
Olá amores. Ora cá estou eu mais uma vez, no mês mais pateta do ano, a resistir a tudo e a todos para vos trazer as novidades e comentários políticos e culturais, fresquíssimos, mesmo que muitos prefiram olear as carnes e pôr-se a tostar na praia do que se cultivar comigo. Ingratos! Mas pronto, profissional é profissional até morrer. Para as duas pessoas que em média me lêem em Agosto, cá vai:
1- Esta semana celebrou-se uma data importantíssima: os cem anos de escutismo. O que isso é ao certo não sei. Só sei que são uns gajos de lencinho e chapéu que costumam ir nas procissões. Além disso, também sei que cerca de 10.000 estiveram reunidos num acampamento em
Idanha-a-Nova e, diz-se, o fedor a ganza chegou a Castelo Branco e mesmo a Cáceres, Guarda e Portalegre. Continuação de bons e alegres acampamentos é o que eu lhes desejo.
2 – A directora do Museu Nacional de Arte Antiga levou um chuto no cu. Eu sei, isto não é notícia. Notícia é isto ser notícia. Anedota, é dizerem por aí que a chavala foi uma vítima do estalinismo. Porra! Quando ela nasceu já o Estaline tinha morrido há q’anos! Será que ela foi fazer umas sessões de terapia daquelas maradas e descobriu que isso foi numa vida anterior? De qualquer modo também é estranho porque toda a gente que descobre que reincarnou, no caso das mulheres, ou eram a Cleópatra ou a Maria Antonieta. De resto, a mocinha até pode ser super-mega-competente e perceber resmas e palettes de museus, mas na vida real é estúpida como tudo porque até eu, que só fiz o nono, estou farta de saber que quando a gente não concorda com o patrão vai lá dentro ao gabinete, fecha a portinha e diz-lhe. Quando, antes de lhe dizermos, já andamos por aí a peixeirar aos quatro ventos que o gajo é parvo, isso quer dizer que nos estamos tacitamente a despedir. Certo? Olhe querida, a isso chama-se “
ética e deontologia profissional”. Caramba, esta gente devia vir falar comigo antes de fazer merda! Há cenas tão básicas!
3 – Quanto vale a
dignidade? E agora estão vocês a pensar - “Porra! A gaja hoje está duma profundidade!..” – Por acaso nem é por nada. Estou mesmo. Mas voltemos ao assunto. Quanto vale a vossa dignidade, queridos leitores? Reflictam um bocadinho sobre isto. Acham que se pode quantificar? Valerá 10? 20? 100? Um milhão? Como é que se mede? Impossível, respondem vocês! Mentira, digo eu. A do Marques Mendes, por exemplo, vale 10.000. Dez mil votos, que é o que a região autónoma da Madeira dá ao PSD. Em troca desses 10.000, ele nem se importou de ir até lá, defender o indefensável e ainda ser achincalhado de “pequenote” e “sacana” pelo palhaço oficial do partido, que para ter um bocadinho de credibilidade já devia ter corrido com o gajo há que tempos. Perdia 10.000 lá? Talvez ganhasse uns 20.000 cá. Quem sabe? E eu sei, queridos, que mesmo os PSD’s que me estão a ler concordam comigo, lá no íntimo. Pelo menos os que eu conheço (mas que só dizem o que lhes vai verdadeiramente na alma depois duns momentos de relaxe com a Rosarinho).
E por hoje é tudo. Tenham uma boa semana e aguentem-se à bronca neste mês de romarias e casamentos com buzinas. Já só faltam 25 dias para Setembro.
E fiquem com a beijoca do costume da vossa
Rosarinho