo fala desta maneira. Tipo, eu espero que tipo, não!

E beijinhos para todos! Para a semana cá estarei se tudo correr conforme.
Da vossa
Rosarinho