De qualquer modo bom feriado.
Leão, o Africano
Há 16 horas

cortarem a língua. O facto de não ter havido pedido prévio de namoro foi considerado pelo tribunal uma agravante. Esta notícia suscita-me várias reflexões. Primeiro, a família da gaja deve curtir bué camelos e deve viver num apartamento com um grande terraço. Depois, esta notícia mostra bem as diferenças culturais entre os povos, porque cá são os próprios camelos que ainda têm pachorra para mandar bocas às mulheres na rua. Por último, também gostei de saber que, no Egipto, para um gajo poder passar de carro por um campo e dizer “comia-te toda!” à fulana que lá anda a tomar conta das vacas primeiro tem que lhe pedir namoro.
Tinha uma figura atarracada de homem rural. Curtido pelo sol e com unhas muito negras de terra residente. As rugas do rosto eram sulcos preenchidos com uma substância escura.

Embutidos não são embutidos, são chouriços. Presunto não é presunto, é presumível. Taller não é um garfo ou uma faca, é uma oficina. Oficina não é uma oficina, é um escritório. Escritorio não é escritório, é uma secretária. Embarazada não é embaraçada, é grávida. Braga não é uma cidade, é uma cueca. Mijas não é xixi, é uma cidade. Uma piña não é uma pinha, é um ananás. Um rato não é um rato, é uma bequinha. Acordar não é acordar, é lembrar. Rojo não é roxo, é vermelho. Uma carpa não é um peixe, é uma tenda. Um oso não é um osso, é um urso. Um polvo não é um polvo, é pó. Uma cena não é uma cena, é um jantar. Salsa não é salsa, é molho. Exquisita não é esquisita, é deliciosa. Um vaso não é um vaso, é um copo. Uma borracha não é uma borracha, é uma bêbeda. Pelo não é pelo, é cabelo. O sótano não é no sótão, é na cave. Cola não é cola, é uma fila. Borrar não é borrar, é apagar. Pero não é uma maçã, é mas. Lista não é uma lista, é pronta. Despacio não é no espaço, é devagarinho. Uma bufanda não é um conjunto de bufas, é um cachecol. Aceite não é aceite, é óleo. Um cuello não é um coelho, é um pescoço. Desarrollar não é tirar a rolha, é desenvolver. Desenvolver não é desenvolver, é desembrulhar. Crianza não é uma criança, é criação. Doce não é doce, é doze. Mermelada não é marmelada, é doce. Engrasado não é engraçado, é lubrificado. Funda não é funda, é uma fronha. Pelirrojo não é perigoso, é ruivo. Propina não é propina, é gorjeta. Anécdota não é uma piada, é uma história real. Um aparato não é um aparato, é um aparelho. Um bocadillo não é um bocadinho de nada, é uma sandocha. Um coche não é um coche, é um carro. Contestar não é contestar, é responder. Uma galleta não é um estalo, é uma bolacha. Neto não é neto, é líquido. Um paquete não é um barco, é um embrulho. Uma pila não é uma pila, é uma pilha. Uma seta não é uma seta, é um cogumelo. Uma tarea não é uma coça, é uma tarefa. Uma trampa não é uma trampa, é uma armadilha.








Didas, a Própria


Olá queridos! Estava cheiinha de saudades vossas, mas infelizmente hoje estou cheia de pressa. Só não quero deixar aqui de assinalar os momentos mais importantes das comemorações dos 97 anos de república:
O grande argumento contra a monarquia é o absurdo dos cargos hereditários. É um argumento fácil que resolve a questão e fecha a discussão em dois tempos. Todos os republicanos o usam. E fazem-no sempre com aquele ar inteligente de quem acabou de descobrir a pólvora. Hoje aproveito para resumir aqui os meus argumentos a favor do regime monárquico. Nada melhor do que este dia para isso.